Google+ Álem M. Martins: 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Crente ou Discípulo?

 

 

por Leonardo Pitzer

É interessante que há alguns dias venho me questionando sobre algumas coisas acerca do evangelho e sobre nossa postura diante de Deus como servos.

Um amigo me disse essa semana:

Eu não quero ser obreiro, quero se servo.

E isso ficou na minha mente, pois conheço uma porção de crentes que fazem bico por que não se acham reconhecidos ou por que não tem um cargo que acham que por direito deveria ser seu. O que mais mexe comigo é saber que se Jesus fizesse cara feia por que o povo de Israel não o recebeu como rei e desistisse de tudo, hoje não seríamos redimidos do pecado. Coincidentemente, achei esse artigo que segue abaixo e que na minha opinião todo CRENTE deveria ler.

As pessoas lutam por cargos nas suas empresas, passam por diversas situações desconfortáveis em prol de um objetivo de crescimento e de um salário que atenda melhor suas necessidades e metas pessoais. Acordam cedo, chegam tarde, trabalham no fim de semana e aturam um extremo mal-humor do chefe, mas quando chegam na igreja ficam contando as horas para acabar o culto, se o pastor não cumprimenta como o crente acha que deveria, reclama. Acha que tudo tem que ser feito de acordo como ele acha que deveria e no fim, muda de igreja achando que o problema está ali.

Para sua surpresa, a igreja é uma maravilha, parece um pedacinho o céu. O que acontece de fato é que quando o crente começa a conhecer as pessoas e suas falhas, lá vamos nós de novo para outro processo que terminará na mudança de igreja novamente. Tenho então alguns questionamentos:

Onde fica Deus e suas promessas?

E o sacrifício de Jesus e seu mandamento sobre amar seu próximo como a ti mesmo?

O discípulo de Jesus pára sua caminhada para atender a esses apelos negativos, como fofocas, intrigas ou vaidades?

Leia os tópicos abaixo e diga se você é um crente ou um discípulo:

Todo discípulo é um crente, mas nem todo crente é um discípulo. Sabe porquê?

1) O crente espera pães e peixes; o discípulo é um pescador.

2) O crente luta por crescer; o discípulo luta para reproduzir-se.

3) O crente se ganha; o discípulo se faz.

4) O crente depende dos afagos de seu pastor; o discípulo está determinado a servir a Deus.

5) O crente gosta de elogios; o discípulo do sacrifício vivo.

6) O crente entrega parte de suas finanças; o discípulo entrega toda a sua vida.

7) O crente cai facilmente na rotina; o discípulo é um revolucionário.

8) O crente precisa ser sempre estimulado; o discípulo procura estimular os outros.

9) O crente espera que alguém lhe diga o que fazer; o discípulo é solícito em assumir responsabilidades.

10) O crente reclama e murmura; o discípulo obedece e nega-se a si mesmo.

11) O crente é; condicionado pelas circunstâncias; o discípulo as aproveita para exercer a sua fé.

12) O crente exige que os outros o visitem; o discípulo visita.

13) O crente busca na palavra promessas para a sua vida; o discípulo busca vida para receber as promessas da Palavra.

14) A crente pensa em si mesmo; o discípulo pensa nos outros.

15) O crente se senta para adorar; o discípulo anda adorando.

16) O crente pertence a uma instituição; o discípulo é uma instituição em si mesmo.

17) Para o crente, a habitação do Espírito Santo em si é sua meta; para o discípulo, é meio para alcançar a meta de ser testemunha viva de Cristo a toda criatura.

18) O crente vale porque soma; o discípulo vale porque multiplica.

19) Os crentes aumentam a comunidade; os discípulos aumentam as comunidades.

20) Os crentes foram trans formados pelo mundo; os discípulos transformaram, transformam e transformarão o mundo.

21) Os crentes esperam milagres; os discípulos os fazem.

22) O crente velho é problema para a igreja; o discípulo idoso é problema para o reino das trevas.

23) Os crentes se destacam construindo templos; os discípulos se fazem para conquistar o mundo.

24) Os crentes são fortes soldados defensores; os discípulos são invencíveis soldados invasores.

25) O crente cuida das estacas de sua tenda; o discípulo desbrava e aumenta o seu território.

26) O crente se habitua; o discípulo rompe com os velhos moldes.

27) O crente sonha com a igreja ideal; o discípulo se entrega para fazer uma igreja real.

28) A meta do crente é ir para o Céu; a meta do discípulo é ganhar almas para povoar o Céu.

29) O crente maduro finalmente é um discípulo; o discípulo maduro assume os ministérios para o Corpo.

30) O crente necessita de festas para estar alegre; o discípulo vive em festa porque é alegre.

31) O crente espera um avivamento; O discípulo é parte dele.

32) O crente agoniza sem nunca morrer; o discípulo morre e ressuscita para dar vida a outros.

33) O crente longe de sua congregação lamenta por não estar em seu ambiente; o discípulo cria um ambiente para formar uma congregação.

34) Ao crente se promete uma almofada; ao discípulo se entrega uma cruz.

35) O crente é sócio; o discípulo é servo;

36) O crente cai nas ciladas do diabo; o discípulo as supera e não se deixa confundir.

37) O crente é espiga murcha; o discípulo é grão que gera espigas saudáveis.

38) O crente responde talvez… o discípulo responde eis-me aqui.

39) O crente preocupa-se só em pregar o evangelho; o discípulo prega e faz outros discípulos.

40) O crente espera recompensa para dar; o discípulo é recompensado porque dá.

41) O crente é pastoreado como ovelha. O discípulo apascenta os cordeiros.

42) O crente se retira quando incomodado; o discípulo expulsa quem realmente quer incomodá-lo os demônios.

43) O crente pede que os outros orem por ele; o discípulo ora pelos outros.

44) Os crentes se reúnem para buscar a presença do Senhor; o discípulo carrega a Sua presença através do Espírito Santo.

45) Ao crente é pregada somente a salvação pelo Sangue de Jesus; O discípulo toma a Santa Ceia e anuncia às potestades do ar a vitória de Cristo sobre elas, para a Glória de Deus.

46) O crente segue tentando limpar-se para ser digno de Deus; o discípulo não se olha mais e faz a obra na fé de que Cristo já o limpou.

47) O crente espera que alguém lhe interprete as escrituras; o discípulo conhece a voz de seu Senhor e testemunha dEle.

