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segunda-feira, 26 de abril de 2010

ESCOLHAS DA VIDA -"ATITUDE É TUDO”

Descobri nos meus arquivos. Não sei quem me enviou.

 

João era o tipo do cara que você gostaria de conhecer. Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer.

Quando alguém lhe perguntava como ele estava, a resposta seria algo:

- Se melhorar estraga. Ele era um gerente especial pois seus garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas atitudes. Ele era um motivador nato. Se um colaborador estava tendo um dia ruim, João estava sempre dizendo como ver o lado positivo da situação. Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia lhe perguntei:

- Você não pode ser uma pessoa tão positiva todo o tempo. Como você faz isso?

Ele me respondeu:

- A cada manha ao acordar digo para min mesmo, João, você tem duas escolhas hoje. Pode ficar de bom humor ou de mau humor. Eu escolho ficar de bom humor. Cada vez que algo de ruim acontece, posso escolher bancar a vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido. Eu escolho aprender algo. Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar a reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.

- Certo, mas não é fácil, argumentei.

- É fácil, disse-me João. A vida é feita de escolhas. Quando você examina a fundo, toda a situação sempre há uma escolha.

- Você escolhe como reagir às situações. Você escolhe como as pessoas afetarão o seu humor. É sua escolha de como viver a sua vida.

Eu pensei sobre o que João disse, e sempre lembrava dele quando fazia uma escolha. Anos mais tarde soube que João cometera um erro, deixando a porta de serviço aberta pela manha, foi rendido por assaltantes. Dominado, enquanto tentava abrir o cofre, sua mão, tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo.

Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele. Por sorte ele foi encontrado a tempo de ser socorrido e levado para um hospital. Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de tratamento intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu corpo. Encontrei João mais ou menos por acaso.

Quando lhe perguntei como estava, respondeu:

- Se melhorar estraga.

Contou-me o que havia acontecido perguntando:

- Quer ver minhas cicatrizes?

Recusei ver seus antigos ferimentos mas perguntei-lhe o que havia passado em sua mente na ocasião do assalto.

- A primeira coisa que pensei foi que deveria ter trancado a porta de trás, respondeu. Então deitado no chão, ensangüentado, lembrei que tinha duas escolhas: poderia viver ou morrer.

Escolhi viver.

- Você não estava com medo?, perguntei.

- Os paramédicos foram ótimos.

Eles me diziam que tudo ia dar certo e que eu ia ficar bom. Mas quando entrei na sala de emergência e vi a expressão dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado. Em seus lábios eu lia: "esse ai já era". Decidi então que tinha que fazer algo.

- O que fez?, perguntei.

- Bem, havia uma enfermeira que fazia muitas perguntas. Me perguntou se eu era alérgico a alguma coisa.

Eu respondi: "sim". Todos pararam para ouvir a minha resposta:

- Tomei fôlego e gritei:

"- Sou alérgico a balas!"

Entre as risadas lhes disse:

"- Eu estou escolhendo viver, operem-me como um ser vivo, não morto."

João sobreviveu graças à persistência dos médicos, mas também graças a sua atitude. Aprendi que todo dia temos a opção de viver plenamente.

Afinal de contas, "ATITUDE É TUDO".

quinta-feira, 11 de março de 2010

Frases de bajulação no meio evangélico

Teologia Pentecostal

Hoje vamos receber o grande homem de Deus, que nos irá trazer a poderosa e magnífica Palavra dos céus. (Nessa hora você pensa que Moisés está chegando).

Deixa eu segurar a sua mala, pastor. (Alguns prestativos auxiliares servem como seguradores de malas, mas são incapazes de arrumar os bancos do templo).

Essa Coca-Cola é do pastor (Enquanto isso as ovelhas bebem Dolly).

O pregador desta noite é Doutor em Divindades (O camarada na verdade comprou um diploma vagabundo daquelas faculdades de fundo de quintal)

O pregador desta noite é Conferencista Internacional (O sujeito foi no Paraguai e já se sente bem internacionalizado).

Esta igreja é a mais avivada que eu conheci (Pregador itinerante bajulando a igreja que visita para pedir oferta).

É Deus no céu e o meu líder espiritual na terra (Mais um pouco vira guia de mosteiro).

Me respeita rapaz, sou Fulano de Tal (A humildade é uma virtude meio esquecida).


Outros exemplos toscos poderiam ser dados. O pior que a cada dia estes clichês se repetem sem nenhuma crítica e consideração. Que Deus tenha misericórdia da nossa inércia.

 

O PECADO DA BAJULAÇÃO

A tradução da Bíblia mais usada entre os evangélicos brasileiros, a Almeida Revista e Corrigida, não existem as palavras adulador ou bajulador, e sim lisonjeador. Lisonjear é dirigir elogios interesseiros a alguém. O Dicionário Houaiss define lisonjear como “enaltecer com exagero, visando à obtenção de favores, privilégios”. Quase todo ser humano é vulnerável ao elogio, e poucos sabem se defender dos bajuladores. Todos nós estamos muito mais prontos para ouvir uma palavra de elogio, mesmo sendo mentirosa, do que cem palavras de exortação. O rei Henrique IV, da França, resumiu essa nossa vulnerabilidade ao dizer: “Apanham-se mais moscas com uma colher de mel do que com vinte tonéis de vinagre”.

