sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

IGREJOLAS


A grande maioria das pessoas está em busca de solução para os seus problemas, uma vida melhor, vida de paz, sem problemas, sem doença, mas são avessas às exortações, às recomendações de santificação; estão buscando pão como nos dias de Jesus.


Hoje existem algumas igrejolas que oferecem a essas pessoas exatamente aquilo que elas necessitam (querem). E se você repreende alguém, recebe esta advertência: “Veja o bem que estou recebendo! Se me faz bem, deve ser de Deus!” Ou seja, se traz sucesso, solução, fez-me mudar de vida e traz felicidade, deve ser de Deus.


O interessante com essas igrejolas é que o modo como vem a “bênção”. Eles ensinam que se você obedecer a uma fórmula, pré-estabelecida, a bênção virá, a felicidade, a paz, a cura.


Geralmente essa formula é algo que envolva um pastor super ungido, o “seu pai” espiritual que intercede por você a Jesus, ou algo relacionado a dinheiro. Sempre são fórmulas alheia às Santas Escrituras.


Geralmente a idéia de uma visão que alguém teve, e daí são elaboradas o sistema. Elas podem até citar as Escrituras, mas ao acaso, texto fora do contexto, e isso são transformados em pretexto. Uma fórmula mágica.


Outro aspecto que é característico de uma igrejola que está a fim de transformar você numa pessoa “estranha” é o testemunho pessoal.


O que os bispos, pastores, apóstolos destas igrejolas falam é sobre sua vida, o que era e o que são agora. Que eram assim até entrarem para esta “igreja”, o seu problema está resolvido.


Não ensinam as doutrinas fundamentais do cristianismo. Enfatizam apenas uma fórmula.


Vejam que eles, ao enfatizarem seus testemunhos, começam com eles e terminam com eles, e não com Jesus como Senhor, apesar de citá-lO.


Eles enfatizam apenas o que é prático. Negligenciam a doutrina.


Nesta linha de pensamento, outra característica semelhante das igrejolas é que elas oferecem a CURA, a BÊNÇÃO, “imediatamente”. Já notou isso? É o método do “atalho”, e por isso conseguem tantos adeptos.


Qualquer coisa que ofereça “atalhos” espirituais não é cristianismo da Bíblia. Mas as igrejolas perguntam: “O que você está precisando? Qual o seu problema?” E responde: “Venha. Nós podemos ajudá-lo”. E oferecem o remédio barato, fácil e rápido. Saúde, cura física, a bênção que soluciona todos os seus problemas.


Mas o método do Evangelho é muito diferente. A primeira coisa do Evangelho é o CONHECIMENTO DE DEUS. Está é a grande mensagem da Bíblia.


Abomino as igrejolas, abomino pastores, bispos, apóstolos, pessoas que estão fazendo isso nas igrejolas.


Elas não passam no teste que é a Pessoa de Cristo.


Todo movimento ou ensino que não faça do Senhor Jesus Cristo e Sua morte na cruz e Sua gloriosa ressurreição, uma necessidade absolutamente central, não é cristã e sim manifestação das “astutas ciladas do diabo”.


Ou seja, qualquer ensino ou movimento que diga que você pode Ter esta ou aquela benção sem primeiro crer no Senhor Jesus Cristo como o Filho de Deus, como Salvador de sua alma e Senhor de sua vida, e que sem Ele você não é nada, é uma negação das Escrituras, do cristianismo.


Não há acesso a Deus, não há conhecimento de Deus como Salvador e Libertador, exceto por meio de Cristo. As igrejolas são um insulto a Deus, a Jesus Cristo, não têm direito de existir. Se você acha que Jesus não é suficiente, e que deve ir após as igrejolas em busca de ajuda e “bênção”(cura, prosperidade…), você O está negando; você O está insultando.


A fé que sustentou, fortaleceu e abençoou os santos no transcurso dos séculos, e que t

em resistido a todos os testes que se podem conceber, é suficiente. Você não tem necessidade de seguir alguma idéia nova, moderna, que só passou a existir no século passado, ou neste.


créditos: fazendo a vontade do Senhor

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Palavra Torpe

Palavra Torpe

via UMAP - Vitória da Conquista/BA 

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Não poucas vezes os pregadores falam coisas no púlpito sem pensar nas conseqüências. Outro dia ouvi um pastor asseverar: “Se Deus está contigo, tudo te Irá bem. Você tem que prosperar, pois a presença de Deus garante isso”. Pode parecer uma boa palavra de incentivo, mas tem conseqüências nefastas. Nem sempre a presença de Deus é garantia de sucesso absoluto em tudo. O “dar certo” ou “dar errado” não podem ser um instrumento medidor da presença ou ausência de Deus.  Há casos em que Deus se faz presente e as coisas não vão bem.

Mais recentemente, um pregador disse: “O melhor de Deus pra sua vida está por vir…”. Isso deve agredir os ouvidos do Pai, pois o MELHOR DE DEUS PARA NOSSA VIDA JÁ VEIO: é Cristo! Nada pode ser melhor que isto. Quando afirmamos que o melhor de Deus está por vir, estamos dizendo que Cristo em nós é apenas uma bobagenzinha.

