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quarta-feira, 3 de março de 2010

MEIO QUILO E O ÓRGÃO DE ENTRE FOLHAS

 

Por Flávio Anselmo

fausto meio quilo

Carequinha exibindo a sua Medalha de Melhor Palhaço Moderno, ganho na Itália, 1964, acompanhado pelo mágico Miquey Baby (de turbante),Fred e do anão Meio Quilo.

 

A RECOMENDAÇÃO do técnico que examinava a lentidão atual e inexplicável do meu micro fez com que eu saísse atrás de arquivos antigos, já lidos, salvos e repetidos. Lembrei-me de uma conta Yahoo que desativei quando deixei um jornal da Capital e na qual chegavam os mais estapafúrdios recados. Só então, ao abri-la, lembrei que a dita estava na rede Genteminha, da rapaziada de Caratinga.


CURIOSO, fui abrindo algumas das 2.500 mensagens antes de deletá-las e interessei pelo bate-papo do meu amigo Wagner Martins, poeta, proseador e escritor, exilado voluntariamente nos santos ares de Sabará, devorando ora-pro-nóbis com costelinha, no almoço e no jantar. Que inveja! Sua interlocutora, a conterrânea Cristina Zopelar.


DECIDI botar a Trincheira na luta reclamada por Wagner, que até cita meu nome. E com ela convocar caratinguenses ilustres e importantes, fora da Santa Terrinha, como Ziraldo e sua Turma do Pereré, via Pedro Tatu Vieira; Zélio, meu ídolo no Sampa; Ruy Castro, que com certeza receberá a coluna via alguém; a jornalista Miriam Leitão; o maior cantor do Brasil, Aguinaldo Timóteo, professor Augusto Ferreira Neto, enfim todos aqueles defensores da cultura tupiniquim e de Caratinga, especificamente.


CLARO que aqueles que não deixaram o solo abençoado por São João Batista têm responsabilidade, também. Sylvio Abreu, Maxs Portes, Marilene Godinho, Edras, Camilinho, o secretário Juarez, os irmãos Leitão e até a turma que tem enganado com a história do novo Hospital Regional, sobre o qual falarei em outra oportunidade.


TRANSCREVO a seguir os assuntos:


WAGNER fala em sua mensagem a Cristina do órgão importado que se encontra em precárias condições na Matriz semi-destruída de Entre Folhas, hoje cidade, mas há alguns anos, distrito de Caratinga. Conheci o equipamento há uns quatro anos ao visitar EF em companhia de meu saudoso irmão Zito.


A IGREJA tem belíssimas pinturas de um artista local, Salvador Mantuano. Antes de Ney Franco, nome de destaque na arte do futebol nacional. EF teve Meio Quilo, que curti muito na TV Itacolomi e cheguei a trabalhar com ele pouco tempo na emissora. O meu mano Fábio Paceli, câmara da Itacolomi, conheceu bem o Meio Quilo.


NA PAPO de Wagner Martins e Cristina Zopelar se vê o desatino de pessoas que querem ajudar sua pobre cidade e não conseguem apoio.


O POETA de Sabará diz que o órgão é uma raridade “e me parece que temos somente três similares no Brasil ou em Minas. Sei que Mariana tem um”, informa ele. Do meu lado fiquei sabendo que existe outro em Congonhas.


EM QUALQUER outra cidade de prestígio a Fundação Roberto Marinho já teria tomado dinheiro do Governo pra se promover na restauração desses bens históricos.


NÃO CUSTA lembrar que o deputado federal Mauro Lopes nasceu lá. Tanto que a estrada entre a Rio-Bahia e Entre Folha anda um brinco. Mas, como cultura não dá voto, tá escondida no bolso traseiro do político e de outros que por lá arrecadaram alguns votinhos nas épocas devidas e não voltaram mais, como o tal de Marcelo Siqueira


ESCREVE mais proseador: “eu não tenho muitas vontades mais de ficar me preocupando com Entre Folhas não, porque, não gostam muito de minhas opiniões lá não; mas acho uma grande maldade, não reverenciarmos pessoas como o Fausto Meio Quilo e o Salvador Mantuano.”


“Fizeram um absurdo ao desmancharem o teto da igreja com aquelas obras de arte de Salvador. Aquilo poderia ter sido restaurado. Certa vez um cara escreveu um livro sobre Entre Folhas, gastou vários capítulos falando da construção da igreja e não fala uma linha de Salvador Mantuano. É um absurdo isso”.