48) O crente não se relaciona com membros de outras igrejas; o discípulo ama a todos pois isto é uma ordem de Deus, e só assim o mundo o reconhecerá como discípulo de Jesus.

49) O crente procura conselhos dos outros para tomar uma decisão; o discípulo ora a Deus, lê a Palavra e em fé toma a decisão.

50) O crente espera que o mundo melhore; o discípulo sabe que não é deste mundo e espera o encontro com seu Senhor. “O verdadeiro discípulo do Cristo é aquele que O segue até à morte e além dela, vivendo em todas as ocasiões (e incidentes) do seu caminho o sublime ensinamento do “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”".

domingo, 11 de setembro de 2011

Reforma já: Julgar ou não julgar, eis a questão.

Reforma já: Julgar ou não julgar, eis a questão.: “Não julgueis e não sereis julgados...”. Inúmeras foram as vezes que eu e você ouvimos e mencionamos tal texto mediante uma crítica que n...

11/9: atentado terrorista completa hoje 10 anos

DOMINGO, 11 DE SETEMBRO DE 2011


Hoje, o atentado ao World Trade Center está sendo lembrado em todo o mundo. Há dez anos, na manhã de 11 de setembro de 2001, dezenove terroristas ligados ao extremismo islâmico embarcaram em quatro voos domésticos na costa leste dos Estados Unidos para promoverem atentados contra edificações em Washington e Nova York.

As Torres Gêmeas, de fato, foram derrubadas por terroristas, ao contrário do que afirmam os conspiracionistas. Estes, adeptos da escatologia do terror, insistem em afirmar que o governo norte-americano as implodiu simplesmente para dizimar a população e satisfazer a illuminati.



São, no mínimo, risíveis as argumentações que tenho ouvido a respeito da tal tragédia e fico espantado quando vejo pessoas esclarecidas (até pastores!) acreditando nelas. Segundo uma matéria sensacionalista contida em um DVD e em canais do YouTube, a prova de que o governo norte-americano — o “grande satã” — teria derrubado as torres, promovendo um mega-sacrifício, baseia-se no fato de que vários edifícios altos já haviam pegado fogo antes e não caíram. Por que as maciças estruturas do World Trade Center desabaram tão facilmente, com o “simples” impacto de aviões cheios de combustível?


A reportagem sensacionalista não leva em conta que os dezenove terroristas estavam preparados e minuciosamente informados a respeito da estrutura daqueles edifícios; eles sabiam exatamente como derrubá-los. Por isso, os aviões atingiram pontos específicos, fazendo com que a parte superior deles descesse sobre a inferior. Esta não suportou o peso (mais de cem mil toneladas) e implodiu. De acordo com especialistas, as torres suportariam, no máximo, o choque de um Boeing 727. E foram usados pelos terroristas aeronaves 757 e 767. Eles sabiam o que estavam fazendo.


Em visita a Nova York, acompanhado do meu amigo Nilton Didini Coelho, que é engenheiro civil (foto), ele me disse: “Ciro, aqueles edifícios foram projetados para suportarem esforços físicos naturais: força do vento, chuvas, pequenos sismos, etc. Eles não estavam preparados para resistir a abalos mecânicos imprevisíveis. Os engenheiros do World Trade Center não tinham como prever que grandes aviões, cheios de combustível, poderiam se chocar com os edifícios exatamente naqueles andares”.


Perguntei ao engenheiro Didini: Será que o “simples” impacto de uma aeronave, em um dos andares, seria suficiente para derrubar toda aquela estrutura? E ele me respondeu que as colunas foram “empilhadas” de acordo como uma excentricidade que lhes dava estabilidade em conjunto com os ligamentos de cada pavimento. Ao serem atingidos, os pilares que se deslocaram do seu eixo fizeram com que os de cima viessem abaixo em pouco tempo.


Os teólogos do terror apreciam muito as teorias de conspirações ligadas aos Estados Unidos. Eles gostam de contrariar as versões oficiais, a fim de convencer a todos de que o governo norte-americano está a serviço dos “senhores do mundo”. Quando olhamos para a Bíblia, vemos que não cabe ao cristão esse tipo de julgamento calunioso (Mt 7.1,2).


Lembra-se da pergunta que fizeram a Jesus acerca da queda de uma torre em Siloé, a qual vitimou dezoito vidas? Qual foi a sua resposta? Ele não declarou quem era o culpado daquela tragédia, mas usou-a para advertir as pessoas de que elas precisavam se arrepender e buscar a Deus (Lc 13.2-5).


Não cabe a nós acusar os Estados Unidos de terem causado a implosão das Torres Gêmeas — primeiro, porque já está mais do que comprovado que elas caíram em decorrência dos aludidos atentados terroristas —, nem especular sobre pretensas interpretações proféticas que rodeiam a tal catástrofe. A nossa prioridade é pregar o Evangelho a todo o mundo (At 1.7,8), e não apontar os pecados da “grande nação pecadora”, acusando-a de ser títere ou subserviente de sociedades secretas.


Os teólogos do terror gostam de apontar os pecados norte-americanos. Mas, o que está escrito em 1 Coríntios 5.12,13? “Porque tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora”. No tempo da lei mosaica, os profetas denunciavam os pecados de Israel e das nações vizinhas. Hoje, esse tipo de julgamento pertence ao Senhor, pois estamos no tempo da graça. Cabe a nós o julgamento dos nossos próprios pecados, o qual deve sempre começar “pela casa de Deus” (1 Pe 4.17; 1 Co 11.31,32).


Por que essa ânsia de provar a todos que os Estados Unidos são os causadores da catástrofe no World Trade Center? Uns dizem que a illuminati e o Anticristo estão por trás de tudo; outros, que Deus castigou a “grande nação pecadora”; e outros, que Ele permitiu que aqueles ataques terroristas acontecessem para gerar um grande despertamento. Eu prefiro esta terceira opção.


Aquela tragédia, sem dúvidas, tocou a alma de muitos estadunidenses, especialmente os nova-iorquinos. A cidade famosa pela sua aparente frieza foi atingida em cheio, e uma profunda ferida foi aberta no coração coletivo. Muitas pessoas devem ter ponderado que podiam estar no lugar daquelas que saboreavam um delicioso Starbucks Coffee em um dos andares de uma das torres...