    Sei que muitos poderão argumentar dizendo que são apenas declarações “enfáticas”, não se referindo exatamente ao sentido literal da expressão.  Tal argumento é sofisma. Quem nos ouve, na pluralidade contextual, pode simplesmente estar vivendo conflitos espirituais por conta destas declarações.

    Há ainda uma outra frase que muito me incomoda: “Que parte da bíblia é verdade? Aquela na qual você acredita!”. Já ouvi esta declaração algumas centenas de vezes e isso me causa grande desconforto pois sei que tudo na Bíblia é verdade, creia eu ou não. Fazer uma declaração como esta incorre em alguns riscos. Primeiro, RELATIVIZA a verdade bíblica, acomodando-se ao conceito pós-moderno de certo e errado. Segundo, coloca o público em posição de tolo, uma vez que a verdade NUNCA DEIXARÁ DE SÊ-LA caso alguém não acredite nela. Seria como se um objeto solto no ar deixasse de cair no chão, contrariando a Lei da gravidade, simplesmente por alguém afirmar que não crê nesta lei.

    São estas e outras declarações que acabam “vendendo” um evangelho diferente do que Jesus pregou. Precisamos estar atentos ao que falamos, pedido ao Espírito Santo que seja um “guarda a porta de nossa boca”, como bem sugeriu o salmista.

    Deus tenha piedade de nós!

    Autor: Pr. Aécio Ribeiro

Sobre as ondas evangélicas e pastorais

via Bereianos | Apologética Cristã Evangélica de Ruy B. Marinho

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Por: Rogério Nascimento

O que temos hoje é um crescimento do evangélico pragmático, aquele ramo evangelical que prega o evangelho utilitarista. Cresce o numero de evangélico, mas cada vez mais piora a sociedade.


Não existe um escândalo brasileiro onde não esteja um punhado de pastores envolvidos.


Depois do evangelho da prosperidade, todos os pregadores queriam ser igual aos americanos, os mesmos gestos, o mesmo tipo de roupa, a mesma arrogância, as mesmas decalrações, os mesmos chavões (sou filho do Rei, eu declaro, eu tomo posse). Em seguida veio o evangelho da cura interior, onde a pregação não era mais suficiente para curar a alma das pessoas, o novo nascimento não era suficiente para transformar e a cruz de Cristo ineficaz para cancelar os pecados, era preciso uma série de rituais com renuncias e renegações para que a pobre criatura convertida alcançasse a libertação de seu passado. Depois veio a batalha espiritual, onde se ensinava a absurda teologia da legalidade dada ao diabo para dominar a terra. O diabo era o senhor da terra e Deus tinha que pedir permissão para agir na terra. A saída era os crentes tirar os calçados, fazer declarações de domínio, etc. Depois veio o evangelho dos neo-apóstolos.


Qualquer pastor que não estivesse contente com o "status" de pastor, poderia se auto-denominar apóstolo e esta onda se espalhou até perder a graça. Depois surgiu o evangelho dos proféticos, onde tudo era profético (louvor profético, igreja profética, dança profética, marcha profética, corte de cabelos profético, até "urinada" profética teve (e tem). Agora segundo a revista Veja, temos o evangelho da auto-ajuda, onde o sobrenatural é "motivar" as pessoas. A Bíblia em uma mão, Lair Ribeiro, Augusto Cury , James Hunter ou Shinyashinki na outra e com certeza, depois da reportagem, muitos pregadores correrão para os cursos de psicologia de auto-ajuda, comprarão livros de motivação pessoal e irão para frente de seus espelhos treinar novos gestos. Neste meio tempo o povo padece, enquanto os livros de exegeses, comentários bíblicos e boa teologia apodrecem. O trabalho demorado na análise de um texto bíblico é coisa do passado, agora temos todas as Bíblias comentadas, banalmente comentadas e o povo banalmente se assenta nos bancos das igrejas, mendigando uma pregação bíblica.


Foi-se a autenticidade e a originalidade, viva a medíocre mania de imitar e importar a última onda a surgir. Sim, porque até a próxima, adota-se a atual.


Só resta gritar, o grito dos moradores de Jerusalém, Hosanas – Salva-nos Senhor!!!!


Autor: Rogério Nascimento
Via: [ Apologetica crista ]
Via: [ Web Evangelista ]

domingo, 10 de janeiro de 2010

Não toqueis no ungido do Senhor: desmascarando essa falsa doutrina

 

Por Vera Siqueira

"Não toqueis no ungido do Senhor". Essa é a resposta de nove entre dez crentes que crêem em tudo o que lhe pregam sem serem bereianos, quando confrontados com críticas ou acusações contra pastores, apóstolos (?) e demais líderes eclesiásticos. Não importa se as provas do crime são claras, para esses crentes não nos cabe julgar nem analisar o que a liderança da igreja faz de errado: cabe aos crentes, segundo essa falsa doutrina, agir como Davi em relação à Saul: simplesmente não fazer nada, e esperar que Deus resolva o negócio e faça a justiça. E enquanto nada se faz, esses líderes criminosos continuam roubando, matando e destruindo o rebanho de crentes em suas mãos, e trazendo escândalo para o Evangelho, afastando de vez os não-crentes do afã de conhecerem a Verdade de Cristo.
Mas enfim, Davi realmente disse em várias passagens de 1 Samuel que não se deve tocar no ungido do Senhor. E aí?
Em primeiro lugar, temos que deixar bem claro sobre qual ungido Davi se referia. Ele se referia a Saul, atual rei de Israel, porém já destronado por Deus, que havia ungido Davi em seu lugar. Portanto, a primeira coisa que temos que ter em mente é que não se tratava de qualquer ungido, mas de Saul.
Em segundo lugar, temos que entender essa unção que Saul recebeu. Em 1 Samuel 8, lemos que o povo queria um rei no lugar dos antigos juízes que governavam Israel. Deus não tinha esse desejo, pois o querer um rei era um desejo do povo de que Deus já não reinasse mais sobre eles. Porém Deus resolveu satisfazer Israel, e escolheu Saul como rei.