CRISTINA presta outras lamentáveis informações: “sei sim da importância histórica do Órgão da Igreja Matriz, lindo, e não sabia que está nestas condições, você se esqueceu do sino da torre. Acho que os 2 foram doados pelo Vaticano à Paróquia de EF , se não me engano pelo Papa João XXIII”.


WAGNER Martins sugere que seja aberta campanha pra resgatar a memória de Fausto Meio Quilo, de Salvador, salvar o órgão da Igreja, reconstruir o templo.


ONDE podemos chegar, amigos, sem depender dos políticos, e conseguir tais verbas? Nada é impossível com a força cultural que Caratinga tem no País.


PARA QUEM ainda não sabe – Ziraldo, a Turma do Pereré, Zélio, Aguinaldo, professor Augusto, Ruy, e talvez Miriam, sabem – o anão Meio Quilo ou como informa Wagner “o Fausto Quinzim, o Palhaço Meio Quilo, fez parte da história do Cinema Novo”.


“FOI DIRIGIDO pelo grande Nelson Pereira dos Santos; contracenou com os maiores astros do cinema nacional, como Jofre Soares, Henriqueta Brieba, Hugo Carvana, Chico Anísio, Milton Morais, Dorinha Duval, Walter Dávila, Wilson Grei, Emiliano Queirós, Daniel Filho entre outros.”

“NEM uma ruazinha em Entre Folhas ou Caratinga – sua terra natal – a reverenciar sua memória. Fosse eu prefeito de uma dessas cidades, mandaria fazer uma estátua dele e a colocaria na praça principal”, reclama Wagner.

FINALMENTE, ele lembra aos homens de memória curta, como somos todos, que “Fausto, o Meio Quilo, fez a alegria de uma geração de crianças e moços. Era anunciado como atração do Circo do Carequinha: "O Circo do Carequinha, com Fred, Zumbi e Meio Quilo".

COM CERTEZA, meu caro Wagner Martins, - como me rotula minha netinha Ana Flávia de 4 aninhos – “letrozeiro” de primeira ordem, é preciso que façamos algo.

DO BLOG: FLÁVIO ANSELMO - DE PEITO ABERTO

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Minhas origens - Entre Folhas – Minas Gerais - Brasil

Fonte; Biblioteca do IBGE

Minas Gerais - MG

Histórico

A foto é de Beth Martins. (Minha irmã)

Em 1781 iniciam-se as explorações de um território que recebe o nome de Entre Folhas, por causa de um córrego coberto de folhas que corria entre as matas. Entre Folhas, situado num pequeno vale dessa localidade, possui uma das histórias mais ricas da região. Sede da Intendência do Império, a localidade, por força e influência política dos coronéis, que agiam em defesa de interesses próprios, teve seu desenvolvimento tolhido sendo obrigado a percorrer o caminho inverso ao progresso.

Pelos idos de 1900 a promissora Intendência do Império foi destituída de sua importante e influente posição que mantinha sob sua dependência diversas localidades vizinhas da imensa região, inclusive Caratinga, na época enquadrada como distrito de Entre Folhas.

Com a mudança trazida pela nomeação e transferência da sede municipal para Caratinga, com participação direta de João Pinheiro, então recentemente eleito  governante do Estado, Entre Folhas inicia uma era de decadência, e o povo assiste à queda econômica da promissora localidade. Estruturada para vivenciar uma época de progresso, Entre Folhas possuía, dentre outras grandes obras, um hospital que prestava atendimento qualificado a toda a região.

Apesar de todo seu arquivo histórico, com datas anteriores a 1920, mantidos na igreja da matriz, terem sido queimados em incêndio acidental, as marcas históricas de Entre Folhas permanecem ainda, nos dias de hoje, estampadas nos casarões centenários espalhados por toda a cidade. O sino de bronze doado por Dom  Pedro II, trazendo o selo da casa de Bragança, é ostentado com orgulho pela Igreja da Matriz Nossa Senhora do Rosário e admirado pelos visitantes.

O povo ainda reverencia a memória do padre José Lanzilote, construtor da imponente igreja. O antigo órgão de tubo, também mantido na igreja da matriz, é outra atração conservada da história vivida nos tempos gloriosos do município.

A luta pela emencipação de Entre Folhas é tão antiga quanto a sua história. Contam os moradores mais velhos, que ouviram relatos de seus pais e avós, que logo nos primeiros anos de vida como distrito de Caratinga, houve movimentação em torno da independência, vetada na época por interesses políticos. Na verdade a emancipação nunca deixou a memória dos idealistas entre-folhenses, que ansiavam por alcançar a liberdade perdida, e por várias vezes, reivindicaram sem sucesso seu direito.