Jim Cymbala, pastor do Brooklyn Tabernacle, em Nova York, ao se referir aos dias que seguiram os atentados, afirmou: “A igreja estava repleta de gente, e, mesmo assim, o porteiro me disse que havia filas de pessoas que saíam da igreja. [...] Mais de seiscentas pessoas naquele domingo aceitaram o convite de entregar a vida ao Senhor em um ato de pura fé. [...] Ironicamente, o mal que o ódio cego e a violência suicida dos terroristas causou, Deus pode converter em bem e realizar uma grande colheita espiritual de almas. [...] não é hora de condenar e culpar. É hora de ter compaixão e, confiantes, renovar o testemunho em Jesus Cristo. Não é momento para ter medo ou fugir para algum lugar remoto e escondido” (A Graça de Deus no 11 de Setembro, Editora Vida, pp.17-25).


Não é tempo de aterrorizar o povo de Deus com especulações infundadas e inúteis. É momento de vigiar, orar e evangelizar o mundo (Mt 24.42-44; Mc 16.15).


Ciro Sanches Zibordi

11/9: você sabe mesmo o que aconteceu naquele dia?

 


Em agosto do ano passado, perto do aniversário de 9 anos dos aludidos atentados, tive o privilégio de visitar as duas cidades estadunidenses atingidas pelos terroristas, onde fiz importantes pesquisas para o meu novo livro Erros Escatológicos que os Pregadores Devem Evitar, já entregue à editora. Compartilho aqui uma parte das minhas conclusões.


Na manhã de 11 de setembro de 2001, dezenove terroristas islâmicos embarcaram em quatro voos domésticos na costa leste dos Estados Unidos para promoverem atentados contra edificações em Washington e Nova York. O ataque ocorreu ainda na manhã daquele dia, atingindo as duas torres do maior conjunto comercial do mundo. Elas vieram abaixo algumas horas depois de terem sido atingidas por duas aeronaves comerciais (Boeing 767), oriundas de Boston.

Outra aeronave, um Boeing 757, que havia decolado de Washington, D.C., com destino a Los Angeles, atingiu o prédio do Pentágono, destruindo parte do conjunto. Muitos funcionários do governo federal norte-americano perderam as suas vidas. Um quarto Boeing (modelo 757), que partira de Newark, Nova Jersey, com destino a São Francisco, acabou caindo em Shanksville, a 130 quilômetros ao sul de Pittsburgh, na Pensilvânia.


Tudo foi planejado fria e detalhadamente pelos terroristas, a fim de que os dois prédios principais do World Trade Center, com 110 andares cada um (mais de 400 metros de altura), viessem abaixo. Como eles abrigavam escritórios de centenas de empresas, de 25 países, cerca de cinquenta mil pessoas trabalhavam ali. Além disso, havia seis subsolos, com um centro comercial, estacionamento para dois mil carros e acesso para o metrô.


Os conspiracionistas insistem na ideia absurda de que os próprios Estados Unidos ordenaram os atentados, obedecendo à ordem dos bilderbergs. Mas há muitas provas de que os quatro sequestros simultâneos foram planejados por terroristas árabes, a mando de Osama bin Laden, morto neste ano, no Paquistão. Como se sabe, as Torres Gêmeas foram construídas para resistir ao impacto de um Boeing 727. E os terroristas — que sabiam o que estavam fazendo — usaram os modelos 757 e 767.
É claro que os prédios não caíram apenas por causa dos aviões. As imagens mostram que eles entraram pelas janelas, numa manobra que revelou a enorme perícia dos pilotos. O modo como os terroristas acertaram as torres indicam que o planejamento do ataque foi minucioso. Acima de oitocentos quilômetros por hora, um grande avião empurra uma grande quantidade de ar à sua frente, a ponto de ser impossível acertar em cheio um paredão. Por isso, os pilotos voaram a 450 quilômetros por hora e optaram pela trajetória curva, ao atingir o alvo.


No caso do Pentágono, em que não há imagens do momento do impacto, nota-se como o ataque foi pormenorizadamente planejado. Os pilotos mostraram possuir conhecimento e habilidade de quem passou muito tempo treinando em simuladores de voo. Eles, inclusive, mantiveram desligados os transponders, equipamentos que emitem sinais eletrônicos sobre a localização das aeronaves. Como queriam publicidade máxima, eles ordenaram que passageiros ligassem para parentes e avisassem dos sequestros.


Muita gente não acredita que as Torres Gêmeas vieram abaixo em decorrência do choque dos aviões. Já ouvi até ensinadores cristãos dizendo que tudo foi orquestrado pelo governo norte-americano. Inclusive, segundo eles, já havia explosivos dentro dos prédios! Os aviões, nesse caso, cheios de passageiros, teriam sido usados apenas para dar aos Estados Unidos um álibi.


A ideia de que o próprio governo estadunidense atacaria o seu povo, em si, já é contraditória. Quem a defende, porém, apresenta argumentações aparentemente plausíveis. Afinal, como o país mais poderoso do mundo permitiria que ícones de sua identidade nacional fossem alvejados com desconcertante facilidade?


Como o governo estadunidense, que gasta bilhões de dólares por ano em inteligência — só a CIA tem dois mil agentes no exterior —, não conseguiu prever os atentados de 11 de setembro de 2001? Como um sistema caríssimo de vigilância eletrônica por satélites, capaz de identificar até pontas de cigarros jogadas fora por guerrilheiros no Afeganistão, não descobriu o plano dos terroristas de Osama bin Laden?


Os Estados Unidos possuem um sistema de vigilância por meio de aviões, navios e cinco mil pontos de captação de informações no mundo inteiro. Como toda essa tecnologia, que permite rastrear uma ligação de celular em qualquer lugar do planeta, não impediu que quatro terroristas sequestrassem aviões, em aeroportos diferentes, e os arremessassem contra símbolos do poder norte-americano?


Causa estranheza o fato de os Estados Unidos não terem conseguido evitar a ação dos terroristas islâmicos. Mas quem já esteve em alguns aeroportos norte-americanos sabe que o seu sistema de segurança não é tão eficaz como parece, sobretudo por causa do grande fluxo de passageiros. Ademais, a maior potência do mundo não esperava um ataque aparentemente simples. Ela se preparou para se defender de mísseis, bombas, armas biológicas ou químicas, etc. Nunca imaginou que seria atacada por aviões comerciais. Isso mostra o quanto os terroristas foram sagazes.


