quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Crente ou Discípulo?

 

 

por Leonardo Pitzer

É interessante que há alguns dias venho me questionando sobre algumas coisas acerca do evangelho e sobre nossa postura diante de Deus como servos.

Um amigo me disse essa semana:

Eu não quero ser obreiro, quero se servo.

E isso ficou na minha mente, pois conheço uma porção de crentes que fazem bico por que não se acham reconhecidos ou por que não tem um cargo que acham que por direito deveria ser seu. O que mais mexe comigo é saber que se Jesus fizesse cara feia por que o povo de Israel não o recebeu como rei e desistisse de tudo, hoje não seríamos redimidos do pecado. Coincidentemente, achei esse artigo que segue abaixo e que na minha opinião todo CRENTE deveria ler.

As pessoas lutam por cargos nas suas empresas, passam por diversas situações desconfortáveis em prol de um objetivo de crescimento e de um salário que atenda melhor suas necessidades e metas pessoais. Acordam cedo, chegam tarde, trabalham no fim de semana e aturam um extremo mal-humor do chefe, mas quando chegam na igreja ficam contando as horas para acabar o culto, se o pastor não cumprimenta como o crente acha que deveria, reclama. Acha que tudo tem que ser feito de acordo como ele acha que deveria e no fim, muda de igreja achando que o problema está ali.

Para sua surpresa, a igreja é uma maravilha, parece um pedacinho o céu. O que acontece de fato é que quando o crente começa a conhecer as pessoas e suas falhas, lá vamos nós de novo para outro processo que terminará na mudança de igreja novamente. Tenho então alguns questionamentos:

Onde fica Deus e suas promessas?

E o sacrifício de Jesus e seu mandamento sobre amar seu próximo como a ti mesmo?

O discípulo de Jesus pára sua caminhada para atender a esses apelos negativos, como fofocas, intrigas ou vaidades?

Leia os tópicos abaixo e diga se você é um crente ou um discípulo:

Todo discípulo é um crente, mas nem todo crente é um discípulo. Sabe porquê?

1) O crente espera pães e peixes; o discípulo é um pescador.

2) O crente luta por crescer; o discípulo luta para reproduzir-se.

3) O crente se ganha; o discípulo se faz.

4) O crente depende dos afagos de seu pastor; o discípulo está determinado a servir a Deus.

5) O crente gosta de elogios; o discípulo do sacrifício vivo.

6) O crente entrega parte de suas finanças; o discípulo entrega toda a sua vida.

7) O crente cai facilmente na rotina; o discípulo é um revolucionário.

8) O crente precisa ser sempre estimulado; o discípulo procura estimular os outros.

9) O crente espera que alguém lhe diga o que fazer; o discípulo é solícito em assumir responsabilidades.

10) O crente reclama e murmura; o discípulo obedece e nega-se a si mesmo.

11) O crente é; condicionado pelas circunstâncias; o discípulo as aproveita para exercer a sua fé.

12) O crente exige que os outros o visitem; o discípulo visita.

13) O crente busca na palavra promessas para a sua vida; o discípulo busca vida para receber as promessas da Palavra.

14) A crente pensa em si mesmo; o discípulo pensa nos outros.

15) O crente se senta para adorar; o discípulo anda adorando.

16) O crente pertence a uma instituição; o discípulo é uma instituição em si mesmo.

17) Para o crente, a habitação do Espírito Santo em si é sua meta; para o discípulo, é meio para alcançar a meta de ser testemunha viva de Cristo a toda criatura.

18) O crente vale porque soma; o discípulo vale porque multiplica.

19) Os crentes aumentam a comunidade; os discípulos aumentam as comunidades.

20) Os crentes foram trans formados pelo mundo; os discípulos transformaram, transformam e transformarão o mundo.

21) Os crentes esperam milagres; os discípulos os fazem.

22) O crente velho é problema para a igreja; o discípulo idoso é problema para o reino das trevas.

23) Os crentes se destacam construindo templos; os discípulos se fazem para conquistar o mundo.

24) Os crentes são fortes soldados defensores; os discípulos são invencíveis soldados invasores.

25) O crente cuida das estacas de sua tenda; o discípulo desbrava e aumenta o seu território.

26) O crente se habitua; o discípulo rompe com os velhos moldes.

27) O crente sonha com a igreja ideal; o discípulo se entrega para fazer uma igreja real.

28) A meta do crente é ir para o Céu; a meta do discípulo é ganhar almas para povoar o Céu.

29) O crente maduro finalmente é um discípulo; o discípulo maduro assume os ministérios para o Corpo.

30) O crente necessita de festas para estar alegre; o discípulo vive em festa porque é alegre.

31) O crente espera um avivamento; O discípulo é parte dele.

32) O crente agoniza sem nunca morrer; o discípulo morre e ressuscita para dar vida a outros.

33) O crente longe de sua congregação lamenta por não estar em seu ambiente; o discípulo cria um ambiente para formar uma congregação.

34) Ao crente se promete uma almofada; ao discípulo se entrega uma cruz.

35) O crente é sócio; o discípulo é servo;

36) O crente cai nas ciladas do diabo; o discípulo as supera e não se deixa confundir.