Gentílico: entre-folhense

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Entre Folhas, pelo Decreto estadual nº 16, de 06-02-1890, e Lei estadual nº 2, de 14-09-1891, subordinado ao município de Manhuassu.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Entre Folhas, figura no município de Caratinga.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pela Lei nº 336, de 27-12-1948, o distrito passou a grafar Entre-Folhas, é reconduzido a categoria de sub-distrito.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, Entre-Folhas figura com sub-distrito do município de Caratinga.

Pela Lei estadual nº 1039, de 12-12-1953, é recriado o distrito com a grafia de Entre Folhas e anexado ao município de Caratinga.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o distrito de Entre Folhas, figura no município de Caratinga.  Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1991.

Elevado á categoria de município com a denominação de Entre Folhas, pela Lei estadual nº 10704, 27-04-1992, desmembrado de Caratinga. Sede no antigo distrito de Entre Folhas.

Constituído do distrito sede. Instalado em 01-10-1993.

Em divisão territorial datada de 2001, município é constituído do distrito sede.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Retificações de Grafias

Entre Folhas para Entre-Folhas, alterada pela Lei nº 336, de 27-12-1948.

Entre-Folhas para Entre Folhas, alterada pela Lei nº 1039, de 12-12-1953.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Denzel Washington - Mantendo a fé

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Denzel Washington é muito mais do que apenas um superstar, ganhador de Oscar. Ele é um cristão que leva a sério o seu papel ... mesmo que isto signifique um pouco de sangue, como em seu novo filme: Book of Eli.

Denzel Washington é um dos mais bem sucedidos e respeitados atores de Hollywood. Mas o vencedor de duas estatuetas do Oscar (em 1989 e 2001 de Glória de Dia de Treinamento) é também um dos mais atuantes cristãos de Hollywood.

Filho de um pastor pentecostal de Mount Vernon, Nova York, Denzel, aos 55 anos, há mais de 30, tem participado ativamente da igreja West Angeles Church of God in Christ, lê sua Bíblia todas as manhãs, e sempre escolhe papéis em que pode “passar” uma mensagem positiva ou o reflexo de sua profunda fé pessoal.

A fé está em todo lugar no novo filme pós-apocaliptico de Denzel: The Book of Eli, que estreou sexta-feira e está sendo promovido com outdoors com os trocadilhos “B-ELI-EVE” (Acredite) e “D-ELI-VER US.” (Salve-nos). No filme, Denzel assume o papel de um viajante misterioso que tem um facão como arma, chamado Eli, dirigido por Deus para proteger a última cópia da Bíblia existente na Terra - isso mesmo, a Bíblia - e levá-la para o ocidente, para protegê-la de bandidos que procuram usá-la como uma “arma” de controle.

O personagem de Denzel no filme utiliza a violência intensamente - esquartejando os bandidos em cada esquina -, mas que começa a se sensibilizar quando conhece uma garota inocente (Mila Kunis), que o lembra que podemos ficar tão presos em proteger a Palavra de Deus que, por vezes esquecemos-nos de vivenciá-la.

Para Denzel, “vivenciá-la” é essencialmente caracterizado pelo amor e sacrifício. A mensagem final de Eli, diz ele, é “faça mais pelos outros do que você faria para si mesmo”. Esta uma mensagem que Denzel sempre ouviu desde criança.

“Oramos a respeito de tudo, todos os dias”, disse Denzel a membros da mídia religiosa na semana passada, em Los Angeles. “E sempre terminamos com 'Amém. Deus é amor'. Eu imaginava que 'Deus é amor' era apenas uma expressão. Levei muito tempo para aprender o que realmente significava. Eu não me importo com o livro que você lê ou no que você acredita, se você não tiver amor, se você não amar o seu próximo, então você não tem nada”.

Embora Denzel não seja um grande fã da palavra “religião”, e se abstenha de qualquer posicionamento do tipo “Eu estou certo, você está errado”, ele não se envergonha de falar, sem rodeios, sobre sua fé cristã.