Em 1 Samuel 10, lemos o profeta Samuel indo ungir Saul como rei:


"Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e beijou-o, e disse: Porventura não te ungiu o SENHOR por capitão sobre a sua herança? Apartando-te hoje de mim, acharás dois homens junto ao sepulcro de Raquel, no termo de Benjamim, em Zelza, os quais te dirão: Acharam-se as jumentas que foste buscar, e eis que já o teu pai deixou o negócio das jumentas, e anda aflito por causa de vós, dizendo: Que farei eu por meu filho? E quando dali passares mais adiante, e chegares ao carvalho de Tabor, ali te encontrarão três homens, que vão subindo a Deus a Betel; um levando três cabritos, o outro três bolos de pão e o outro um odre de vinho. E te perguntarão como estás, e te darão dois pães, que tomarás das suas mãos. Então chegarás ao outeiro de Deus, onde está a guarnição dos filisteus; e há de ser que, entrando ali na cidade, encontrarás um grupo de profetas que descem do alto, e trazem diante de si saltérios, e tambores, e flautas, e harpas; e eles estarão profetizando. E o Espírito do SENHOR se apoderará de ti, e profetizarás com eles, e tornar-te-ás um outro homem. E há de ser que, quando estes sinais te vierem, faze o que achar a tua mão, porque Deus é contigo. Tu, porém, descerás antes de mim a Gilgal, e eis que eu descerei a ti, para sacrificar holocaustos, e para oferecer ofertas pacíficas; ali sete dias esperarás, até que eu venha a ti, e te declare o que hás de fazer. Sucedeu, pois, que, virando ele as costas para partir de Samuel, Deus lhe mudou o coração em outro; e todos aqueles sinais aconteceram naquele mesmo dia."

1 Samuel 10.1-9

E Saul ficou cheio do Espírito Santo, e em 1 Samuel 11.15, finalmente Saul é proclamado rei. Porém a unção que Saul recebeu era apenas para reinar, não para ser sacerdote ou líder espiritual do povo. Essa função era para algumas pessoas específicas, como o profeta Samuel. Não cabia a Saul as funções sacerdotais, sendo esse um dos pecados que o fez perder o reinado em Israel:

"E os filisteus se ajuntaram para pelejar contra Israel, trinta mil carros, e seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está à beira do mar; e subiram, e se acamparam em Micmás, ao oriente de Bete-Aven. Vendo, pois, os homens de Israel que estavam em apuros (porque o povo estava angustiado), o povo se escondeu pelas cavernas, e pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas fortificações, e pelas covas. E alguns dos hebreus passaram o Jordão para a terra de Gade e Gileade; e, estando Saul ainda em Gilgal, todo o povo ia atrás dele tremendo. E esperou Saul sete dias, até ao tempo que Samuel determinara; não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se dispersava dele. Então disse Saul: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. E sucedeu que, acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar. Então disse Samuel: Que fizeste? Disse Saul: Porquanto via que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados, e os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do SENHOR não orei; e constrangi-me, e ofereci holocausto. Então disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o SENHOR teu Deus te ordenou; porque agora o SENHOR teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre; porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o SENHOR para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o SENHOR, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou."

1 Samuel 13.5-14

O outro pecado de Saul ocorreu em 1 Samuel 15, quando desobedeceu à ordem do Senhor ao não destruir o melhor do rebanho dos amalequitas, com a desculpa de que usaria o rebanho como sacrifício, onde Samuel disse que é melhor obedecer do que sacrificar.
Assim, em 1 Samel 16 lemos o Espírito do Senhor deixando Saul e passando a habitar Davi, o novo rei ungido:

"Disse mais Samuel a Jessé: Acabaram-se os moços? E disse: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas. Disse, pois, Samuel a Jessé: Manda chamá-lo, porquanto não nos assentaremos até que ele venha aqui. Então mandou chamá-lo e fê-lo entrar (e era ruivo e formoso de semblante e de boa presença); e disse o SENHOR: Levanta-te, e unge-o, porque é este mesmo. Então Samuel tomou o chifre do azeite, e ungiu-o no meio de seus irmãos; e desde aquele dia em diante o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi; então Samuel se levantou, e voltou a Ramá. E o Espírito do SENHOR se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito mau da parte do SENHOR."

