Álem M. Martins
"Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir." Martinho Lutero
quarta-feira, 10 de junho de 2015
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Renato Vargens: Eu quero de volta o que é meu
sábado, 21 de janeiro de 2012
O CULTO VERDADEIRO
Gosto muito daquele caso que um ministro americano, o já falecido Dr. Rufus M. Jones, costumava contar. Ele acreditava na importância do intelecto na pregação. Porém um membro de sua congregação fez objeção a essa ênfase e escreveu-lhe queixando-se: “Quando vou à igreja”, disse em sua crítica, “sinto-me como se tivesse desenrolando a minha cabeça e a colocando por sob o assento , pois numa reunião religiosa não tenho necessidade alguma de usar o que se acha acima do meu colarinho!
“Prestar culto dessa forma, sem fazer uso da mente, certamente é o que se fazia na cidade pagã de Atenas, onde Paulo encontrou um altar dedicado “ao deusdesconhecido”. Mas essa forma de culto não serve para os cristãos. O apóstolo não se sentira satisfeito em deixar os atenienses em sua ignorância. Prosseguiu proclamando-lhes a natureza e as obras do Deus que cultuavam na ignorância. Pois sabia que somente o culto inteligente é aceitável por Deus, o culto verdadeiro, o culto prestado por aqueles que conhecem a quem adoram, e que o amam “de todo o entendimento”.
Os salmos eram o grande hinário da igreja do Velho Testamento, e hoje em dia ainda são cantados nos ultos cristãos. Neles temos, pois, um meio de sabermos como deve ser o culto verdadeiro. A definição básica de culto nos Salmos é “louvar o nome do Senhor”, ou “tributar ao Senhor a glória devida ao eu nome”. E ao inquirirmos o que significa o seu “nome”, verificaremos que é a soma total de tudo o que ele é e fez.
Em particular, ele é cultuado nos Salmos tanto como o Criador do mundo como o Redentor de Israel, e os salmistas se comprazem em adorá-lo dando uma lista enorme das obras de Deus, relativas à criação e à redenção.
Todo culto cristão, seja ele público ou pessoal, deve ser uma resposta inteligente à auto-revelação de Deus, por suas palavras, e suas obras registradas nas Escrituras.
Extraido de “Crer é também pensar”,
John R. W. Stott.
Publicado no Boletim da Igreja Presbiteriana de Bom Jardim de 22/01/2012