O livro de Provérbios nos dá uma importante informação sobre adulados e aduladores: “Aos generosos muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes” (ARA, 19.6). E o apóstolo Judas comenta por que os aduladores agem como agem: “...são aduladores dos outros, por motivos interesseiros” (Jd v.16).


O bajulador carrega o bajulado no colo ou nas costas


Na tradução Almeida Revista e Atualizada, os lisonjeadores são chamados de bajuladores e aduladores. Bajular vem da palavra latina bajúlo, e significa “levar algo ou alguém no colo ou nas costas”. O curioso é que hoje o bajulado é que leva o bajulador nas costas. O fabulista francês La Fontaine dizia que “todo bajulador vive às custas de quem o escuta”. A bajulação é um comércio de mentiras que pelo lado do bajulador se apóia no interesse, e pelo lado do bajulado se apóia na vaidade.


Não devemos confiar em quem elogia tudo quanto dizemos. Essa pessoa geral-mente é perniciosa e tem segundas intenções. Em 1Ts 2.5, para não ser confundido com os bajuladores, Paulo declarou: “A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha”.


O livro de Provérbios avisa que “o homem que lisonjeia a seu próximo arma uma rede aos seus passos” (Pv 29.5), e que “a língua falsa aborrece aquele a quem ela tem maravilhado, e a boca lisonjeira opera a ruína” (Pv 26.28).


O adulador agrada o adulado festejando-o como cães


Adular é a forma portuguesa do vocábulo latino aduláre, e significa etimologicamente “o movimento que o cão faz com a calda ao se aproximar do dono” (Dicionário Houaiss).


Perguntaram a Biantes, um dos sete Sábios da Grécia, qual era o pior dos animais. Biantes respondeu: “Entre os selvagens, o sanguinário; entre os domesticados, o adulador”. Três séculos antes do nascimento de Jesus, o filósofo grego Antístenes advertira: “Nada é tão perigoso como a adulação. O adulado sabe que o adulador mente, mas continua a lhe dar ouvidos”.


O salmista Davi diz no Salmo 12.2: “Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado”. O termo coração dobrado significa no original “pessoa que diz uma coisa, mas sente outra”. No versículo seguinte (v. 3) o salmista diz que “o Senhor cortará todos os lábios lisonjeiros”. Davi fala também dos que buscam a Deus com sinceridade de coração: “Todavia, lisonjeiam-no com a boca e com a língua lhe mentiam. Porque o seu coração não era reto para com ele, nem foram fiéis ao seu concerto” Sl 8.36,3.


Mas qual seria a verdadeira intenção do bajulador? Salomão revela: “Trabalhar para ajuntar tesouro com a língua falsa” (Pv 21.6). E Isaías extrai dos próprios bajuladores uma surpreendente confissão reveladora de suas condutas mentirosas: “...pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos” (Is 28.15).

Que Deus nos guarde dos bajuladores.

Autor: Jefferson Magno Costa Pastor, jornalista e escritor
jefmagnocosta@ig.com.br
Fonte: http://www2.uol.com.br/bibliaworld/jornalpalavra/luzbiblia/1016.htm

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

SÓ EM DEUS!

Depois de ter consumido tudo, sobreveio àquele país uma grande fome... mas ninguém lhe dava nada (Lucas 15:14, 16).


Na conhecida parábola do filho pródigo, temos a ilustração de alguém que partiu para o mundo em busca de seu destino. Se aplicássemos essa parábola aos nossos dias, diríamos que ele era um jovem com recursos suficientes à sua disposição e que achava a casa de seus pais muito restritiva. O dinheiro que o jovem levara consigo só servira para satisfazer seus desejos, e ele sucumbira a uma vida dissoluta e imoral. Conseqüentemente seu dinheiro acabara, e ele se vira completamente desnorteado. As palavras “mas ninguém lhe dava nada” expressam sua solidão e desespero. O jovem estava arruinado de corpo e alma: isso era tudo o que ele havia conseguido.


Quantas vezes esta experiência tem-se repetido! A famosa estrela de cinema Rita Hayworth (1918—1987) disse a um jornal: “Quando jovem e linda, eu era uma deusa, uma rainha. Agora sou velha e feia; eles simplesmente me descartaram como um pedaço de papel.” O jornal comentou: “Ela foi a rainha de Hollywood. Agora perambula pelo jardim de seu bem mobiliado apartamento, amaldiçoa as árvores e fala com os arbustos como se fossem pessoas.”


Qualquer um que imagine que a realização de todos os seus desejos terrenos proporciona a felicidade, a satisfação final e mais íntima do coração humano, está cometendo um grande erro. O relato bíblico do filho pródigo nos ensina justamente o contrário. Aquele jovem não aprendeu o que era a felicidade até retornar ao lar paterno. Só podemos encontrar a verdadeira paz quando voltamos para o nosso Criador e achamos perdão, paz e alegria nos braços de Deus nosso Pai, cujo coração anseia por nos dar as boas vindas.

Recebida por Email

A INCERTEZA DA VIDA

 

Leia Tiago 4:13-17

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Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. - Tiago 4:14

A certeza da vida, é a sua total incerteza. Como as Escrituras nos lembram, nós "não [sabemos] o que acontecerá amanhã" (Tiago 4:14). Larry Silverstein, agente de bens imobiliários, pode testemunhar da veracidade desse texto. Embora ele possuísse uma impressionante propriedade em Nova Iorque, ele estava, segundo o seu próprio testemunho, obcecado pelo desejo de acrescentar as Torres Gémeas do World Trade Center aos seus bens pessoais. O seu desejo tornou-se realidade. Seis semanas antes dos dois imponentes arranha-céus terem sido destruídos por terroristas ele tinha obtido um arrendamento de 99 anos, no valor de 3.2 bilhões de dólares, por esse majestoso centro.