1 Samuel 16.11-14

Ou seja, Saul deixou de ter o Espírito Santo, mas continuou sendo rei de Israel por vários anos. Nesses anos, o Espírito Santo estava com o novo ungido, Davi, que porém ainda não havia sido reconhecido rei pelo povo. Dessa forma, Davi servia ao rei Saul e foi perseguido por seus exércitos, e aí chegamos à passagem que abriu esse artigo, quando Davi teve real chance de aniquilar Saul, mas não o fez por considerá-lo ungido do Senhor.
Realmente, o que impediu Davi de se levantar contra Saul não foi o poder do Espírito Santo no antigo rei, pois este já o tinha deixado e Saul não passava de um endemoniado. Porém, mesmo endemoniado, Saul continuava sendo rei, e em razão desse título que Davi o poupou. Uma vez ungido rei, sempre rei. Deus tirou Saul do reinado, porém isso só se concretizou com sua morte, não havendo rebelião para que isso acontecesse e Davi tomasse o poder em seu lugar. A unção de rei permaneceu com Saul por toda a sua vida, mas o Espírito de Deus não.
Entendido tudo isso, vamos agora analisar a doutrina do "não toqueis no ungido" nos dias de hoje. Por que ela não é válida?
Como visto, a unção a qual Davi se referia dizia respeito ao direito de reinar sobre Israel, não sobre possuir funções eclesiásticas. As funções de governo do Estado e eclesiásticas eram bem divididas naquele tempo, embora Israel fosse um Estado teocrático. Portanto, a não ser que algum líder de igreja seja também rei nomeado por Deus (olha eu dando idéia para novos títulos, que Deus me perdoe) em sua localidade, nenhum líder religioso atual se enquadra nesse quesito.
Sobre como devemos agir em relação ao líderes religiosos e qualquer cristão, a Bíblia é bastante clara:


"E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Beréia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim."

Atos 17.10-11

"Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; Isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. Porque, que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo."

1 Coríntios 5.9-13

Chega desse engano do "não toqueis no ungido do Senhor", engano esse que tem transformado a igreja em covil de salteadores. O rebanho tem que aprender a buscar na Palavra se o que seus líderes pregam é verdade ou não, tem que aprender a raciocionar, a analisar, a meditar dia e noite na Palavra, mas é isso mesmo que os lobos em pele de cordeiro não querem que aconteça, e por isso acorrentam suas ovelhas em falsas doutrinas que visam cegar e conformar o rebanho à sua própria vontade, não à de Deus. Deus nos enviou Cristo para que fôssemos libertos, mas onde há liberdade se nem ao menos podemos criticar um líder eclesiástico por seus falsos ensinos ou sua má conduta, com a desculpa que de o fulano é "ungido"? O Apóstolo (de verdade) Paulo era bem ungido, disso não há dúvidas, mas nem por isso ficou chateado ao ser confrontado pelo povo de Beréia em seus ensinamentos. Por que os apóstolos (?) e líderes dos dias de hoje ficam melindrados, e até amedrontam suas ovelhas com a promessa de inferno para o "pecado de rebeldia" que seria se levantar contra um "ungido" do Senhor? E por que as ovelhas, que também têm unção (já que recebem o Espírito Santo desde sua conversão), ao contrário dos líderes religiosos, podem e são fortemente exortadas (se seu dízimo for baixo, claro) quando encontradas em erro?
Isso é estelionato gospel, e dos bons. Graças à essa mentira (a própósito, quem é o pai da mentira mesmo?) vemos igrejas destruídas por pertencerem (a palavra é essa mesma) a líderes criminosos, que adulteram as Escrituras a seu bel-prazer e agem como se a justiça de Deus e dos homens não valesse para eles. Enquanto isso, às ovelhas cabe apenas se conformar, "Deus quer assim", "quem faz a justiça é Ele", "só nos cabe orar".
Povo de Deus, vamos abrir os olhos! Temos que orar, a justiça é de Deus, mas Ele usa homens e mulheres para que Sua justiça seja feita nessa terra! Se Lutero pensasse assim, ainda hoje estaríamos comprando indulgências (se bem que essa prática perniciosa continua ocorrendo nos dias de hoje, na forma de lenços suados, rosa ungida, sabonete ungido, etc). Como povo de Deus, temos que ser carvalhos de justiça principalmente em nosso meio, tirando os lobos que querem devorar nossas ovelhas! Se não o fizermos, não sobrará ovelha nenhuma no final da história, pois todas serão enganadas...
O "não toqueis no ungido do Senhor" é uma desculpa muito da mal feita para líderes que têm algo a esconder. Quando um líder pregar isso para você, fique ainda mais atento, pois quem está na luz não tem medo de ser julgado, afinal nada se encontrará que o desabone; ao contrário, quem está em trevas não quer que o candeeiro seja colocado em cima da mesa e ilumine o ambiente, pois isso trará à luz toda a podridão escondida em nome de Deus.

***

Vera Siqueira é procurada pelos Leões-de-Chácara religiosos por liderar um protesto cristão organizado na Marcha para Jesus. A tal Marcha para Jesus é um dos muitos eventos protestantes onde é proibido protestar. Ela também coopera enviando textos subversivos para o Púlpito Cristão de onde foi extraído esse texto.

sábado, 9 de janeiro de 2010

A glória das igrejas e a glória de Deus .