Por outro lado, mesmo com toda a sua tecnologia de ponta, os Estados Unidos ainda têm muita dificuldade para descobrir os planos secretos dos grupos terroristas, que, com o passar dos anos, aprenderam a se comunicar sem interceptações. Veja quanto tempo se levou para executar Osama bin Laden! Ele conseguiu ficar escondido por quase dez anos, após os ataques de 2001. Como o homem mais procurado do mundo se instalou no Paquistão e viveu relativamente tranquilo?


Os terroristas contam com a simpatia de líderes e instituições religiosas de dezenas de nações de população muçulmana, como Egito e Sudão, que, inclusive, colaboram com ajuda financeira. Agentes do FBI que investigaram os atentados de 11 de setembro descobriram que Bin Laden e seus homens receberam apoio logístico direto dos países dominados pelo islamismo, como Iraque, Iêmen e Argélia.


Houve também um certo descuido do governo estadunidense. O último ataque terrorista de grande porte havia ocorrido em 1995, em Oklahoma — perpetrado por um fanático doméstico, Timothy McVeigh —, deixando 168 mortos. Enquanto a Europa e o Oriente Médio sofreram com bombas e tiroteios, os Estados Unidos estavam, aparentemente, controlando toda e qualquer ação terrorista. Pelo fato de eles terem passado mais de quinze anos sem nenhum ataque de grandes proporções, acabaram afrouxando o sistema de segurança e foram surpreendidos.


Recentemente, como disse acima, visitei Nova York e realizei pesquisas a respeito dos atentados de 11 de setembro de 2001. Por incrível que pareça, há nos Estados Unidos adeptos da escatologia do terror — discípulos de Alex Jones, Peter Joseph e David Icke —, que insistem em afirmar que o próprio governo norte-americano implodiu as Torres Gêmeas, simplesmente para dizimar a população e satisfazer os bilderbergs.


São risíveis as argumentações que tenho ouvido a respeito da tal tragédia e fico espantado quando vejo pessoas esclarecidas acreditando nelas. Segundo uma matéria sensacionalista contida em um DVD e em canais do YouTube, a prova de que o governo norte-americano teria derrubado as Torres Gêmeas, promovendo um mega-sacrifício, baseia-se no fato de que vários edifícios altos já haviam pegado fogo antes e não caíram. Por que as maciças estruturas do World Trade Center desabaram tão facilmente, com o “simples” impacto de aviões cheios de combustível?


Cada aeronave colidiu contra as armações de aço e vidro dos prédios com uma força de impacto equivalente a mais de mil vezes o próprio peso. Considerando que a estrutura dos aviões é de alumínio, no momento do choque, a parte da frente de sua fuselagem foi amassada como se fosse um pedaço de papel. Os seus ocupantes e tudo o que estava no interior das aeronaves foram arremessados à frente, com a frenagem brusca, e esmagados, pulverizados, desintegrados, carbonizados, no momento da explosão.


Havia aço suficiente nas torres para a construção de inúmeros monumentos idênticos à Torre Eiffel, de Paris, França. A mistura de aço incandescente com areia, móveis, papéis, equipamentos, vidro, ferro, tecidos e plásticos fez com que boa parte das vítimas literalmente desaparecesse em meio aos escombros.


Os aviões estavam com os tanques cheios — tinham combustível para mais quatro mil quilômetros de voo —, o que ocasionou grandes explosões, capazes de impedir que as pessoas dos andares superiores descessem. Quem trabalhava nos andares das explosões sofreu morte imediata. As pessoas que estavam acima do 103º. andar da Torre Norte ou acima do 93º. da Torre Sul não tiveram a mínima chance de escapar. As que estavam nos andares inferiores, mesmo feridas ou assustadas com a oscilação das torres, conseguiram descer a tempo.


Estima-se que a temperatura nos locais de impacto chegou mil graus Celsius. O aço se funde a 1.300 graus. Mas o calor foi suficiente para diminuir a rigidez desse metal. Além disso, com o choque, várias colunas que formavam a armação exterior das torres foram deslocadas. Começava aí um rápido processo de enfraquecimento das suas estruturas, que culminaria em uma surpreendente implosão.


Em minha visita às obras do World Trade Center, em Nova York, estava acompanhado do meu amigo Nilton Didini Coelho, que é engenheiro civil. Devidamente informado sobre as Torres Gêmeas, ele afirmou que aqueles edifícios haviam sido projetados para suportar a força do vento, as chuvas, pequenos sismos e até choque de aviões. Mas não estavam preparados para resistir a abalos mecânicos imprevisíveis, decorrentes de ataques minuciosamente planejados. Os engenheiros do World Trade Center não tinham como prever que grandes aviões, cheios de combustível, poderiam se chocar com os edifícios exatamente naqueles andares.


Perguntei ao engenheiro Didini: “O ‘simples’ impacto de uma aeronave seria suficiente para derrubar toda aquela estrutura de aço?” E ele me respondeu que as colunas estavam “empilhadas” de acordo como uma “excentricidade” que lhes dava estabilidade em conjunto com os ligamentos de cada pavimento. Ao serem atingidos, os pilares que se deslocaram do seu eixo fizeram com que os de cima viessem abaixo em pouco tempo. Isso mostra que os terroristas previram esse efeito cascata de destruição ao planejar os atentados.


Os pregadores das teorias da conspiração não levam em conta que os mentores do atentado conheciam minuciosamente a estrutura daqueles edifícios, e que os dezenove terroristas sabiam exatamente como derrubá-los. Por isso, os aviões atingiram pontos específicos, fazendo com que a parte superior deles descesse sobre a inferior, como uma britadeira. Que estrutura suportaria o peso de mais de cem mil toneladas caindo sobre ela?


Se os aviões tivessem sido lançados a esmo contra os prédios, estes provavelmente não teriam caído. Mas nada aconteceu por acaso. As colunas externas começam grossas embaixo e se afinam na medida em que precisam suportar menos peso. Os terroristas sabiam exatamente onde era o lugar mais vulnerável e que produziria o efeito desejado. Quando o aço começou a se deformar, pelo calor, tudo o que estava em cima veio abaixo e funcionou como um martelo — que ganhava mais peso a cada andar que descia.

Leia mais sobre isso em meu novo livro
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Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Copa 2014: Belo Horizonte dá show na comparação com outras sedes

 

O UOL publicou neste sábado, 20 de agosto, dentro da área especial sobre a Copa do Mundo de 2014, uma reportagem que mostra a enorme vantagem de Belo Horizonte sobre as outras cidades-sede.