Infelizmente, a realização dos nossos sonhos, pode às vezes tornar-se em pesadelos. Isto faz-nos lembrar não só da incerteza da vida, mas também da necessidade de alinharmos os nossos desejos com a vontade de Deus. A experiência ensina-nos, que se nós deixarmos a presunção tomar conta da nossa vida, a realização dos nossos próprios sonhos compulsivos pode tornar-se em pó e cinzas.


Existem desejos legítimos, mas o livro de Tiago diz-nos como devemos aproximá-los. Em vez de presumirmos que os nossos planos e sonhos serão realizados, deveríamos dizer: "Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo" (Tiago 4:15).


Quando submetemos os nossos planos à vontade de Deus, podemos gozar a Sua paz no meio da incerteza da vida.

Vernon Grounds

ESCREVE OS TEUS PLANOS A LÁPIS
E DEPOIS DÁ A BORRACHA A DEUS.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

RECOMPENSA PELO SOFRIMENTO

 

Leia Romanos 5:1-5

"Também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência." - Romanos 5:3

Um jovem Cristão chegou perto de um crente mais velho e fez-lhe este pedido: "O irmão pode orar comigo para que eu seja mais paciente?" Assim ambos se ajoelharam e o homem começou a orar: "Senhor, envia a este jovem uma tribulação pela manhã; dá-lhe tribulações pela tarde; envia-lhe -" Nesse mesmo momento o jovem crente interrompeu bruscamente: "Não, tribulação, não! Eu pedi paciência." "Eu sei," disse o sábio cristão, "mas é através da tribulação que aprendemos a paciência."


A palavra paciência na leitura da Bíblia de hoje pode significar a capacidade de permanecer firme debaixo de dificuldades sem nunca ceder. John A. Witmer escreveu: "Só um crente que tenha enfrentado angústia pode desenvolver firmeza. Que por sua vez desenvolve o caráter."


Quando o apóstolo Paulo disse aos cristãos em Roma que "a tribulação produz paciência" (Romanos 5:3), ele estava falando da experiência pessoal. Ele tinha sofrido tribulações, açoites, apedrejamentos, naufrágios, e perseguições. Contudo, ele permaneceu firme na sua fé e não diminuiu a sua responsabilidade de pregar o evangelho.


Se estiver enfrentando uma prova difícil, louve a Deus! Sob o Seu sábio controle, tudo o que nos acontece - quer seja aprazível ou doloroso - é projetado para desenvolver o caráter de Cristo. É por isso que podemos ter glória na tribulação.

Richard De Haan

AQUELE QUE ESPERA NO SENHOR NÃO SERÁ
ESMAGADO PELO PESO DA ADVERSIDADE.

A CADA UM SEUS PRÓPRIOS PROBLEMAS?

 

Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais (Jeremias 29:11).

 


Um estudante não passa nas provas... Um empresário se vê obrigado a decretar falência... Um pai de família é vítima de um acidente de trabalho... Uma jovem se atira debaixo do trem... quem se importa? A cada dia acontecem tantos eventos de resultados mais ou menos graves! E nos acomodamos facilmente, porque não é possível colocar-nos realmente no lugar dos outros; então “a cada um seus próprios problemas”, não é verdade?


Contudo, e se fosse eu que estivesse só e desesperado? Se fosse eu que gritasse como o homem do qual fala o salmista: “Não há quem me reconheça, nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse” (Salmo 142:4). Ninguém!


Mas há uma esperança: a Bíblia nos diz que Deus, o grande Criador, está consciente de nossa existência e que Ele mesmo contou os cabelos de nossa cabeça. Além disso, Ele nos ama pessoalmente e quer Se revelar a cada um de nós!


Enquanto não nos preocupávamos com Deus, Ele, por sua vez, sempre se interessou por nós. Mostrou o quanto nos amava ao entregar Seu Filho Jesus Cristo para nos salvar de nossos pecados e nos garantir felicidade presente e futura.


Apropriemo-nos dessa extraordinária declaração da Escritura: O “Filho de Deus... me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:20). Experimente esse viver em Cristo!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

"DEUS NÃO COMETE ERROS"

 

Leia Romanos 12:14-21


Dr. Haddon Robinson

"Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem." - Romanos 12:21

Alguns dias após ter chegado à residência universitária da Universidade A&M do Texas em 1984, Bruce Goodrich foi acordado às 2h da manhã. Os alunos finalistas tiraram-no para fora da cama para o iniciar no Corpo dos Cadetes do Exército, um tipo de programa de treino militar.


Bruce foi forçado a fazer exercícios e a correr vários quilómetros sob condições extremamente quentes e úmidas. Quando ele acabou caindo por terra, ordenaram-lhe que se levantasse e continuasse a correr. Ele desfaleceu novamente, entrou em coma, e morreu mais tarde naquele mesmo dia. Os estudantes que maltrataram a Bruce foram sujeitos a julgamento e foram acusados de lhe terem causado a morte.