 

 

Por: Diogo Henrique de Sá

“Por amor de mim, por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha glória não a darei a outrem.” (Isaías 48.11).


Há alguns anos atrás, durante uma reunião de domingo, na igreja onde eu congregava, escutei de um Seminarista a seguinte frase: “Eu sou membro da gloriosa Assembléia de Deus!”, naquela época eu era muito jovem para pensar nas implicações desta frase. Alguns dias atrás, no entanto, ouvi de um amigo, bem mais velho e que também estava naquela reunião, a mesma frase.
Estranhamente estes verdadeiros chavões, que visam supervalorizar algumas denominações e seus líderes, brotam dos lábios ingênuos da maioria dos cristãos sem o menor intendimento.
Passei a refletir mais sobre essa e outras frases, deste tipo, que permeiam o “evangeliquês” (dialeto, quase incompreensivo, pronunciado por membros de denominações ditas evangélicas) Já ouvi de tudo (1):

- “Sou Pentecostal até o tutano!”
- “Aqueles Batistas desviados!”
- “Aqueles Tradicionais Geladões!”
- “R.R. Soares, o Homem que abençoa o mundo!”
- “Nossa Igreja é mais abençoada, pois temos um Apóstolo!”
- “Eu sou a Voz profética de Deus no Brasil” (Silas Malafaia falando de si mesmo).


Analisando essas frases podemos perceber que existe algo de muito errado acontecendo dentro das denominações (não estou usando o termo igreja propositalmente), ao que tudo indica a Igreja que saiu da Reforma perdeu, tanto quanto a sua antecessora (Igreja Católica Romana), o foco de quem é o Senhor.
Isso é compreensível já que os “crentes” não se interessam muito pela Bíblia (Inclusive isto é constatado através de pesquisas). Na verdade só lemos pequenos trechos fora do contexto várias vezes, e normalmente quando faz parte da leitura oficial da “Campanha”, sei que esta é uma Verdade Inconveniente (uma vez disse a uma pessoa “evangélica” que ela deveria ler a Bíblia, meu Deus, foi pior que xingar a mãe, vi a fisionomia da pessoa mudar de ódio), porém isso já foi percebido inclusive pelas seitas, os Testemunhas de Jeová falam sobre nossa inadequação com relação a Palavra de Deus.
Mas voltando a falar sobre: Quem é o Senhor? Existe uma dupla consideração que precisamos fazer sobre esse tema:

1ª) Nós não sabemos quase nada sobre Jesus – Fiquei chocado um dia quando, ensinando na Escola Bíblica, disse que Jesus existe antes mesmo da fundação do mundo e uma das irmãs, muito piedosa, me perguntou como isso era possível se Jesus nasceu da Maria? Eu expliquei sobre a Eternidade de Jesus e sobre a sua primeira vinda e a irmã ficou maravilhada, em vários anos de “convertida” nunca alguém havia ensinado isso a ela. Isso revela algo que talvez nunca tenha te ocorrido: não conhecemos Jesus de verdade.
2ª) Apesar de dizermos que Jesus é o Senhor, nos comportamos como se nós fossemos o senhor de Jesus – Podemos perceber essa conduta nos templos, através dos mensageiros da prosperidade que nos encorajam a encurralar Jesus na parede e exigirmos a restituição de tudo aquilo que perdemos. Dentre outras coisas. Jesus virou uma espécie de Gênio da lâmpada que surge convenientemente quando chamamos por ele.


Mas quero me concentrar em outro ponto: Nós cristãos temos tirado o foco de Jesus para focalizar em tudo o que é humano. Temos levantado a “bandeira” de nossa denominação como se a Cruz fosse, já não podemos, como Moisés, dizer “Jeová Nissi” pois a nossa bandeira tem sido a placa de nossa denominação e o nome do nosso proeminente líder.


Com relação a frase que ouvi do seminarista veja o disparate e pense comigo: gloriosa é a Assembléia de Deus ou o Deus da assembléia?


Se Deus, conforme o texto Bíblico, não divide sua glória com ninguém como podemos dar a glória dele a outra coisa. Como podemos dividir uma glória que nem nossa é? Como pudemos ser insensíveis ao ponto de não enxergarmos os limites entre o santo e o profano? Passamos a seguir a placa da denominação e nos esquecemos de quem realmente importa que é Deus. Engraçado que a pessoa que faz isso nunca irá admitir que esteja deixando Deus de lado, porém, embora não admita, termina por fazê-lo na prática e é a pratica que demonstra o que somos de verdade, Tiago já falava isso a 2 mil anos atrás. Isso fica muito evidente quando se presta atenção nas placas das denominações, isso porque seu título vai em letras garrafais, e o nome de Jesus quando aparece está com letras menores (Salvo quando o nome de Jesus é usado no título da denominação), veja, está muito clara a ordem das coisas: 1ª a denominação, depois, se der, Jesus entra na parada (isso porque as vezes para economizar espaço na placa tiramos o Seu nome dela).


