sexta-feira, 2 de outubro de 2026

 

A Ponte de Amor e Telas

Álem Martins

Para o meu neto Arthur

Tal como o primo Pedro, no Natal chegou,

Um presente de luz que o céu nos reservou.

Mesmo pequenino, tens coração gigante,

Faz da nossa saudade algo doce e constante.

 

Apaixonado pelo vovô, entrega sem fim,

Procura minha voz e sorri para mim.

A distância toda se desfaz num segundo,

E quando a tela se acende, ilumina o nosso mundo.

 

Todo dia a chamada de vídeo vem reunir,

É pra te ver, pra te ouvir, pra te ver sorrir.

E o peito transborda, a emoção faz transparecer,

E chora o Arthur de lá, e os avós de cá sem conter.

 

São lágrimas puras, de amor e de querer bem,

Que ama sem medida, como nenhum outro alguém.

Arthur, meu netinho, bênção do nosso lar,

Não há distância que possa nos separar.

 Entre Folhas, Entre Nós

“Não deixemos de reunir-nos, como é costume de alguns,

antes, façamos admoestações; e tanto mais quanto vedes

que se vai aproximando aquele dia.”

Hebreus 10:25


De última hora resolvi partir,

Sem saber bem o que encontraria,

Mas o coração já sabia sentir

Que valeria cada hora do dia.


Na Casa do Lago o encontro se deu,

Rostos de outrora, vindos de longe,

Um tempo que a saudade não esqueceu,

Voltou inteiro, sem que ninguém o esconde.


Grupos cantavam, o café fumegava,

A mesa farta abria os braços também,

E entre risos, a alma se lembrava

De um Entre Folhas que em nós sempre vem.


Reginaldo, Regiane, Wagner, Dadinho,

Receberam a honra que mereciam,

Enquanto quem organizou, com carinho,

Fez de um simples dia uma alegria.


Eliés e Mileide, mãos que serviram,

Com Reginaldo e Regiane à frente,

Fizeram história se repetir viva,

Unindo passado, presente e gente.


As crianças brincavam, soltando o riso,

Enquanto os mais velhos reviviam memória,

E ao fim do dia, sem aviso,

Ficou gravada mais uma história.


Se algum nome aqui não mencionei,

Não foi por falta de reconhecer,

Foi a memória que talvez falhei,

Mas o carinho a todos quer envolver.


Obrigado, Senhor, por quem chegou,

Por quem serviu e por quem cantou,

Por quem, como eu, quase não foi —

Mas foi, e o coração se renovou.


Álem Martins