O pai de Bruce escreveu uma carta à administração da faculdade e ao corpo de estudantes. Nessa carta ele não desculpava a cruel injustiça cometida contra o seu filho, mas escreveu:

"Gostaria de aproveitar esta oportunidade para expressar o apreço da minha família pela grande efusão de preocupação e consternação da parte da Universidade A&M do Texas e da comunidade perante a perda do nosso filho Bruce.... Não abrigamos qualquer ressentimento. ... [Ele] está agora seguro no seu lar celestial. Quando se coloca a questão: 'Porque é que isto aconteceu?' talvez uma resposta seja: "Para que assim, muitos ponderem sobre o lugar onde passarão a eternidade."


Confiar na soberania de Deus pode transformar a indignação em compaixão e o ódio em preocupação. - Haddon Robinson

NENHUMA TRAGÉDIA ESCAPA À SOBERANIA DE DEUS

CARTAS SEM PREÇO

 

Leitura: Efésios 3:1-12

"Ao lerem isso vocês poderão entender a minha compreensão do mistério de Cristo" - Efésios 3:4

Se você tiver uma carta de Mark Twain no seu sótão, ela pode valer muito dinheiro. Uma carta pessoal de 9 páginas, escrita à sua filha em 1875 foi vendida por 33.000 dólares em 1991. Correspondência corrente do autor de Tom Sawyer normalmente oscila entre $1.200 a $1.500 a página. Peritos afirmam que apesar de Twain ter escrito 50.000 cartas durante a sua vida, a procura destas notas pessoais, de um dos autores favoritos da América, permanece muito forte.

Provavelmente você não tem nenhuma correspondência de Mark Twain, mas é provável que possua uma coleção inestimável de cartas. Vinte e um dos 27 livros no Novo Testamento são cartas escritas para encorajar e instruir os crentes. Elas contêm a revelação inestimável de Jesus Cristo. Na sua carta aos Efésios, Paulo escreveu: "Como me foi este mistério manifestado pela revelação... do qual fui feito ministro" (3:3,7). Ele tinha recebido a mensagem de Deus e foi enviado a pregar a Palavra ao mundo (v.8). As cartas que temos hoje nas nossas mãos contêm a revelação especial de Deus para nós.

Para todo o cristão, o valor das cartas do Novo Testamento não é o seu valor em dinheiro, mas a sabedoria que elas trazem a um coração aberto - sabedoria do próprio Deus.

David McCasland

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Palavra Torpe

Palavra Torpe

via UMAP - Vitória da Conquista/BA 

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Não poucas vezes os pregadores falam coisas no púlpito sem pensar nas conseqüências. Outro dia ouvi um pastor asseverar: “Se Deus está contigo, tudo te Irá bem. Você tem que prosperar, pois a presença de Deus garante isso”. Pode parecer uma boa palavra de incentivo, mas tem conseqüências nefastas. Nem sempre a presença de Deus é garantia de sucesso absoluto em tudo. O “dar certo” ou “dar errado” não podem ser um instrumento medidor da presença ou ausência de Deus.  Há casos em que Deus se faz presente e as coisas não vão bem.

Mais recentemente, um pregador disse: “O melhor de Deus pra sua vida está por vir…”. Isso deve agredir os ouvidos do Pai, pois o MELHOR DE DEUS PARA NOSSA VIDA JÁ VEIO: é Cristo! Nada pode ser melhor que isto. Quando afirmamos que o melhor de Deus está por vir, estamos dizendo que Cristo em nós é apenas uma bobagenzinha.

    Sei que muitos poderão argumentar dizendo que são apenas declarações “enfáticas”, não se referindo exatamente ao sentido literal da expressão.  Tal argumento é sofisma. Quem nos ouve, na pluralidade contextual, pode simplesmente estar vivendo conflitos espirituais por conta destas declarações.

    Há ainda uma outra frase que muito me incomoda: “Que parte da bíblia é verdade? Aquela na qual você acredita!”. Já ouvi esta declaração algumas centenas de vezes e isso me causa grande desconforto pois sei que tudo na Bíblia é verdade, creia eu ou não. Fazer uma declaração como esta incorre em alguns riscos. Primeiro, RELATIVIZA a verdade bíblica, acomodando-se ao conceito pós-moderno de certo e errado. Segundo, coloca o público em posição de tolo, uma vez que a verdade NUNCA DEIXARÁ DE SÊ-LA caso alguém não acredite nela. Seria como se um objeto solto no ar deixasse de cair no chão, contrariando a Lei da gravidade, simplesmente por alguém afirmar que não crê nesta lei.

    São estas e outras declarações que acabam “vendendo” um evangelho diferente do que Jesus pregou. Precisamos estar atentos ao que falamos, pedido ao Espírito Santo que seja um “guarda a porta de nossa boca”, como bem sugeriu o salmista.

    Deus tenha piedade de nós!

    Autor: Pr. Aécio Ribeiro

Sobre as ondas evangélicas e pastorais

via Bereianos | Apologética Cristã Evangélica de Ruy B. Marinho

.

Por: Rogério Nascimento

O que temos hoje é um crescimento do evangélico pragmático, aquele ramo evangelical que prega o evangelho utilitarista. Cresce o numero de evangélico, mas cada vez mais piora a sociedade.


Não existe um escândalo brasileiro onde não esteja um punhado de pastores envolvidos.