Entre outros aspectos, o texto destaca o ritmo e o modelo das obras do Mineirão, com prazo firme para conclusão e o regime de parceria público-privada (PPP), bem como o fato de os oito projetos de mobilidade urbana da Prefeitura de Belo Horizonte terem sido aprovados pelo governo federal. Os elogios incluem a qualidade dos projetos executivos da PBH e o cuidado com questões ambientais e desapropriações.

BH bem que merece abrir a Copa… Leia o texto abaixo!!

Obras no Mineirão
Obras na futura esplanada do Mineirão - Foto: Sylvio Coutinho

Belo Horizonte supera todas as sedes da Copa e Mineirão será entregue em 2012

UOL Copa do Mundo 2014, 20/08/2011

Quando o assunto é Copa-2014, Belo Horizonte vem ganhando de goleada das outras 11 sedes. O novo Mineirão com capacidade para 65 mil pessoas será entregue dezembro de 2012, dois anos depois de iniciada a reforma que alterou completamente a arquitetura do estádio. BH é candidata a sediar a abertura do Mundial junto com o Itaquerão, que custará quase o dobro do preço e só será entregue em 2014, três anos depois de iniciada a obra.

A comparação entre Belo Horizonte e outras sedes da Copa é inevitável. A semelhança do modelo mineiro com o modelo usado pelo Corinthians, por exemplo, se restringe à busca do empréstimo junto ao BNDES. O estádio corintiano é privado, o mineiro é do Estado. O atraso das obras no Itaquerão se deve à elaboração de um modelo que possa ser aceito pelo sistema financeiro e esbarra no rigor do BNDES na exigência de garantias de até 130% do valor emprestado. No caso mineiro, o Estado abriu mão da gestão da arena por 25 anos em troca da reforma. Esse contrato é chamado de parceria público-privado.

O sucesso de BH chega a impressionar a burocracia de Brasília, que vem trabalhando com os pedidos de empréstimo para construção das arenas e projetos de mobilidade urbana. Os técnicos em projetos enxergam Belo Horizonte como “ um exemplo no preenchimento de todos protocolos estabelecidos”.

A celebração vem também das obras de mobilidade urbana. Dos oito projetos encaminhados para melhoria dos transportes coletivos da capital mineira, todos foram contratados junto à Caixa Econômica. O dinheiro está no PAC da Copa, na carteira do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. O total a ser investido na execução dos projetos é de R$ 1,48 bilhão mas a CEF deve financiar cerca de 80% desse valor: R$ 1,02 bilhão.

Mineirão x BNDES

“Entre todas as sedes, Belo Horizonte é a que vem apresentando o melhor índice técnico na elaboração dos projetos, considerando detalhes técnicos e sociais como desapropriações e impacto ambiental”, explicou um executivo ligado ao processo de adequação de projetos e liberação de dinheiro, do Distrito Federal.

E se a cidade está sendo recortada por novos corredores de ônibus e estações de embarque e desembarque de passageiros, o novo Mineirão avança no formato de parceria público privada ( PPP), a um custo estimado em R$ 665 milhões. O consórcio Minas Arena ainda não conseguiu contratar o empréstimo de até R$ 400 milhões junto ao BNDES. O pedido está sendo analisado pelos gerentes do banco estatal.

Por enquanto, tudo está dando certo: “Com esse modelo de parceria, o Estado não desembolsa recursos durante a execução da obra e não há aditivos. Não há alteração no valor da obra nem no cronograma”, explicou a assessoria da Secretaria da Copa, montada apenas para fazer a gestão estratégica do mundial de 2014.

Para reformar o Mineirão dentro do padrão exigido pela Fifa, 3 construtoras (Egesa, Hap e Construcap) criaram a empresa Minas Arena para dialogar diretamente com o governo estadual. As três empresas bancam toda a obra e recebem, em troca, a concessão de uso da arena por 25 anos, sem renovação automática.

Caso o novo estádio não gere a receita esperada por qualquer motivo, caberá ao governo mineiro diminuir o impacto do prejuízo remunerando os concessionários.

“Em caso de atraso há sanções ao parceiro privado”, explicou a assessora da Secopa. “O desembolso posterior do Estado é diluído em 25 anos, no caso do Mineirão, e vai depender do desempenho do negócio ( quando mais o Mineirão der lucro menos o Estado remunera o parceiro privado).

Clique para ler a íntegra do UOL.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Membros da Renascer dão nota ZERO para o patriarca Renê Terra Nova

 

A última conferência apóstolica da agremiação Renascer contou com a presença de vários preletores convidados, entre estes, Renê Terra Nova.

 

O site de membros da Renascer fez matéria sobre o evento e atribuiu notas aos preletores convidados.

Terra Nova tomou um ZERO.

A nota ZERO e a justificativa da Folha Renascer :

Zero: Para o apóstolo Renê Terra Nova que em sua ministração na Conferência Apostólica focou em seu "poder" de ser um apóstolo. Esquecendo totalmente de Deus, Renê afirmou por diversas vezes que somente através dos apóstolos é que Deus opera milágres, prodigios e maravilhas.  Renê Terra Nova esqueceu que Deus usa quem Ele quer, no momento que Ele quiser, não precisa ser apóstolo, bispo, pastor ou qualquer outra coisa na hierarquia "apostólica".  O que diria a mula de Balaão hoje?!.


Eu sou apostólico


Em outra máteria disponível no site Folha Renascer, por Paulo Campos, a participação de Renê Terra Nova é classificada como "terrorismo bíblico":

Por orientação de Renê, os participantes da conferência tiveram que repetir por diversas vezes "eu sou apostólico", com frases repetitivas e fora dos contextos bíblicos, Renê se gloriava por levar o título de apóstolo.

Com base em I Corintios 12:28 Renê Terra Nova afirmou que é fundamental a existência do apóstolo:

"Os milágres só acontecem hoje por causa do povo apostólico" e explicou porque Deus escolheu primeiramente o apóstolo: "O apostólico é aquele que abre todas as portas, é por causa dele que os outros são formados. Os apóstolos são aqueles que dão passagem aqueles que estão chegando. Durante muito tempo, a Igreja perdeu o sobrenatural, pois fechou a porta para os apóstolos. A ideia apostólica é uma idéia divina. Veio do coração de Deus para doutrinar o povo para viver milágres prodígios e maravilhas. Os apóstolos são embaixadores, patriarcas e generais" disse.

Para Renê os apostólicos são aqueles que estão debaixo da cobertura de um apóstolo.