“Eu creio que Jesus é o Filho de Deus”, diz ele. “Eu fui batizado no Espírito Santo. Eu sei que isso é real. Eu estava numa sala. Meu rosto 'explodiu', chorei como um bebê, e aquilo quase me 'matou de susto'. Um tipo de medo que chacoalhou minha vida. Vou ser honesto com você, levantei-me e segui na direção oposta daquela que deveria. Eu não sabia o que estava acontecendo. Foi muito forte. Levei muitos anos para dar meia-volta”.

Recentemente, sentado em sua casa lendo a Bíblia (esta é a terceira vez que ele está lendo-a do início ao fim), Denzel se deparou com uma passagem sobre a sabedoria e entendimento em Provérbios 4, que o fez refletir sobre sua vida.

“Estou nesta enorme casa cheia de todas essas coisas”, observou. “Eu ouvi a Bíblia me dizendo: 'Você nunca vê um caminhão de mudanças atrás de um carro funerário. Você não pode levar todas essas coisas consigo. Os egípcios tentaram, mas foram roubado. Eu disse: 'O que você quer, Denzel?' E uma das palavras da devocional daquele dia era sabedoria. Então comecei a orar 'Deus, me dê uma porção daquilo'. Eu já consegui todo o sucesso possível na minha carreira. Mas eu posso ficar melhor. Eu posso aprender a amar mais. Eu posso aprender a ser mais compreensivo. Eu posso ganhar mais sabedoria”.

Assim como seu personagem em The Book of Eli, Denzel acredita na vocação profética e, por isso, tenta aproveitar ao máximo do trabalho que ele acredita ter sido lhe dado pelo próprio Deus: no seu caso, a fama mundial e uma das carreiras cinematográficas mais profícuas de sua geração. Denzel se lembra de uma história de quando ele tinha 20 anos, que demonstra como ele relaciona intimamente a sua fé com sua carreira.

Era 27 de março de 1975 e Denzel - que acabara de ser expulso da escola - estava sentado no salão de beleza de sua mãe. Uma senhora que, enquanto secava os cabelos e olhava fixamente para ele, de repente, pediu-lhe um pedaço de papel e, de forma trêmula, escreveu a palavra “profecia”. Aquela mulher era Ruth Green, uma das mais antigas mulheres da igreja mais antiga da cidade, conhecida por ter um dom da profecia. Naquele dia, ela disse a Denzel: “Rapaz, você irá viajar pelo mundo e falar para milhões de pessoas.”

ImageNaquele verão, Washington era um equipante em um acampamento da YMCA (Associação Cristã de Moços) em Connecticut. Os equipantes faziam esquetes para os acampantes, e alguém sugeriu a Denzel que ele tinha um talento natural para aquilo e deveria prosseguir atuando. Naquele outono, Denzel voltou a estudar no campus da Universidade Fordham, de Lincoln Center, onde iniciou sua formação em teatro. “Anos mais tarde”, lembra-se Denzel”, perguntei ao meu pastor, se ele achava que eu tinha um chamado para ser pregador, e ele disse: 'Bem, você não está falando para milhões de pessoas? Você não viajou o mundo?”

Reconhecendo que ele havia sido colocado em uma posição privilegiada, Denzel se sentiu obrigado a usar aquilo da melhor forma possível, “pregando” mensagens positivas sempre que estivesse atuando.

“Eu tentei direcionar meus papéis”, diz ele, “mesmo nos piores papéis como em Dia de Treinamento. A primeira coisa que eu escrevi no meu script (de Dia de Treinamento) foi ‘o salário do pecado é a morte’. No roteiro original, você descobria que meu personagem havia morrido pela televisão. E eu disse, 'Não, não. Para que eu pudesse justificar que ele havia vivido da pior maneira possível, ele teria de morrer da pior maneira, também. Eu fui arrancado do carro pelo Ethan [Hawke], rastejei como uma cobra... O bairro inteiro virou suas costas para mim e então eu fui feito em pedaços”.

Foi mais fácil “direcionar” o personagem de Eli em uma direção positiva, “quer dizer, quase fácil”, brinca Denzel, porque “esse cara é mais violento que o personagem de Dia de Treinamento. Ele é mais violento do que Malcolm X”.
No entanto, da mesma forma que o personagem de Denzel em Chamas da Vingança, a violência de Eli é usada como forma de proteger os inocentes.

“Quando eu fiz Dia de Treinamento”, diz ele, “havia um policial que disse que a Bíblia afirmava existirem aqueles cujo encargo é proteger os inocentes, e que para isso lhe é dado o direito de ser violento. Aquele policial disse: ‘Baseado nisso é que eu e meu parceiro vivemos. Isso é o que fazemos’. Talvez ele precisasse daquele versículo para justificar o que estava fazendo”.