Depois do evangelho da prosperidade, todos os pregadores queriam ser igual aos americanos, os mesmos gestos, o mesmo tipo de roupa, a mesma arrogância, as mesmas decalrações, os mesmos chavões (sou filho do Rei, eu declaro, eu tomo posse). Em seguida veio o evangelho da cura interior, onde a pregação não era mais suficiente para curar a alma das pessoas, o novo nascimento não era suficiente para transformar e a cruz de Cristo ineficaz para cancelar os pecados, era preciso uma série de rituais com renuncias e renegações para que a pobre criatura convertida alcançasse a libertação de seu passado. Depois veio a batalha espiritual, onde se ensinava a absurda teologia da legalidade dada ao diabo para dominar a terra. O diabo era o senhor da terra e Deus tinha que pedir permissão para agir na terra. A saída era os crentes tirar os calçados, fazer declarações de domínio, etc. Depois veio o evangelho dos neo-apóstolos.


Qualquer pastor que não estivesse contente com o "status" de pastor, poderia se auto-denominar apóstolo e esta onda se espalhou até perder a graça. Depois surgiu o evangelho dos proféticos, onde tudo era profético (louvor profético, igreja profética, dança profética, marcha profética, corte de cabelos profético, até "urinada" profética teve (e tem). Agora segundo a revista Veja, temos o evangelho da auto-ajuda, onde o sobrenatural é "motivar" as pessoas. A Bíblia em uma mão, Lair Ribeiro, Augusto Cury , James Hunter ou Shinyashinki na outra e com certeza, depois da reportagem, muitos pregadores correrão para os cursos de psicologia de auto-ajuda, comprarão livros de motivação pessoal e irão para frente de seus espelhos treinar novos gestos. Neste meio tempo o povo padece, enquanto os livros de exegeses, comentários bíblicos e boa teologia apodrecem. O trabalho demorado na análise de um texto bíblico é coisa do passado, agora temos todas as Bíblias comentadas, banalmente comentadas e o povo banalmente se assenta nos bancos das igrejas, mendigando uma pregação bíblica.


Foi-se a autenticidade e a originalidade, viva a medíocre mania de imitar e importar a última onda a surgir. Sim, porque até a próxima, adota-se a atual.


Só resta gritar, o grito dos moradores de Jerusalém, Hosanas – Salva-nos Senhor!!!!


Autor: Rogério Nascimento
Via: [ Apologetica crista ]
Via: [ Web Evangelista ]

sábado, 9 de janeiro de 2010

A glória das igrejas e a glória de Deus .

 

 

Por: Diogo Henrique de Sá

“Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem.” (Isaías 48.11).


Há alguns anos atrás, durante uma reunião de domingo, na igreja onde eu congregava, escutei de um Seminarista a seguinte frase: “Eu sou membro da gloriosa Assembléia de Deus!”, naquela época eu era muito jovem para pensar nas implicações desta frase. Alguns dias atrás, no entanto, ouvi de um amigo, bem mais velho e que também estava naquela reunião, a mesma frase.
Estranhamente estes verdadeiros chavões, que visam supervalorizar algumas denominações e seus líderes, brotam dos lábios ingênuos da maioria dos cristãos sem o menor intendimento.
Passei a refletir mais sobre essa e outras frases, deste tipo, que permeiam o “evangeliquês” (dialeto, quase incompreensivo, pronunciado por membros de denominações ditas evangélicas) Já ouvi de tudo (1):

- “Sou Pentecostal até o tutano!”
- “Aqueles Batistas desviados!”
- “Aqueles Tradicionais Geladões!”
- “R.R. Soares, o Homem que abençoa o mundo!”
- “Nossa Igreja é mais abençoada, pois temos um Apóstolo!”
- “Eu sou a Voz profética de Deus no Brasil” (Silas Malafaia falando de si mesmo).


Analisando essas frases podemos perceber que existe algo de muito errado acontecendo dentro das denominações (não estou usando o termo igreja propositalmente), ao que tudo indica a Igreja que saiu da Reforma perdeu, tanto quanto a sua antecessora (Igreja Católica Romana), o foco de quem é o Senhor.
Isso é compreensível já que os “crentes” não se interessam muito pela Bíblia (Inclusive isto é constatado através de pesquisas). Na verdade só lemos pequenos trechos fora do contexto várias vezes, e normalmente quando faz parte da leitura oficial da “Campanha”, sei que esta é uma Verdade Inconveniente (uma vez disse a uma pessoa “evangélica” que ela deveria ler a Bíblia, meu Deus, foi pior que xingar a mãe, vi a fisionomia da pessoa mudar de ódio), porém isso já foi percebido inclusive pelas seitas, os Testemunhas de Jeová falam sobre nossa inadequação com relação a Palavra de Deus.
Mas voltando a falar sobre: Quem é o Senhor? Existe uma dupla consideração que precisamos fazer sobre esse tema:

1ª) Nós não sabemos quase nada sobre Jesus – Fiquei chocado um dia quando, ensinando na Escola Bíblica, disse que Jesus existe antes mesmo da fundação do mundo e uma das irmãs, muito piedosa, me perguntou como isso era possível se Jesus nasceu da Maria? Eu expliquei sobre a Eternidade de Jesus e sobre a sua primeira vinda e a irmã ficou maravilhada, em vários anos de “convertida” nunca alguém havia ensinado isso a ela. Isso revela algo que talvez nunca tenha te ocorrido: não conhecemos Jesus de verdade.
2ª) Apesar de dizermos que Jesus é o Senhor, nos comportamos como se nós fossemos o senhor de Jesus – Podemos perceber essa conduta nos templos, através dos mensageiros da prosperidade que nos encorajam a encurralar Jesus na parede e exigirmos a restituição de tudo aquilo que perdemos. Dentre outras coisas. Jesus virou uma espécie de Gênio da lâmpada que surge convenientemente quando chamamos por ele.