Eu não sou adepto das idéias de Witness Lee, mas estou convencido que uma das piores invencionices dos Protestantes foi criar o denominacionalismo, sei que o nome facilita por questões de registro e também para demonstrar o tipo de confissão daquele grupo, porém resultou em um “nacionalismo da denominação” que chega as vezes ser parecido com o comportamento entre Judeus e Samaritanos mencionados na Bíblia: nós não nos comunicamos (membros de diferentes denominações as vezes nem se falam), atingindo ao ponto do corpo de Cristo ser mutilado e cada pedacinho tem a sua própria cabeça, que é o “Cristo a gosto do cliente”. Gosto muito de uma frase do Paulo Romero que diz: "Quem crer no Jesus errado, embarca em uma salvação errada, e pode desembarcar no céu errado".


Conheci um Pastor que Batia no peito e dizia: “sou belemita da orelha furada”, em clara menção sobre a lei vetero-testamentária que dizia que um escravo que, por amar seu senhor, quisesse ficar com ele deveria ter sua orelha furada em sinal de escravidão perpétua, veja o disparate deste pastor. O que ele está dizendo vai contra tudo o que a Bíblia ensina, pois deveríamos ser “cristãos de orelhas furadas” pois é a Ele que deveríamos servir e não a uma denominação.


Quero também corrigir um erro crasso que cometemos a Ekklesia (2) – e é por isso que uso o termo denominação em lugar do termo igreja – era uma instituição Ateniense formada pelos cidadãos, eram os “chamados para Fora”, Jesus se apropriou deste nome para a sua Ekklésia formada pela assembléia de seu novo povo, assim como os atenienses, nós também fomos chamados para fora, nós somos a Igreja de Cristo. Nós criamos o conceito de “Igreja visível” e “Igreja invisível”, porém este conceito é defeituoso a Bíblia nunca autenticou esta nossa visão o exemplo disso está em Rom. 16.5 onde Paulo saúda a Igreja que se reúne na casa de Áquila, ele não diz a “igreja de Áquila”, ele diz à “igreja que se reúne em sua casa”. A Igreja segundo Paulo eram as pessoas. Nós os que tivemos um encontro real e verdadeiro com Jesus Cristo, que fomos atraídos pelo seu irresistível amor, somos a Igreja.


Não podemos nos esquecer da supervalorização do homem, do líder. Quando estudei Apologética pelo Instituto Cristão de Pesquisas (ICP), aprendi a reconhecer as seitas através das quatro operações matemáticas (3). Recordo ainda de cor sobre a divisão: “Dividem a fidelidade entre Deus e a organização. Desobedecer à organização ou à igreja equivale a desobedecer a Deus. Não existe salvação fora do seu sistema religioso.”


Que coisa mais interessante isso vem acontecendo em quase todas as denominações Evangélicas, principalmente as neo-pentecostais criamos uma supervalorização do líder, como se ele fosse o próprio Deus na terra. Eu sempre pensei que Jesus era o abençoador do mundo, mas descobri que ele perdeu o reinado para o R.R.Soares, o Edir Macedo tem seus clones espalhados por todo o país (fiquei pasmo ao ver como conseguem imitar o timbre de voz), Marco Feliciano não fica pra traz, tá cheio de gente imitando o cara, o pessoal do Valdomiro faz fila pra pegar o lencinho com o seu suor “sacro-santo” (ah esse me dá nojo), Ezequiel Pires tem a visão de raio X, Silas Malafaia é o auto proclamado “Profeta de Deus”, pensei que o ultimo profeta foi João Batista (ah já sei talvez Jesus tenha mentido né???).

Agora pare um segundo - pense pelo amor de Deus, quem são esses homens? Não são ninguém! João disse:” Importa que Ele cresça e eu diminua”, mas esses e outros homens estão dizendo: importa que eu cresça e Ele que se vire.

O Prof. Leandro Villela (4) disse em um dos seus vídeos que as pessoas lhe enviam mensagens dizendo que não admitem que ele fale mal de um ou outro pastor, mas estranhamente não vê estas pessoas entrando em sites ateus e dizendo que não admitem que ninguém fale mal de Jesus, é inegável, há algo de muito errado acontecendo em nossa vida, Jesus não é mais o centro.

Fora as orações fortes que aparecem por aí e que muita gente vai atrás, isso nos leva a outra discussão quem é forte? A oração? Ou o Deus a quem a oração é dirigida? Não existe oração forte, Deus ouve a oração de uma pessoa tão bem quanto ouve de 318. Ninguém pode obrigar Deus a fazer coisa alguma, veja o Ele diz sobre isso: “terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer” Ex.33.19. Ele responde a oração porque quer, porque nos ama, porém só faz quando quer. Nós não somos merecedores de nada, e Ele não tem nenhuma obrigação para conosco em relação a isso, já que nunca prometeu um mar de rosas, muito pelo contrario Jesus nos avisou: “No mundo tereis aflições, tenham bom ânimo...”.

Na verdade quem tem Glória é Deus, o Poder é Dele (Sl 62:11 “Deus falou uma vez; duas vezes ouvi isto: que o poder pertence a Deus”) tudo vem Dele estamos errados ao dividi-la com qualquer outro ser ou denominação, a Ele sempre o mais perfeito louvor. A Glória da Igreja é Cristo. Deus nunca dividiu sua glória com ninguém. As denominações e os líderes inescrupulosos devem se arrepender o quanto antes, ou sua parte será com os hipócritas onde há pranto e ranger dos dentes. Quantas vezes esses líderes dizem servir a Jesus e acabam por servir-se Dele com o pretexto de O glorificarem quando na verdade querem a Glória para sí, usando-O para se auto-promoverem como “Homens de Deus”, em mais um deslize para o Antigo Testamento, já que Paulo, Pedro, Tiago, João, Timóteo, e os outros nunca usurparam esse título para si, antes se auto proclamavam escravos de Cristo, cujo único interesse era promover, glorificar e honrar Aquele que tudo é.