37) O crente é espiga murcha; o discípulo é grão que gera espigas saudáveis.

38) O crente responde talvez… o discípulo responde eis-me aqui.

39) O crente preocupa-se só em pregar o evangelho; o discípulo prega e faz outros discípulos.

40) O crente espera recompensa para dar; o discípulo é recompensado porque dá.

41) O crente é pastoreado como ovelha. O discípulo apascenta os cordeiros.

42) O crente se retira quando incomodado; o discípulo expulsa quem realmente quer incomodá-lo os demônios.

43) O crente pede que os outros orem por ele; o discípulo ora pelos outros.

44) Os crentes se reúnem para buscar a presença do Senhor; o discípulo carrega a Sua presença através do Espírito Santo.

45) Ao crente é pregada somente a salvação pelo Sangue de Jesus; O discípulo toma a Santa Ceia e anuncia às potestades do ar a vitória de Cristo sobre elas, para a Glória de Deus.

46) O crente segue tentando limpar-se para ser digno de Deus; o discípulo não se olha mais e faz a obra na fé de que Cristo já o limpou.

47) O crente espera que alguém lhe interprete as escrituras; o discípulo conhece a voz de seu Senhor e testemunha dEle.

48) O crente não se relaciona com membros de outras igrejas; o discípulo ama a todos pois isto é uma ordem de Deus, e só assim o mundo o reconhecerá como discípulo de Jesus.

49) O crente procura conselhos dos outros para tomar uma decisão; o discípulo ora a Deus, lê a Palavra e em fé toma a decisão.

50) O crente espera que o mundo melhore; o discípulo sabe que não é deste mundo e espera o encontro com seu Senhor. “O verdadeiro discípulo do Cristo é aquele que O segue até à morte e além dela, vivendo em todas as ocasiões (e incidentes) do seu caminho o sublime ensinamento do “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”".

domingo, 11 de setembro de 2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

É Sempre uma Falta de Amor Criticar e Julgar?

Postado por Augustus Nicodemus Lopes

do Blog O TEMPORA! O MORES!

Tornou-se comum evangélicos acusarem de falta de amor outros evangélicos que tomam posicionamentos firmes em questões éticas, doutrinárias e práticas. A discussão, o confronto e a exposição das posições de outros são consideradas como falta de amor.


Essa acusação reflete o sentimento pluralista e relativista que permeia a mentalidade evangélica de hoje e que considera todo confronto teológico como ofensivo. Nossa época perdeu a virilidade teológica. Vivemos dias de frouxidão, onde proliferam os que tremem em frêmito diante de uma peleja teológica de maior monta, e saem gritando histéricos, "linchamento, linchamento"!


Pergunto-me se a Reforma protestante teria acontecido se Lutero e os demais companheiros pensassem dessa forma.


É possível que no calor de uma argumentação, durante um debate, saiam palavras ou frases que poderiam ter sido ditas ou escritas de uma outra forma. Aprendi com meu mentor espiritual, Pr. Francisco Leonardo Schalkwijk, que a sabedoria reside em conhecer “o tempo e o modo” de dizer as coisas (Eclesiastes 8.5). Todos nós já experimentamos a frustração de descobrir que nem sempre conseguimos dizer as coisas da melhor maneira.


Todavia, não posso aceitar que seja falta de amor confrontar irmãos que entendemos não estarem andando na verdade, assim como Paulo confrontou Pedro, quando este deixou de andar de acordo com a verdade do Evangelho (Gálatas 2:11). Muitos vão dizer que essa atitude é arrogante e que ninguém é dono da verdade. Outros, contudo, entenderão que faz parte do chamamento bíblico examinar todas as coisas, reter o que é bom e rejeitar o que for falso, errado e injusto.


Considerar como falta de amor o discordar dos erros de alguém é desconhecer a natureza do amor bíblico. Amor e verdade andam juntos. Oséias reclamou que não havia nem amor nem verdade nos habitantes da terra em sua época (Oséias 4.1). Paulo pediu que os efésios seguissem a verdade em amor (Efésios 4.15) e aos tessalonicenses denunciou os que não recebiam o amor da verdade para serem salvos (2Tessalonicenses 2.10). Pedro afirma que a obediência à verdade purifica a alma e leva ao amor não fingido (1Pedro 1.22). João deseja que a verdade e o amor do Pai estejam com seus leitores (2João 3). Querer que a verdade predomine e lutar por isso não pode ser confundido com falta de amor para com os que ensinam o erro.


Apelar para o amor sempre encontra eco no coração dos evangélicos, mas falar de amor não é garantia de espiritualidade e de verdade. Tem quem se gabe de amar e que não leva uma vida reta diante de Deus. O profeta Ezequiel enfrentou um grupo desses. “... com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ezequiel 33.31). O que ocorre é que às vezes a ênfase ao amor é simplesmente uma capa para acobertar uma conduta imoral ou irregular diante de Deus. Paulo criticou isso nos crentes de Corinto, que se gabavam de ser uma igreja espiritual, amorosa, ao mesmo tempo em que toleravam imoralidades em seu meio. “... contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou? Não é boa a vossa jactância...” (1Co 5.2,6). Tratava-se de um jovem “incluído” que dormia com sua madrasta. O discurso das igrejas que hoje toleram todo tipo de conduta irregular em seus membros é exatamente esse, de que são igrejas amorosas, que não condenam nem excluem ninguém.