Mas quero me concentrar em outro ponto: Nós cristãos temos tirado o foco de Jesus para focalizar em tudo o que é humano. Temos levantado a “bandeira” de nossa denominação como se a Cruz fosse, já não podemos, como Moisés, dizer “Jeová Nissi” pois a nossa bandeira tem sido a placa de nossa denominação e o nome do nosso proeminente líder.


Com relação a frase que ouvi do seminarista veja o disparate e pense comigo: gloriosa é a Assembléia de Deus ou o Deus da assembléia?


Se Deus, conforme o texto Bíblico, não divide sua glória com ninguém como podemos dar a glória dele a outra coisa. Como podemos dividir uma glória que nem nossa é? Como pudemos ser insensíveis ao ponto de não enxergarmos os limites entre o santo e o profano? Passamos a seguir a placa da denominação e nos esquecemos de quem realmente importa que é Deus. Engraçado que a pessoa que faz isso nunca irá admitir que esteja deixando Deus de lado, porém, embora não admita, termina por fazê-lo na prática e é a pratica que demonstra o que somos de verdade, Tiago já falava isso a 2 mil anos atrás. Isso fica muito evidente quando se presta atenção nas placas das denominações, isso porque seu título vai em letras garrafais, e o nome de Jesus quando aparece está com letras menores (Salvo quando o nome de Jesus é usado no título da denominação), veja, está muito clara a ordem das coisas: 1ª a denominação, depois, se der, Jesus entra na parada (isso porque as vezes para economizar espaço na placa tiramos o Seu nome dela).


Eu não sou adepto das idéias de Witness Lee, mas estou convencido que uma das piores invencionices dos Protestantes foi criar o denominacionalismo, sei que o nome facilita por questões de registro e também para demonstrar o tipo de confissão daquele grupo, porém resultou em um “nacionalismo da denominação” que chega as vezes ser parecido com o comportamento entre Judeus e Samaritanos mencionados na Bíblia: nós não nos comunicamos (membros de diferentes denominações as vezes nem se falam), atingindo ao ponto do corpo de Cristo ser mutilado e cada pedacinho tem a sua própria cabeça, que é o “Cristo a gosto do cliente”. Gosto muito de uma frase do Paulo Romero que diz: "Quem crer no Jesus errado, embarca em uma salvação errada, e pode desembarcar no céu errado".


Conheci um Pastor que Batia no peito e dizia: “sou belemita da orelha furada”, em clara menção sobre a lei vetero-testamentária que dizia que um escravo que, por amar seu senhor, quisesse ficar com ele deveria ter sua orelha furada em sinal de escravidão perpétua, veja o disparate deste pastor. O que ele está dizendo vai contra tudo o que a Bíblia ensina, pois deveríamos ser “cristãos de orelhas furadas” pois é a Ele que deveríamos servir e não a uma denominação.


Quero também corrigir um erro crasso que cometemos a Ekklesia (2) – e é por isso que uso o termo denominação em lugar do termo igreja – era uma instituição Ateniense formada pelos cidadãos, eram os “chamados para Fora”, Jesus se apropriou deste nome para a sua Ekklésia formada pela assembléia de seu novo povo, assim como os atenienses, nós também fomos chamados para fora, nós somos a Igreja de Cristo. Nós criamos o conceito de “Igreja visível” e “Igreja invisível”, porém este conceito é defeituoso a Bíblia nunca autenticou esta nossa visão o exemplo disso está em Rom. 16.5 onde Paulo saúda a Igreja que se reúne na casa de Áquila, ele não diz a “igreja de Áquila”, ele diz à “igreja que se reúne em sua casa”. A Igreja segundo Paulo eram as pessoas. Nós os que tivemos um encontro real e verdadeiro com Jesus Cristo, que fomos atraídos pelo seu irresistível amor, somos a Igreja.


Não podemos nos esquecer da supervalorização do homem, do líder. Quando estudei Apologética pelo Instituto Cristão de Pesquisas (ICP), aprendi a reconhecer as seitas através das quatro operações matemáticas (3). Recordo ainda de cor sobre a divisão: “Dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Desobedecer à organização ou à igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema religioso.”


Que coisa mais interessante isso vem acontecendo em quase todas as denominações Evangélicas, principalmente as neo-pentecostais criamos uma supervalorização do líder, como se ele fosse o próprio Deus na terra. Eu sempre pensei que Jesus era o abençoador do mundo, mas descobri que ele perdeu o reinado para o R.R.Soares, o Edir Macedo tem seus clones espalhados por todo o país (fiquei pasmo ao ver como conseguem imitar o timbre de voz), Marco Feliciano não fica pra traz, tá cheio de gente imitando o cara, o pessoal do Valdomiro faz fila pra pegar o lencinho com o seu suor “sacro-santo” (ah esse me dá nojo), Ezequiel Pires tem a visão de raio X, Silas Malafaia é o auto proclamado “Profeta de Deus”, pensei que o ultimo profeta foi João Batista (ah já sei talvez Jesus tenha mentido né???).

Agora pare um segundo - pense pelo amor de Deus, quem são esses homens? Não são ninguém! João disse:” Importa que Ele cresça e eu diminua”, mas esses e outros homens estão dizendo: importa que eu cresça e Ele que se vire.

