quinta-feira, 11 de março de 2010

Frases de bajulação no meio evangélico

Teologia Pentecostal

Hoje vamos receber o grande homem de Deus, que nos irá trazer a poderosa e magnífica Palavra dos céus. (Nessa hora você pensa que Moisés está chegando).

Deixa eu segurar a sua mala, pastor. (Alguns prestativos auxiliares servem como seguradores de malas, mas são incapazes de arrumar os bancos do templo).

Essa Coca-Cola é do pastor (Enquanto isso as ovelhas bebem Dolly).

O pregador desta noite é Doutor em Divindades (O camarada na verdade comprou um diploma vagabundo daquelas faculdades de fundo de quintal)

O pregador desta noite é Conferencista Internacional (O sujeito foi no Paraguai e já se sente bem internacionalizado).

Esta igreja é a mais avivada que eu conheci (Pregador itinerante bajulando a igreja que visita para pedir oferta).

É Deus no céu e o meu líder espiritual na terra (Mais um pouco vira guia de mosteiro).

Me respeita rapaz, sou Fulano de Tal (A humildade é uma virtude meio esquecida).


Outros exemplos toscos poderiam ser dados. O pior que a cada dia estes clichês se repetem sem nenhuma crítica e consideração. Que Deus tenha misericórdia da nossa inércia.

 

O PECADO DA BAJULAÇÃO

A tradução da Bíblia mais usada entre os evangélicos brasileiros, a Almeida Revista e Corrigida, não existem as palavras adulador ou bajulador, e sim lisonjeador. Lisonjear é dirigir elogios interesseiros a alguém. O Dicionário Houaiss define lisonjear como “enaltecer com exagero, visando à obtenção de favores, privilégios”. Quase todo ser humano é vulnerável ao elogio, e poucos sabem se defender dos bajuladores. Todos nós estamos muito mais prontos para ouvir uma palavra de elogio, mesmo sendo mentirosa, do que cem palavras de exortação. O rei Henrique IV, da França, resumiu essa nossa vulnerabilidade ao dizer: “Apanham-se mais moscas com uma colher de mel do que com vinte tonéis de vinagre”.

O livro de Provérbios nos dá uma importante informação sobre adulados e aduladores: “Aos generosos muitos o adulam, e todos são amigos do que dá presentes” (ARA, 19.6). E o apóstolo Judas comenta por que os aduladores agem como agem: “...são aduladores dos outros, por motivos interesseiros” (Jd v.16).


O bajulador carrega o bajulado no colo ou nas costas


Na tradução Almeida Revista e Atualizada, os lisonjeadores são chamados de bajuladores e aduladores. Bajular vem da palavra latina bajúlo, e significa “levar algo ou alguém no colo ou nas costas”. O curioso é que hoje o bajulado é que leva o bajulador nas costas. O fabulista francês La Fontaine dizia que “todo bajulador vive às custas de quem o escuta”. A bajulação é um comércio de mentiras que pelo lado do bajulador se apóia no interesse, e pelo lado do bajulado se apóia na vaidade.


Não devemos confiar em quem elogia tudo quanto dizemos. Essa pessoa geral-mente é perniciosa e tem segundas intenções. Em 1Ts 2.5, para não ser confundido com os bajuladores, Paulo declarou: “A verdade é que nunca usamos de linguagem de bajulação, como sabeis, nem de intuitos gananciosos. Deus disto é testemunha”.


O livro de Provérbios avisa que “o homem que lisonjeia a seu próximo arma uma rede aos seus passos” (Pv 29.5), e que “a língua falsa aborrece aquele a quem ela tem maravilhado, e a boca lisonjeira opera a ruína” (Pv 26.28).


O adulador agrada o adulado festejando-o como cães


Adular é a forma portuguesa do vocábulo latino aduláre, e significa etimologicamente “o movimento que o cão faz com a calda ao se aproximar do dono” (Dicionário Houaiss).