Ninguém na Bíblia falou mais de amor do que o apóstolo João, conhecido por esse motivo como o “apóstolo do amor” (a figura ao lado é uma representação antiquíssima de João) Ele disse que amava os crentes “na verdade” (2João 1; 3João 1), isto é, porque eles andavam na verdade. "Verdade" nas cartas de João tem um componente teológico e doutrinário. É o Evangelho em sua plenitude. João ama seus leitores porque eles, junto com o apóstolo, conhecem a verdade e andam nela. A verdade é a base do verdadeiro amor cristão. Nós amamos os irmãos porque professamos a mesma verdade sobre Deus e Cristo. Todavia, eis o que o apóstolo do amor proferiu contra mestres e líderes evangélicos que haviam se desviado do caminho da verdade:
- “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19).


- “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo?

Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2.22).


- “Aquele que pratica o pecado procede do diabo” (1Jo 3.8).


- “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo” (1Jo 3.10).


- “todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1Jo 4.3).


- “... muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo... Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus... Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2Jo 7-1).


Poderíamos acusar João de falta de amor pela firmeza com que ele resiste ao erro teológico?


O amor que é cobrado pelos evangélicos sentimentalistas acaba se tornando a postura de quem não tem convicções. O amor bíblico disciplina, corrige, repreende, diz a verdade. E quando se vê diante do erro seguido de arrependimento e da contrição, perdoa, esquece, tolera, suporta. O Senhor Jesus, ao perdoar a mulher adúltera, acrescentou “vai e não peques mais”. O amor perdoa, mas cobra retidão. O Senhor pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, que não sabiam o que faziam; todavia, durante a semana que antecedeu seu martírio não deixou de censurá-los, chamando-os de hipócritas, raça de víboras e filhos do inferno. Essa separação entre amor e verdade feita por alguns evangélicos torna o amor num mero sentimentalismo vazio.


O amor, segundo Paulo, “é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Coríntios 13.4-7). Percebe-se que Paulo não está falando de um sentimento geral de inclusão e tolerância, mas de uma atitude decisiva em favor da verdade, do bem e da retidão. Não é de admirar que o autor desse "hino ao amor" pronunciou um anátema aos que pregam outro Evangelho (Gálatas 1). Destaco da descrição de Paulo a frase “O amor regozija-se com a verdade” (1Coríntios 13.6b). A idéia de “aprovar” está presente na frase. O amor aprova alegremente a verdade. Ele se regozija quando a verdade de Deus triunfa, quando Cristo está sendo glorificado e a igreja edificada.


Portanto, o amor cobrado pelos que se ofendem com a defesa da fé, a exposição do erro e o confronto da inverdade não é o amor bíblico. Falta de amor para com as pessoas seria deixar que elas continuassem a ser enganadas sem ao menos tentar mostrar o outro lado da questão.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A diferença entre erro e pecado


Por Sóli Limberger

Um dos segredos da vida é dar o nome certo às coisas.


Tenho notado uma tendência crescente entre as pessoas: Elas admitem erros em vez de pecados. Isso acontece em todos os níveis, se alguém furta algo, essa pessoa cometeu um erro. Mas o nome certo disso é roubo, pecado.


Quando as pessoas se referem a esse tipo de comportamento como um erro e não como um pecado, elas estão, consciente ou inconscientemente fugindo da responsabilidade.


Existe uma diferença fundamental entre os dois. Alguns acham que eles são sinônimos. Eles não são.


Um “ERRO” implica em fazer algo de maneira NÃO INTENCIONAL.


Os erros são legítimos. Eles acontecem porque ficamos distraídos ou negligentes.

Erramos uma rua, erramos a digitação de uma palavra, erramos o dia do mês...

Mas o pecado é mais do que um erro. É uma escolha deliberada de fazer algo que você sabe que está errado.


O “PECADO” implica deliberadamente em passar por uma fronteira que não deve ser ultrapassada mas escolhemos passar.


Ao contrário de um simples erro, o pecado nós escolhemos fazer, mesmo sabendo que não é correto fazê-lo.


Portanto, devemos aceitar a responsabilidade por ele e as consequências que se seguem. Esta é a medida de maturidade e marca a transição da adolescência para a vida adulta. É o alicerce de uma sociedade civilizada e madura.


Sim, todos nós cometemos erros. O mais importante no entanto, é que todos nós pecamos. Precisamos entender a diferença entre os dois e estar dispostos a chamá-lo do que ele realmente é. Até que tenhamos essa coragem, não poderemos reparar o que foi quebrado.


Ao ERRO cabe “desculpa”


Ao PECADO cabe “perdão”


Paz em todos

Fonte: Buscai o Reino

Profecia e Cumprimento: O Servo que Veio “Porque o que diz respeito a mim mesmo tem seu cumprimento.” Lucas 22:37   Isaías, oito...