O Prof. Leandro Villela (4) disse em um dos seus vídeos que as pessoas lhe enviam mensagens dizendo que não admitem que ele fale mal de um ou outro pastor, mas estranhamente não vê estas pessoas entrando em sites ateus e dizendo que não admitem que ninguém fale mal de Jesus, é inegável, há algo de muito errado acontecendo em nossa vida, Jesus não é mais o centro.

Fora as orações fortes que aparecem por aí e que muita gente vai atrás, isso nos leva a outra discussão quem é forte? A oração? Ou o Deus a quem a oração é dirigida? Não existe oração forte, Deus ouve a oração de uma pessoa tão bem quanto ouve de 318. Ninguém pode obrigar Deus a fazer coisa alguma, veja o Ele diz sobre isso: “terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer” Ex.33.19. Ele responde a oração porque quer, porque nos ama, porém só faz quando quer. Nós não somos merecedores de nada, e Ele não tem nenhuma obrigação para conosco em relação a isso, já que nunca prometeu um mar de rosas, muito pelo contrario Jesus nos avisou: “No mundo tereis aflições, tenham bom ânimo...”.

Na verdade quem tem Glória é Deus, o Poder é Dele (Sl 62:11 “Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus”) tudo vem Dele estamos errados ao dividi-la com qualquer outro ser ou denominação, a Ele sempre o mais perfeito louvor. A Glória da Igreja é Cristo. Deus nunca dividiu sua glória com ninguém. As denominações e os líderes inescrupulosos devem se arrepender o quanto antes, ou sua parte será com os hipócritas onde há pranto e ranger dos dentes. Quantas vezes esses líderes dizem servir a Jesus e acabam por servir-se Dele com o pretexto de O glorificarem quando na verdade querem a Glória para sí, usando-O para se auto-promoverem como “Homens de Deus”, em mais um deslize para o Antigo Testamento, já que Paulo, Pedro, Tiago, João, Timóteo, e os outros nunca usurparam esse título para si, antes se auto proclamavam escravos de Cristo, cujo único interesse era promover, glorificar e honrar Aquele que tudo é.

Nós não temos a glória e nós não temos a honra, pois ela também é Dele.

A ELE A HONRA E GLÓRIA E O DOMÍNIO PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS!
NOTAS:
1 - Não vou colocar todas, pois não tenho todo o tempo do mundo, mas se você fala alguma e eu não postei não se sinta discriminado.
2 - Nossa palavra Igreja deriva etimologicamente da Palavra Grega Ekklesia.
3 - Para uma maior orientação sobre esse tema Acesse www.icp.com.br.
4 - http://www.youtube.com/user/inconformadostv#g/a
Por: Diogo Henrique de Sá
Contatos: diogo_hs@ig.com.br

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A Integridade Moral do Profeta Eliseu

Pr. Airton Evangelista da Costa
JesusSite

“Mas os que querem ficar ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.9-10).


Um homem íntegro. Integridade moral, de caráter, de fé. Ao saber que poderia pedir o que quisesse a Elias, quis apenas “uma porção dobrada do espírito” do profeta. (2 Reis 2.9). Essa unção valeria muito mais do que mil barras de ouro.


A sua retidão de caráter se revelou de forma cristalina quando recusou uma “bênção” de Naamã. O poderoso chefe do rei da Síria iniciou viagem com “dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupas” (5.5). Uma fortuna equivalente a mais ou menos trezentos e quarenta quilos de prata e setenta e cinco quilos de ouro, afora as roupas. As portas estariam abertas para ele e seria recebido com honras.


Habituado às reverências e aplausos na casa real, ficou decepcionado com a recepção que lhe dera Eliseu. Pensou que o profeta estaria perfilado, ele e seu moço, à porta de sua casa para saudá-lo. Não se pode negar que, fosse nos dias atuais, Naamã ficaria mui alegre. Teria imediato assento ao lado do celebrante, no púlpito, e seria o primeiro a dar seu testemunho antes e depois da cura.


Por isso, Naamã muito se indignou:


“Eis que eu dizia comigo: Certamente ele sairá, pôr-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, e passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso” (5.11).


Há muitos apressadinhos que desejam uma solução rápida para seus problemas. Uma palavra mágica, uma oração urgente, um amuleto em que possam tocar e ficarem sarados. E ricos, muito ricos.


Deus não deseja curar apenas nossos males físicos. Muitas vezes, Ele nos faz caminhar pelo vale da sombra da morte, por caminhos que se nos parecem difíceis, portas e caminhos estreitos para quebrar nossa soberba. Não há vitória sem luta, como não há salvação sem arrependimento.
Naamã, que tinha um exército sob suas ordens, jamais imaginou que fosse obrigado, pelas circunstâncias, a submeter-se a um humilde homem. O profeta não se deu ao trabalho de falar pessoalmente com o poderoso chefão. Mandou um mensageiro:


“Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado” (5.10).


Naamã recebeu o recado como um insulto, uma afronta. Não aceitaria tal ultraje. Ele era o chefe do exército do rei, do rei da Síria. Merecia tratamento honroso. Mas resolveu ouvir o conselho de seus servos; olhou para a lepra que avançava; de que adianta ser um general de guerra e ser leproso? Será que esse tal de Eliseu não sabe que eu sou um homem rico?