Nós não temos a glória e nós não temos a honra, pois ela também é Dele.

A ELE A HONRA E GLÓRIA E O DOMÍNIO PELOS SÉCULOS DOS SÉCULOS!
NOTAS:
1 - Não vou colocar todas, pois não tenho todo o tempo do mundo, mas se você fala alguma e eu não postei não se sinta discriminado.
2 - Nossa palavra Igreja deriva etimologicamente da Palavra Grega Ekklesia.
3 - Para uma maior orientação sobre esse tema Acesse www.icp.com.br.
4 - http://www.youtube.com/user/inconformadostv#g/a
Por: Diogo Henrique de Sá
Contatos: diogo_hs@ig.com.br

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Em que e com quem estamos unindo? Pode haver união de trevas com luz?

Por Ilton Gonçalves

Há por aí uma nova onda, um ajuntamento que me parece estranho, dizendo que “juntos somos melhores”. O romanismo chama isso de ecumenismo, e eu pergunto: Juntos em torno de quê? Juntos em torno de quem? Juntos para fazer o quê?

Quero deixar claro que não me misturo.

O Evangelho não se mistura, cristianismo e mundanismo são como água e óleo.
Juntos somos melhores? Juntos com esse “evangelho” bíblicamente mesquinho?

Foram juntos que o povo rejeitou a Noé, foram juntos que começaram a construir Babel, foram juntos que venderam José, construíram o bezerro de ouro e que gritaram soltem Barrabás...

Me lembro de um a mistura registrada em Números 11:4 “E o populacho que estava no meio deles veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e também disseram: Quem nos dará carne a comer?”

Esse populacho está aí, pedindo para se juntarem a nós ou que nos juntemos a eles, com um evangelho anunciado por anjos, arcanjos, querubins, apóstolos(as), bispos(as), pastores(as), profetas/cantores. Eu? Não me misturo.

Quem não se lembra do amigo do Chaves? Sim, o Kiko? “Gentalha, gentalha, gentalha!”. O Evangelho é exclusivo, Cristo é ímpar, a Bíblia é a Palavra de Deus.

Juntos somos melhores? Está bem. Pode até ser... mas em torno de quê?

Juntos para um “louvorzão” onde o barulho é ensurdecedor e quando se identifica alguma coisa é: “Tira o pé do chãããoooo”, luzes de todas as cores e apóstolos para todo o lado gritando: “Eu profetizo, profetiza também....”, “hoje é o dia da restituição”... Juntos? Eu?

Juntos para um reteté, aliás a moda agora é o “pregador/profeta” sai no meio do povo colocando a mão em todas as pessoas e fazendo um som pra lá de estranho com a boca ( shiiiiiii, rrrrroooo, hiiiiiiii), juntos? Eu?

Junto com quem não acredita no Arrebatamento da Igreja, não crê que a Bíblia é a suficiente Palavra de Deus, e não tolera uma pregação genuinamente bíblica? Junto com aqueles que vivem a poder de descarrego, pisando o sal grosso e a Palavra também? Junto com essa gentalha que está sempre atrás de uma nova unção?

Não! Mil vezes NÃO.

Jesus amou, mas não se misturou nem abriu mão de sua missão; seus ensinos são inegociáveis. "Somos uma comunidade de poucos que não rezam pela cartilha do fanatismo moderno. Os iguais se atraem" (Pr Serafim Isidoro)

Termino aqui deixando algumas pérolas que tenho guardado em um caderninho antigo, já que alguns versículos bíblicos afastariam alguns leitores adeptos desse ecumenismo gospel:

“Nunca confie cegamente pois os vigaristas sobrevivem graças aos tolos”.
“O grito é a manifestação cabal de quem não tem argumento”.
“O barco foi feito para estar sobre a água, mas a água não deve entrar no barco”
“Muitos que freqüentam nosso templos não são seguidores de Cristo, mas fregueses; quando abrem uma nova porta vendendo a preços mais baixos, correm para lá”.
“Quanto mais a verdade se misturar com o erro, mais atraente e perigosa é para suas vítimas”.
“Quem não raciocina é um fanático; quem não pode raciocinar é um escravo; quem não se atreve a raciocinar é um tolo”.


Populacho, não contem comigo! O joio é semeado entre o trigo, mas é joio. Reconheço que existem muitos que se juntam para destruição da Palavra, mas também sei que ainda há "7 mil" dos que não se dobraram, nem se dobram a essa onda de "juntos somos melhores".

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

A Integridade Moral do Profeta Eliseu

Pr. Airton Evangelista da Costa
JesusSite

“Mas os que querem ficar ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (1 Tm 6.9-10).