Leia algumas frases anti-bíblicas e hilárias de Renê Terra Nova na Conferência Apostólica:

"Todo povo apostólico é um sonhador, então conte-me seu sonho que eu te direi seu caminho"

"Quando chega um apóstolo, os principados e potestades saem correndo"

"Você é uma idéia de Deus"

"O povo apostólico é mestre na arte de receber"

"todo apóstolo é um profeta mas nem todo profeta é um apostolo"

"Deus só sabe fazer uma coisa: milagre"

"O apóstolo é a visão perfeita de Deus"

"Quando o manto apostolico (apóstolo) recebe ataques... é diferente dos outros mantos como o de pastores. Nosso manto é o da linha de frente"

"O apóstolo é aquele que abre todas as portas"

"Com a volta do manto apostólico aconteceu os sinais, prodígios e maravilhas"

"Deus quer a volta do manto apostólico para que volte os sinais, prodígios e maravilhas"

"Os apostólicos são os responsáveis pelos milágres que estão acontecendo hoje"

"...Eu juro..."

"São os apóstolos que são os responsáveis para fazer a rota do caminho real. Somos patriarcas, enviados de Deus para o grande milágre. Deus usa os apostólicos para fazer milágres, prodígios e maravilhas"

"Os apóstolos tem a responsabilidade de abrir caminhos"

"Os apóstolos vivem no futuro. Nós (apóstolos) vamos emitir um decreto"

Genizah

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ana Paula Valadão está sendo investigada por desvio de verba pública

 

O Ministério Público suspeita que a cantora gospel Ana Paula Valadão tenha usado dinheiro da prefeitura de Natal (RN) e do governo do Estado do Rio Grande do Norte para gravar um DVD ao vivo.

A prefeitura pagou à cantora R$ 250 mil para uma apresentação da banda que ocorreu no dia 16 de julho em uma praia da cidade, mas o que teria havido na verdade foi uma gravação de DVD ao vivo do Diante do Trono, aproveitando a presença do público, estimado em 60 mil pessoas. Do governo do Estado, evangélica obteve R$ 40 mil, o que dá o total de R$ 290 mil. Não está claro quem pagou os custos da gravação do DVD.

De acordo com o Diário Oficial do Município, a cantora firmou um convênio com a Fundação Osásis, que é subsidiada pelo município de Natal, para “proporcionar a divulgação turística da cidade de Natal” (gargalhadas deste editor) por intermédio da apresentação da banda. O convênio não previa nenhuma gravação de DVD.
Valadão deu entrevista negando que os custos de gravação e produção do DVD tenham sido viabilizados com a verba do patrocínio da prefeitura de Natal. Mas admitiu o “apoio logístico”. "O apoio da Prefeitura e do Governo é com a estrutura de segurança, banheiros, trânsito. Enfrentamos dificuldades em outras cidades. Aqui, não", disse.

Ana Paula Valadão aposta na ingenuidade do seu público. Faz questão de esquecer que o maiores custos na realização de qualquer DVD de um mega show são as despesas com os artistas, palco, iluminação, som, transporte e tudo o mais necessário para fazer o referido mega show acontecer.

Se a intenção de Valadão era usar o mega evento para produzir o tal DVD ao vivo, o que é muito justo, o melhor seria deixar isto claro em contrato, dando destinação às verbas recebidas, segundo o orçamento aprovado, cabendo à prefeitura de Natal concordar, ou não com o referido projeto. Não há impedimento algum para uma prefeitura, governo federal ou estadual patrocinar livros, DVDs, expressões artísticas e até corrida de tartaruga, seguindo os procedimentos da legislação de cada esfera do governo.

Contudo, ao que parece, a produção do Diante do Trono não fez prever esta possibilidade no contrato assinado com a parte. Resolveu fazer um "bem bolado", um tutú à mineira, etc. Isto dá margem ao MP, tribunal de contas, oposição legislativa do governo da cidade e seja lá mais quem for: fazer oposição, constranger, explorar o episódio com uma denúncia de uso indevido da verba pública. Foi o que ocorreu. O Ministério Público pediu à prefeitura esclarecimento sobre a destinação do dinheiro liberado.

Mais uma vez insisto: Esta mania de crente Gerson que quer levar vantagem em tudo, dominante entre os neopentecostais é um testemunho pavoroso.

André Valadão também gosta...

No mês passado foi o seu irmão, André Valadão, o acusado pela imprensa de estar pleiteando verbas públicas para realização de shows.

Após ficar ciente das notícias na internet dando conta de que André Valadão teria conseguido captar uma alta quantia em dinheiro - mais precisamente R$ 1.091.240,00 - do Ministério da Cultura para realizar shows gospel, a sua assessoria divulgou nota de esclarecimento. Segundo André, o montante em dinheiro foi aprovado para ser liberado pelo Ministério da Cultura a partir de um projeto elaborado por uma produtora, sem o seu conhecimento, e que propôs realizar uma turnê do cantor, porém, apesar do projeto ter sido aprovado pelo M.C. em fevereiro de 2011, o músico ainda não havia sido contactado pela empresa produtora. Segundo a nota, a apresentação de tais projetos de incentivo não dependem da assinatura dos artistas envolvidos e nem sempre são realizados, mesmo quando aprovados, podendo inclusive ser prorrogados visto que tem prazo de validade longo.

O editor de Genizah que tem experiência com a aprovação de projetos de incentivo cultural confirma que estas práticas são mesmo comuns. As produtoras aprovam projetos, em alguns casos, sem amarrar todas as pontas. A autorização de realização, contudo, só sai após a apresentação de documentação e detalhamento, incluindo declarações dos artistas. Já a liberação dos recursos passa por processo rigoroso e auditado. Ou seja, as informações da assessoria de André Valadão são plausíveis.

Já a questão do uso de verba pública para atividade religiosa é outra conversa. Neste ponto, é bom deixar claro: Se estes artistas gospel são, de fato, artistas e ponto final, que gozem das possibilidades abertas aos demais artistas brasileiros seculares. Se insistem, contudo, em se dizer "levitas", donos de ministérios, contumazes arrecadadores de "ofertas vultosas" em igrejas para shows espirituais... Neste caso, a conversa é outra.

Está ficando chata esta "conversinha para boi dormir" de alternar entre o espiritual e o produto cultural de consumo de massa, conforme a conveniência do momento.