A lepra do pecado é muito mais danosa. Eliseu poderia curar Naamã com poucas palavras, mas o leproso voltaria com a mesma soberba. Banhar-se no Jordão sete vezes seria equivalente a descer à casa do oleiro, a assimilar o princípio da obediência. Se Naamã tomasse seis banhos e não sete, não ficaria curado. Deus requer submissão total; entrega total; confiança total.


Após a cura, outra decepção. Instado a receber muitos quilos de ouro e prata como retribuição pelo benefício divino, o profeta simplesmente recusou. É possível que nem tenha conhecido o montante da “bênção”.


Naamã não sabia que existia esse tipo de homem. Pensava que todas as consciências poderiam ser compradas e todo o tipo de fortaleza moral poderia ser vencido com ouro e prata. Diante do que temos visto, o que os leitores acham que aconteceria hoje? Com certeza, receberia Naamã uma oração especial de meia hora; seria apresentado às ovelhas como o irmão Naamã, o maior benfeitor do ministério; seu nome seria colocado numa placa de ouro, em homenagem ao “grande homem de Deus”; seria convidado a ser dizimista da igreja.


Naamã encontrou no profeta uma fortaleza moral inexpugnável. Eliseu recebeu a unção de graça; de graça recebeu o dom da fé, os dons espirituais, a capacitação e a salvação. Receber uma oferta logo após uma cura seria mercadejar os dons recebidos.


O profeta era homem justo e temente a Deus. Sua resposta a Naamã foi uma ducha de água fria:


“Vive o Senhor, em cuja presença estou, que não a aceitarei” (5.16). Faço questão de repetir: “EM CUJA PRESENÇA ESTOU”. Eliseu tinha plena convicção de que Deus estava naquele lugar. Da mesma forma Deus está presente nas falcatruas dos “profetas de Deus” de hoje. A diferença é que Eliseu era íntegro.


Geazi, o moço de Eliseu, não tinha o mesmo pensamento e a mesma integridade. Por isso, recebeu o duro castigo de ficar leproso: “Portanto a lepra de Naamã se apegará a ti e à tua descendência para sempre” (5.27).


Alguns há que não sabem manipular grandes quantias em dinheiro sem se contaminarem. Os geazitas de hoje estão leprosos. São “profetas” a “apóstolos” leprosos. Deveriam se espelhar na integridade moral de Eliseu para servirem de exemplo para o rebanho. Deveriam ter vida “irrepreensível”. Porém, fazem moucos seus ouvidos à advertência do apóstolo:


“Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão” (1 Tm 6.11).

PRECISO FREQUENTAR UMA IGREJA?

 

A salvação é individual. É verdade! Paulo disse que “cada um” será julgado “perante o tribunal de Cristo” (2 Coríntios 5:10). Não seremos julgados coletivamente como igrejas.
A igreja não salva ninguém. Isso, também, é verdade! É pelo sangue de Jesus que recebemos “a remissão dos pecados” (Efésios 1:6-7). “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé” (Efésios 2:8). A igreja não morreu por nós, e não é capaz de nos salvar.

Algumas pessoas, compreendendo estes fatos, chegam à conclusão que a vida cristã não tenha nada a ver com a igreja. Pode freqüentar uma se quiser, mas também pode usar o tempo igualmente bem recebendo amigos em casa, passeando no shopping ou indo pescar. Pode comunicar com Deus em qualquer lugar, então quem precisa de igrejas?

Antes de descartar ou desprezar a igreja na sua vida, não seria importante ver o que Deus diz a respeito dela?

 

    A igreja (grego, ekklesia) é um grupo de pessoas chamadas para saírem do pecado e pertencerem a Cristo. Jesus prometeu edificar a igreja dele (Mateus 16:18). Deus comprou a igreja com seu próprio sangue no sentido que ele comprou cada pessoa salva (Atos 20:28; cf. 1 Coríntios 6:20).

    Paulo frisou a importância de procedimento adequado “na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1 Timóteo 3:15). Embora a igreja não salva, ela tem um papel fundamental na divulgação do evangelho. Devemos valorizar a casa de Deus.

    Quando se trata da responsabilidade de participar de uma igreja, uma congregação local, o Novo Testamento não deixa dúvida. Além de muitos exemplos no livro de Atos e referências nas epístolas, encontramos instruções específicas que exigem a nossa participação nas reuniões de uma igreja. O autor de Hebreus claramente condena a atitude de pessoas que deixam de se congregar, porque negligenciam seu papel importante na edificação mútua (Hebreus 10:23-27).

    Outras instruções exigem a nossa participação nas reuniões da igreja para participar da Ceia do Senhor (1 Coríntios 11:17-34; cf. Atos 20:7), para juntar ofertas (1 Coríntios 16:1-3; Atos 4:36-37; 5:1-2) e para resolver questões de pecado na congregação (1 Coríntios 5:4-5). Discípulos de Cristo se juntam, também, para cantar hinos de louvor e edificação (Efésios 5:19-21) e para ensinar a palavra do Senhor (1 Coríntios 14:26).

    Pessoas que negligenciam estas responsabilidades, não participando dos cultos da congregação, desobedecem a Deus. Pecam contra os irmãos e contra o Senhor.

    Seja fiel na sua participação em uma congregação local. E não deixe de examinar tudo para verificar que a igreja onde você congrega esteja realmente agradando a Deus em doutrina e prática (1 Tessalonicenses 5:21-22).

    Fonte Marcas de Cristo

Profecia e Cumprimento: O Servo que Veio “Porque o que diz respeito a mim mesmo tem seu cumprimento.” Lucas 22:37   Isaías, oito...