Um homem íntegro. Integridade moral, de caráter, de fé. Ao saber que poderia pedir o que quisesse a Elias, quis apenas “uma porção dobrada do espírito” do profeta. (2 Reis 2.9). Essa unção valeria muito mais do que mil barras de ouro.


A sua retidão de caráter se revelou de forma cristalina quando recusou uma “bênção” de Naamã. O poderoso chefe do rei da Síria iniciou viagem com “dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupas” (5.5). Uma fortuna equivalente a mais ou menos trezentos e quarenta quilos de prata e setenta e cinco quilos de ouro, afora as roupas. As portas estariam abertas para ele e seria recebido com honras.


Habituado às reverências e aplausos na casa real, ficou decepcionado com a recepção que lhe dera Eliseu. Pensou que o profeta estaria perfilado, ele e seu moço, à porta de sua casa para saudá-lo. Não se pode negar que, fosse nos dias atuais, Naamã ficaria mui alegre. Teria imediato assento ao lado do celebrante, no púlpito, e seria o primeiro a dar seu testemunho antes e depois da cura.


Por isso, Naamã muito se indignou:


“Eis que eu dizia comigo: Certamente ele sairá, pôr-se-á em pé, invocará o nome do Senhor seu Deus, e passará a sua mão sobre o lugar, e restaurará o leproso” (5.11).


Há muitos apressadinhos que desejam uma solução rápida para seus problemas. Uma palavra mágica, uma oração urgente, um amuleto em que possam tocar e ficarem sarados. E ricos, muito ricos.


Deus não deseja curar apenas nossos males físicos. Muitas vezes, Ele nos faz caminhar pelo vale da sombra da morte, por caminhos que se nos parecem difíceis, portas e caminhos estreitos para quebrar nossa soberba. Não há vitória sem luta, como não há salvação sem arrependimento.
Naamã, que tinha um exército sob suas ordens, jamais imaginou que fosse obrigado, pelas circunstâncias, a submeter-se a um humilde homem. O profeta não se deu ao trabalho de falar pessoalmente com o poderoso chefão. Mandou um mensageiro:


“Vai, e lava-te sete vezes no Jordão, e a tua carne será curada e ficarás purificado” (5.10).


Naamã recebeu o recado como um insulto, uma afronta. Não aceitaria tal ultraje. Ele era o chefe do exército do rei, do rei da Síria. Merecia tratamento honroso. Mas resolveu ouvir o conselho de seus servos; olhou para a lepra que avançava; de que adianta ser um general de guerra e ser leproso? Será que esse tal de Eliseu não sabe que eu sou um homem rico?


A lepra do pecado é muito mais danosa. Eliseu poderia curar Naamã com poucas palavras, mas o leproso voltaria com a mesma soberba. Banhar-se no Jordão sete vezes seria equivalente a descer à casa do oleiro, a assimilar o princípio da obediência. Se Naamã tomasse seis banhos e não sete, não ficaria curado. Deus requer submissão total; entrega total; confiança total.


Após a cura, outra decepção. Instado a receber muitos quilos de ouro e prata como retribuição pelo benefício divino, o profeta simplesmente recusou. É possível que nem tenha conhecido o montante da “bênção”.


Naamã não sabia que existia esse tipo de homem. Pensava que todas as consciências poderiam ser compradas e todo o tipo de fortaleza moral poderia ser vencido com ouro e prata. Diante do que temos visto, o que os leitores acham que aconteceria hoje? Com certeza, receberia Naamã uma oração especial de meia hora; seria apresentado às ovelhas como o irmão Naamã, o maior benfeitor do ministério; seu nome seria colocado numa placa de ouro, em homenagem ao “grande homem de Deus”; seria convidado a ser dizimista da igreja.


Naamã encontrou no profeta uma fortaleza moral inexpugnável. Eliseu recebeu a unção de graça; de graça recebeu o dom da fé, os dons espirituais, a capacitação e a salvação. Receber uma oferta logo após uma cura seria mercadejar os dons recebidos.


O profeta era homem justo e temente a Deus. Sua resposta a Naamã foi uma ducha de água fria:


“Vive o Senhor, em cuja presença estou, que não a aceitarei” (5.16). Faço questão de repetir: “EM CUJA PRESENÇA ESTOU”. Eliseu tinha plena convicção de que Deus estava naquele lugar. Da mesma forma Deus está presente nas falcatruas dos “profetas de Deus” de hoje. A diferença é que Eliseu era íntegro.


Geazi, o moço de Eliseu, não tinha o mesmo pensamento e a mesma integridade. Por isso, recebeu o duro castigo de ficar leproso: “Portanto a lepra de Naamã se apegará a ti e à tua descendência para sempre” (5.27).


Alguns há que não sabem manipular grandes quantias em dinheiro sem se contaminarem. Os geazitas de hoje estão leprosos. São “profetas” a “apóstolos” leprosos. Deveriam se espelhar na integridade moral de Eliseu para servirem de exemplo para o rebanho. Deveriam ter vida “irrepreensível”. Porém, fazem moucos seus ouvidos à advertência do apóstolo:


“Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas e segue a justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão” (1 Tm 6.11).

Profecia e Cumprimento: O Servo que Veio “Porque o que diz respeito a mim mesmo tem seu cumprimento.” Lucas 22:37   Isaías, oito...