Embora ele tenha encenado personagens violentos em filmes como Dia de Treinamento, American Gangster e, agora, Eli, Denzel é, na vida real, um homem de família calmo e gentil. Casado com Pauletta por mais de 26 anos e pai de quatro filhos, John David, Katia e os gêmeos Malcom e Olivia-Washington, Denzel está longe do estereótipo do ator de Hollywood.

Além de seu envolvimento com a igreja (ele doou US$ 2,5 milhões em 1995 para o West Angeles COGIC para construírem uma nova instalação), Denzel - que sempre inclui em seus autógrafos um “Deus te abençoe” - é um colaborador, há muito tempo, do Boys & Girls Clubs of America (que ele participou quando criança), entre outras caridades.

Denzel, que está indo para à Broadway, nesta primavera, para aparecer junto com Viola Davis na peça Fences, de August Wilson, sabe que ele tem sido abençoado com muito, mas rapidamente minimiza sua fama e sucesso dizendo que são apenas um presente de Deus.
“Não é sobre mim”, disse Denzel em uma entrevista de 2007 na revista Reader's Digest. “Recebi certas habilidades, e olho para elas da seguinte forma: o que vou fazer com o que tenho? Quem é que vai ser engrandecido com isso?” Perto do final de Eli, o personagem de Denzel cita a famosa passagem de 2 Timóteo 4:7: “Combati o bom combate ... guardei a fé”.

É uma linha condizente com o próprio Denzel. Ele é um superstar de Hollywood que, embora não seja perfeito, oferece um raro exemplo de um cristão em um lugar de extrema aclamação e sucesso e que não deixou isso subir à sua cabeça, em vez disso continua fundamentando sua vida na Bíblia e na confiança em Deus.

Em seus mais de 30 anos como ator, Denzel Washington tem lutado o bom combate e feito o que muitos não conseguiram. Ele manteve a fé.

Fonte: Christianity Today. Tradução livre de Whaner Endo

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ENTRE FOLHAS: Câmara devolveu dinheiro à Prefeitura

 

Além da devolução de R$40 mil, ex-presidente adquiriu um veículo para Câmara

 

O ex-presidente Luciano Barbosa
devolveu R$ 40 mil aos cofres da prefeitura

 

Num feito inédito na história da Câmara Municipal de Entre Folhas, ao término do ano passado, a Mesa Diretora do Legislativo devolveu aos cofres da Prefeitura a quantia de R$ 40 mil.

Durante a reunião de confraternização, que marcou o encerramento do ano legislativo, o então presidente da Câmara Municipal, Luciano Ferreira Barbosa (PMDB), fez a prestação de contas, entregando a cada um dos vereadores uma cópia do relatório da movimentação financeira do ano.

A Prefeitura de Entre Folhas repassou aos cofres da Câmara Municipal um total de R$ 370 mil durante o ano, sobrando, ao término do exercício, um saldo de R$ 44.280,32. Deste valor, foram deixados em caixa, para este ano, R$ 4.280,32.

Vale destacar que, além da economia feita durante o ano, que resultou na devolução de dinheiro à Prefeitura, Luciano Barbosa, ainda, adquiriu um veículo, no valor de R$ 32.585,00, para atender aos vereadores em suas atividades.

O prefeito Ailtinho (PMDB) elogiou a atuação de Luciano Barbosa, à frente da Câmara Municipal, mostrando-se muito satisfeito com a devolução dos R$ 40 mil. “Luciano realizou um excelente trabalho na presidência da Câmara.
Foi austero nos gastos, deixando evidente a maneira responsável com que exerceu o cargo, também, proporcionou melhores condições de trabalho para os demais vereadores, ao adquirir um carro para a Câmara que, até então, não possuía um veículo próprio, e ainda devolveu dinheiro aos cofres do município. Este recurso, com o qual não contávamos, pois, até então, nenhum outro presidente da Câmara havia devolvido dinheiro à Prefeitura, permitirá que invistamos em melhorias para a população”.