Perguntaram a Biantes, um dos sete Sábios da Grécia, qual era o pior dos animais. Biantes respondeu: “Entre os selvagens, o sanguinário; entre os domesticados, o adulador”. Três séculos antes do nascimento de Jesus, o filósofo grego Antístenes advertira: “Nada é tão perigoso como a adulação. O adulado sabe que o adulador mente, mas continua a lhe dar ouvidos”.


O salmista Davi diz no Salmo 12.2: “Cada um fala com falsidade ao seu próximo; falam com lábios lisonjeiros e coração dobrado”. O termo coração dobrado significa no original “pessoa que diz uma coisa, mas sente outra”. No versículo seguinte (v. 3) o salmista diz que “o Senhor cortará todos os lábios lisonjeiros”. Davi fala também dos que buscam a Deus com sinceridade de coração: “Todavia, lisonjeiam-no com a boca e com a língua lhe mentiam. Porque o seu coração não era reto para com ele, nem foram fiéis ao seu concerto” Sl 8.36,3.


Mas qual seria a verdadeira intenção do bajulador? Salomão revela: “Trabalhar para ajuntar tesouro com a língua falsa” (Pv 21.6). E Isaías extrai dos próprios bajuladores uma surpreendente confissão reveladora de suas condutas mentirosas: “...pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos” (Is 28.15).

Que Deus nos guarde dos bajuladores.

Autor: Jefferson Magno Costa Pastor, jornalista e escritor
jefmagnocosta@ig.com.br
Fonte: http://www2.uol.com.br/bibliaworld/jornalpalavra/luzbiblia/1016.htm

quarta-feira, 3 de março de 2010

MEIO QUILO E O ÓRGÃO DE ENTRE FOLHAS

 

Por Flávio Anselmo

fausto meio quilo

Carequinha exibindo a sua Medalha de Melhor Palhaço Moderno, ganho na Itália, 1964, acompanhado pelo mágico Miquey Baby (de turbante),Fred e do anão Meio Quilo.

 

A RECOMENDAÇÃO do técnico que examinava a lentidão atual e inexplicável do meu micro fez com que eu saísse atrás de arquivos antigos, já lidos, salvos e repetidos. Lembrei-me de uma conta Yahoo que desativei quando deixei um jornal da Capital e na qual chegavam os mais estapafúrdios recados. Só então, ao abri-la, lembrei que a dita estava na rede Genteminha, da rapaziada de Caratinga.


CURIOSO, fui abrindo algumas das 2.500 mensagens antes de deletá-las e interessei pelo bate-papo do meu amigo Wagner Martins, poeta, proseador e escritor, exilado voluntariamente nos santos ares de Sabará, devorando ora-pro-nóbis com costelinha, no almoço e no jantar. Que inveja! Sua interlocutora, a conterrânea Cristina Zopelar.


DECIDI botar a Trincheira na luta reclamada por Wagner, que até cita meu nome. E com ela convocar caratinguenses ilustres e importantes, fora da Santa Terrinha, como Ziraldo e sua Turma do Pereré, via Pedro Tatu Vieira; Zélio, meu ídolo no Sampa; Ruy Castro, que com certeza receberá a coluna via alguém; a jornalista Miriam Leitão; o maior cantor do Brasil, Aguinaldo Timóteo, professor Augusto Ferreira Neto, enfim todos aqueles defensores da cultura tupiniquim e de Caratinga, especificamente.


CLARO que aqueles que não deixaram o solo abençoado por São João Batista têm responsabilidade, também. Sylvio Abreu, Maxs Portes, Marilene Godinho, Edras, Camilinho, o secretário Juarez, os irmãos Leitão e até a turma que tem enganado com a história do novo Hospital Regional, sobre o qual falarei em outra oportunidade.


TRANSCREVO a seguir os assuntos:


WAGNER fala em sua mensagem a Cristina do órgão importado que se encontra em precárias condições na Matriz semi-destruída de Entre Folhas, hoje cidade, mas há alguns anos, distrito de Caratinga. Conheci o equipamento há uns quatro anos ao visitar EF em companhia de meu saudoso irmão Zito.


