segunda-feira, 28 de setembro de 2026

 Eis o Cordeiro

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”
João 1.29

Fora do Éden, junto ao primeiro altar,

Abel trouxe o cordeiro em sua mão;

não o fruto da terra a se ofertar,

mas sangue que falava de perdão.

(Gênesis 4.4; Hebreus 11.4)


No monte Moriá, pergunta o menino:

“Meu pai, onde está o cordeiro, então?”

E o pai responde, firme no destino:

“Deus proverá.” E a fé não foi em vão.

(Gênesis 22.7-8)


Na noite escura, o Egito em lamento,

o sangue na porta marcou cada lar;

não foi mérito, nem merecimento:

“Vendo o sangue, eu vou passar.”

(Êxodo 12.7,13)


Isaías viu, de longe, o Servo amado,

calado como ovelha ao tosquiador;

por nossas culpas foi traspassado,

levou sobre si a nossa dor.

(Isaías 53.4-7)


Então, junto às águas do Jordão,

João apontou, e a espera terminou:

“Eis o Cordeiro!” E a antiga questão

de Isaque, enfim, resposta encontrou.

(João 1.29; Gênesis 22.8)


Na véspera da Páscoa, no madeiro,

nenhum dos seus ossos se quebrou;

e um brado ecoou no mundo inteiro:

“Está consumado!” E a dívida findou.

(João 19.14,30,36)


João chorava: ninguém era achado

digno de abrir o livro do Senhor;

anunciam o Leão, e ele, espantado,

vê um Cordeiro, ferido e vencedor.

(Apocalipse 5.4-6)


Na cidade onde a noite não existe,

o Cordeiro é a luz que nunca cessa;

não há maldição, nem choro triste:

Deus cumpriu, enfim, sua promessa.

(Apocalipse 21.4,23; 22.3,5)


E a antiga pergunta do menino

ainda ecoa em todo coração;

mas o céu responde, num cântico divino:

“Digno é o Cordeiro da salvação!”

(Gênesis 22.7; Apocalipse 5.12)

Presb. Álem Martins

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