Genizah

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Morre John Stott aos 90 anos

 

Esse 27 de julho amanheceu mais triste e mais cinza. Às 3h15 da manhã, em Londres, faleceu John Stott, aos 90 anos de idade, completados no dia 27 de abril deste ano. Segundo Benjamin Homan, presidente da John Stott Ministries, a sua morte foi em decorrência das complicações de saúde relacionadas à idade avançada, que trazia muitos desconfortos para ele nas últimas semanas. Stott era considerado um dos mais importantes e respeitados teólogos contemporâneos, além de líder destacado da igreja evangélica mundial.

Stott pastoreou a Igreja All Souls, em Londres, durante décadas. Sua posse nessa igreja se deu em 1950. Também serviu por anos a família real inglesa como capelão.

Estudou na Trinity College Cambridge, onde se formou em primeiro lugar da classe, tanto em francês como em teologia. É doutor honorário em várias universidades na Inglaterra, Estados Unidos e Canadá.

Autor de muitos livros, escritos sempre com profundidade, simplicidade, sólida fundamentação bíblica e em diálogo com a cultura contemporânea. Dentre eles destacam-se alguns títulos: “Crer também é pensar”, “Porque sou cristão”, “A cruz de Cristo”, “Eu creio na pregação”, “Cristianismo Equilibrado”, “Entenda a Bíblia”. “Ouça o Espírito, ouça o mundo”, “O discípulo radical”, que é a sua última obra, lançada no Brasil em 2010, pela Editora Ultimato.

Seu livro mais conhecido, “Cristianismo básico”, vendeu mais de 2 milhões de cópias e já foi traduzido para mais de 60 línguas.

Como Billy Graham foi um dos destacados líderes do Congresso Internancional de Evangelização Mundial, conhecido como Lausanne, na Suíça, em julho de 1974. Ele foi o líder da comissão que redigiu finalmente o conhecido Pacto de Lausanne, mais importante documento da fé evangélica mundial da segunda metade do século XX.

Celibatário consciente, Stott nunca se casou nem teve filhos. Viveu os últimos dias acamado numa casa de repouso nos arredores de Londres, onde recebia o carinho, as visitas e as orações de pessoas próximas.

Deus seja louvado pela vida preciosa deste ser humano especial, discípulo radical de Cristo e exemplo de fé e ação evangélica para o mundo hoje. Vida que agora é recolhida nos braços eternos do Senhor, até o aguardado dia da ressurreição.

Texto escrito por Clemir Fernandes e Carlinhos Veiga.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

É Sempre uma Falta de Amor Criticar e Julgar?

Postado por Augustus Nicodemus Lopes

do Blog O TEMPORA! O MORES!

Tornou-se comum evangélicos acusarem de falta de amor outros evangélicos que tomam posicionamentos firmes em questões éticas, doutrinárias e práticas. A discussão, o confronto e a exposição das posições de outros são consideradas como falta de amor.


Essa acusação reflete o sentimento pluralista e relativista que permeia a mentalidade evangélica de hoje e que considera todo confronto teológico como ofensivo. Nossa época perdeu a virilidade teológica. Vivemos dias de frouxidão, onde proliferam os que tremem em frêmito diante de uma peleja teológica de maior monta, e saem gritando histéricos, "linchamento, linchamento"!


Pergunto-me se a Reforma protestante teria acontecido se Lutero e os demais companheiros pensassem dessa forma.


É possível que no calor de uma argumentação, durante um debate, saiam palavras ou frases que poderiam ter sido ditas ou escritas de uma outra forma. Aprendi com meu mentor espiritual, Pr. Francisco Leonardo Schalkwijk, que a sabedoria reside em conhecer “o tempo e o modo” de dizer as coisas (Eclesiastes 8.5). Todos nós já experimentamos a frustração de descobrir que nem sempre conseguimos dizer as coisas da melhor maneira.


Todavia, não posso aceitar que seja falta de amor confrontar irmãos que entendemos não estarem andando na verdade, assim como Paulo confrontou Pedro, quando este deixou de andar de acordo com a verdade do Evangelho (Gálatas 2:11). Muitos vão dizer que essa atitude é arrogante e que ninguém é dono da verdade. Outros, contudo, entenderão que faz parte do chamamento bíblico examinar todas as coisas, reter o que é bom e rejeitar o que for falso, errado e injusto.


Considerar como falta de amor o discordar dos erros de alguém é desconhecer a natureza do amor bíblico. Amor e verdade andam juntos. Oséias reclamou que não havia nem amor nem verdade nos habitantes da terra em sua época (Oséias 4.1). Paulo pediu que os efésios seguissem a verdade em amor (Efésios 4.15) e aos tessalonicenses denunciou os que não recebiam o amor da verdade para serem salvos (2Tessalonicenses 2.10). Pedro afirma que a obediência à verdade purifica a alma e leva ao amor não fingido (1Pedro 1.22). João deseja que a verdade e o amor do Pai estejam com seus leitores (2João 3). Querer que a verdade predomine e lutar por isso não pode ser confundido com falta de amor para com os que ensinam o erro.


Apelar para o amor sempre encontra eco no coração dos evangélicos, mas falar de amor não é garantia de espiritualidade e de verdade. Tem quem se gabe de amar e que não leva uma vida reta diante de Deus. O profeta Ezequiel enfrentou um grupo desses. “... com a boca, professam muito amor, mas o coração só ambiciona lucro” (Ezequiel 33.31). O que ocorre é que às vezes a ênfase ao amor é simplesmente uma capa para acobertar uma conduta imoral ou irregular diante de Deus. Paulo criticou isso nos crentes de Corinto, que se gabavam de ser uma igreja espiritual, amorosa, ao mesmo tempo em que toleravam imoralidades em seu meio. “... contudo, andais vós ensoberbecidos e não chegastes a lamentar, para que fosse tirado do vosso meio quem tamanho ultraje praticou? Não é boa a vossa jactância...” (1Co 5.2,6). Tratava-se de um jovem “incluído” que dormia com sua madrasta. O discurso das igrejas que hoje toleram todo tipo de conduta irregular em seus membros é exatamente esse, de que são igrejas amorosas, que não condenam nem excluem ninguém.


Ninguém na Bíblia falou mais de amor do que o apóstolo João, conhecido por esse motivo como o “apóstolo do amor” (a figura ao lado é uma representação antiquíssima de João) Ele disse que amava os crentes “na verdade” (2João 1; 3João 1), isto é, porque eles andavam na verdade. "Verdade" nas cartas de João tem um componente teológico e doutrinário. É o Evangelho em sua plenitude. João ama seus leitores porque eles, junto com o apóstolo, conhecem a verdade e andam nela. A verdade é a base do verdadeiro amor cristão. Nós amamos os irmãos porque professamos a mesma verdade sobre Deus e Cristo. Todavia, eis o que o apóstolo do amor proferiu contra mestres e líderes evangélicos que haviam se desviado do caminho da verdade:
- “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19).