A IGREJA tem belíssimas pinturas de um artista local, Salvador Mantuano. Antes de Ney Franco, nome de destaque na arte do futebol nacional. EF teve Meio Quilo, que curti muito na TV Itacolomi e cheguei a trabalhar com ele pouco tempo na emissora. O meu mano Fábio Paceli, câmara da Itacolomi, conheceu bem o Meio Quilo.


NA PAPO de Wagner Martins e Cristina Zopelar se vê o desatino de pessoas que querem ajudar sua pobre cidade e não conseguem apoio.


O POETA de Sabará diz que o órgão é uma raridade “e me parece que temos somente três similares no Brasil ou em Minas. Sei que Mariana tem um”, informa ele. Do meu lado fiquei sabendo que existe outro em Congonhas.


EM QUALQUER outra cidade de prestígio a Fundação Roberto Marinho já teria tomado dinheiro do Governo pra se promover na restauração desses bens históricos.


NÃO CUSTA lembrar que o deputado federal Mauro Lopes nasceu lá. Tanto que a estrada entre a Rio-Bahia e Entre Folha anda um brinco. Mas, como cultura não dá voto, tá escondida no bolso traseiro do político e de outros que por lá arrecadaram alguns votinhos nas épocas devidas e não voltaram mais, como o tal de Marcelo Siqueira


ESCREVE mais proseador: “eu não tenho muitas vontades mais de ficar me preocupando com Entre Folhas não, porque, não gostam muito de minhas opiniões lá não; mas acho uma grande maldade, não reverenciarmos pessoas como o Fausto Meio Quilo e o Salvador Mantuano.”


“Fizeram um absurdo ao desmancharem o teto da igreja com aquelas obras de arte de Salvador. Aquilo poderia ter sido restaurado. Certa vez um cara escreveu um livro sobre Entre Folhas, gastou vários capítulos falando da construção da igreja e não fala uma linha de Salvador Mantuano. É um absurdo isso”.


CRISTINA presta outras lamentáveis informações: “sei sim da importância histórica do Órgão da Igreja Matriz, lindo, e não sabia que está nestas condições, você se esqueceu do sino da torre. Acho que os 2 foram doados pelo Vaticano à Paróquia de EF , se não me engano pelo Papa João XXIII”.


WAGNER Martins sugere que seja aberta campanha pra resgatar a memória de Fausto Meio Quilo, de Salvador, salvar o órgão da Igreja, reconstruir o templo.


ONDE podemos chegar, amigos, sem depender dos políticos, e conseguir tais verbas? Nada é impossível com a força cultural que Caratinga tem no País.


PARA QUEM ainda não sabe – Ziraldo, a Turma do Pereré, Zélio, Aguinaldo, professor Augusto, Ruy, e talvez Miriam, sabem – o anão Meio Quilo ou como informa Wagner “o Fausto Quinzim, o Palhaço Meio Quilo, fez parte da história do Cinema Novo”.


“FOI DIRIGIDO pelo grande Nelson Pereira dos Santos; contracenou com os maiores astros do cinema nacional, como Jofre Soares, Henriqueta Brieba, Hugo Carvana, Chico Anísio, Milton Morais, Dorinha Duval, Walter Dávila, Wilson Grei, Emiliano Queirós, Daniel Filho entre outros.”

“NEM uma ruazinha em Entre Folhas ou Caratinga – sua terra natal – a reverenciar sua memória. Fosse eu prefeito de uma dessas cidades, mandaria fazer uma estátua dele e a colocaria na praça principal”, reclama Wagner.

FINALMENTE, ele lembra aos homens de memória curta, como somos todos, que “Fausto, o Meio Quilo, fez a alegria de uma geração de crianças e moços. Era anunciado como atração do Circo do Carequinha: "O Circo do Carequinha, com Fred, Zumbi e Meio Quilo".

COM CERTEZA, meu caro Wagner Martins, - como me rotula minha netinha Ana Flávia de 4 aninhos – “letrozeiro” de primeira ordem, é preciso que façamos algo.

DO BLOG: FLÁVIO ANSELMO - DE PEITO ABERTO

Profecia e Cumprimento: O Servo que Veio “Porque o que diz respeito a mim mesmo tem seu cumprimento.” Lucas 22:37   Isaías, oito...