Fonte A Semana Agora

Moradores de Entre Folhas tentam recuperar órgão da igreja matriz

 

Em 2005 publiquei a seguinte matéria em um site que fiz em homenagem a Entre Folhas (minha terra natal). O texto foi escrito por meu irmão Dr. Wagner Martins e com fotos minhas.

salvadormantuanoSalvador Mantuano (O Gênio)

Pertencente à Diocese de Caratinga, está situada na Praça. Pe. José Lanzillotti, s/n, centro centro do município.

entrefolhas0038 Matriz de Nossa Senhora do Rosário

Construção efetuada entre 1930 e 1945, em estilo barroco, com vários quadros de pinturas bíblicas, como os quinze mistérios do terço, as estações da VIA-SACRA, dentre outros. Padre José Lanzillott foi o autor da obra, sendo as pinturas de autoria de Salvador Mantuanno.

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Órgão na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário em Entre Folhas, adquirido em 1950.
Existem apenas dois órgãos desse na América Latina. Precisando de restauração urgente. Não está funcionando.

 

Construída pelo povo, representando ainda um patrimônio histórico regional, devido às lindas pinturas, um sino do século passado doado por Dom Pedro II, além de um órgão em 1950.

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Órgão na Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário em Entre Folhas, adquirido em 1950.
Existem apenas dois órgãos desse na América Latina. Precisando de restauração urgente. Não está funcionando.

 

O estado de conservação é ruim, necessitando de urgente restauração.

 

Afrescos de Salvador Mantuano no teto da Igreja
(Não existem mais. Derrubaram o teto)

 

Texto de Dr. Wagner Martins com fotos de Álem M. Martins.

 

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Eis que hoje, 24/01/2010 descobri no jornal UAI a seguinte matéria.

Gustavo Werneck - Estado de Minas

 

Instrumento, da década de 1950, sempre teve destaque nos casamentos - (Cyr Mendes/Divulgacao )

Instrumento, da década de 1950, sempre teve destaque nos casamentos

 

Amor à música, sensibilidade e muita vontade de preservar o patrimônio cultural. Moradores de Entre Folhas, no Vale do Rio Doce, a 312 quilômetros de Belo Horizonte, fazem campanha para recuperar o órgão da Matriz de Nossa Senhora do Rosário, localizada na Praça Padre José Lanzelotti, no Centro da cidade. Datado dos anos 1950 e construído por um italiano radicado em São Paulo (SP), o instrumento está sem funcionar há muito tempo, ficando mudo nos casamentos e outras cerimônias, lamenta o vice-presidente do Instituto Rosimere Machado de Jesus, Cyr Mendes. A instituição de cunho filantrópico, com sede em BH, está empenhada em ajudar a comunidade de 5 mil habitantes a recuperar o seu bem artístico.


A iniciativa para restaurar o equipamento surgiu exatamente em 28/10/2007, quando o Estado de Minas publicou matéria sobre a situação de órgãos musicais de diversas cidades históricas como São João del-Rei e Tiradentes, na Região do Campo das Vertentes, Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, e o distrito de Córregos, em Conceição do Mato Dentro, a 175 quilômetros de Belo Horizonte. “O nosso objetivo é obter recursos para a restauração e contratação de um especialista para avaliar as condições e fazer o serviço”, afirma. O instrumento não tem tombamento municipal.


A história do órgão está vinculada ao trabalho do Padre Lanzelotti que, na década de 1940, reconstruiu e ampliou a matriz. Conforme as pesquisas, ele pediu ao amigo, o artista e escultor Salvador Mantuano, que pintasse passagens bíblicas no interior do templo. Movido pelo entusiasmo e pela fé, o religioso decidiu comprar um órgão “para abrilhantar as cerimônias e elevar o fervor dos paroquianos nas celebrações religiosas”. Com apoio da população, o pároco juntou dinheiro e fez a compra para orgulho do então distrito de Entre Folhas, que se tornou o único da região com tal equipamento. “Hoje pedimos socorro e acreditamos que os filhos, netos e bisnetos daqueles que, no passado, contribuíram com doações poderão agora se unir em prol da recuperação”. Quem quiser colaborar com a comunidade de Entre Folhas pode entrar em contato pelo telefone (031) 2526-3667.

Destaques

Minas tem estreita intimidade com os órgãos musicais, em especial os construídos no século 18. Ao lado da Bahia, é o estado com o maior número de instrumentos. Entre os destaques, estão os existentes na Catedral da Sé, em Mariana, na Região Central de Minas, e na Matriz de Santo Antônio, em Tiradentes – esse último foi recuperado (caixa e maquinário) e voltou a funcionar, em fevereiro do ano passado, depois de oito anos de completo silêncio.

Profecia e Cumprimento: O Servo que Veio “Porque o que diz respeito a mim mesmo tem seu cumprimento.” Lucas 22:37   Isaías, oito...