- “Quem é o mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo?

Este é o anticristo, o que nega o Pai e o Filho” (1Jo 2.22).


- “Aquele que pratica o pecado procede do diabo” (1Jo 3.8).


- “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo” (1Jo 3.10).


- “todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo” (1Jo 4.3).


- “... muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo... Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus... Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más” (2Jo 7-1).


Poderíamos acusar João de falta de amor pela firmeza com que ele resiste ao erro teológico?


O amor que é cobrado pelos evangélicos sentimentalistas acaba se tornando a postura de quem não tem convicções. O amor bíblico disciplina, corrige, repreende, diz a verdade. E quando se vê diante do erro seguido de arrependimento e da contrição, perdoa, esquece, tolera, suporta. O Senhor Jesus, ao perdoar a mulher adúltera, acrescentou “vai e não peques mais”. O amor perdoa, mas cobra retidão. O Senhor pediu ao Pai que perdoasse seus algozes, que não sabiam o que faziam; todavia, durante a semana que antecedeu seu martírio não deixou de censurá-los, chamando-os de hipócritas, raça de víboras e filhos do inferno. Essa separação entre amor e verdade feita por alguns evangélicos torna o amor num mero sentimentalismo vazio.


O amor, segundo Paulo, “é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1Coríntios 13.4-7). Percebe-se que Paulo não está falando de um sentimento geral de inclusão e tolerância, mas de uma atitude decisiva em favor da verdade, do bem e da retidão. Não é de admirar que o autor desse "hino ao amor" pronunciou um anátema aos que pregam outro Evangelho (Gálatas 1). Destaco da descrição de Paulo a frase “O amor regozija-se com a verdade” (1Coríntios 13.6b). A idéia de “aprovar” está presente na frase. O amor aprova alegremente a verdade. Ele se regozija quando a verdade de Deus triunfa, quando Cristo está sendo glorificado e a igreja edificada.


Portanto, o amor cobrado pelos que se ofendem com a defesa da fé, a exposição do erro e o confronto da inverdade não é o amor bíblico. Falta de amor para com as pessoas seria deixar que elas continuassem a ser enganadas sem ao menos tentar mostrar o outro lado da questão.

terça-feira, 14 de junho de 2011

"... SE PREOCUPE NÃO, TODO MUNDO FAZ ..."

Domingos Pascoal

O pai dirige seu automóvel com o filho ao lado. De repente o carro entra na contramão. O menino se assusta e diz: - pai, não é proibido entrar aqui? - Tem nada não, filho, todo mundo faz isso. Só estou dando uma "roubadinha" para encurtar o caminho.


Fim de semana, ele leva a família para almoçar fora. Restaurante de luxo, comida boa e cerveja bem gelada. Toma umas três, mesmo sob o protesto da esposa que diz: - "home, tu vai dirigi". Não dá importância. Na hora de pagar, olha o valor R$ 70.00. Chama o garçom e diz: “quero uma nota fiscal de R$ 150,00, tire a nota como almoço de negócio e em nome da empresa. - Sim, ia esquecendo, bote a data de quarta-feira”. E arremata para todos da mesa escutar: “lá na firma todo mundo faz isso”.


No caminho de casa há uma "blitz". O guarda manda parar. Ele percebe-se logo embriagado, “ziguezagueando” na pista, além de estarem todos sem cinto de segurança. Mas o motorista, muito esperto, antes de parar, diz: - mulher, tira "deizinho" aí, ligeiro, ligeiro, que é para a gente dar a esse guarda, se não ele vai encrencar. "Se preocupem não, é normal todo mundo faz".


Parece tudo muito natural. Quem ousa contestar? Ficam todos calados. O Juninho, imagina o pai, é uma criança, portanto não vai entender nada disso. Porém, enquanto isso, o Juninho está pensando: “é, este meu pai é inteligente mesmo. Ele tem uma solução para tudo”.


O tempo passa, o menino cresce, agora é adolescente ou, como chamam por aí, "aborrecente". Momentos de contestação de valores, de socialização complicada. E coisas estranhas começam a aparecer. Os primeiros sintomas são pedidos como, por exemplo, dinheiro para comprar um livro de "javanês", pois é exigência do Colégio. O pai fica em dúvida, por não conhecer a disciplina. Mas está tudo diferente mesmo, deve ser invenção destas escolas modernas. Libera o dinheiro. Afinal são apenas R$ 200,00.


Percebe também que nunca mais o filho mostrou-lhe o boletim de freqüência e as notas da escola. Ah! Ele deve estar mostrando à sua mãe.

Todavia, outro dia ficou muito preocupado, pois mesmo sem ter liberado a chave do carro, percebeu que durante a noite alguém saiu nele, já que estava sujo de barro e cheirando a bebida. Será? Será possível que o Juninho está fazendo isso comigo? Eu nunca agi assim com o meu pai. Será possível? Vou perguntar à mãe dele e aproveito logo para indagar também sobre o boletim.

As duas respostas o deixam arrasado. Certamente ele estava falsificando a assinatura deles no boletim e à noite tirou furtivamente o carro. A coitada da mãe, para não criar clima, até que tentou abafar. Mas, não foi possível.


Como isso foi acontecer logo comigo? Fiz tudo por esse menino. Coloquei nas melhores escolas, dei-lhe dinheiro para comprar as melhores roupas e os melhores brinquedos, só ensinei coisas boas, ele nunca me viu roubando, ou enganando ninguém. Ô meu Deus! O que vou fazer? E insiste para si mesmo. Só procurei dar bons exemplos, sempre fui um homem honesto. Que coisa horrível.

Que tristeza...


É, amigo, realmente é um "problemão", Mas, "se preocupe não", seu filho deu apenas uma "roubadinha" no seu carro para fazer um "rolé". Isso é normal, todo mundo faz. Ah, ele bebeu? Ih! É verdade, ele também é menor e não tem habilitação. "Se preocupe não" o guarda ainda é só "deizinho". Sim, mas você não sabe de onde veio o dinheiro para a bebida, a festinha e o guarda? Sabe não? Lembra-se do livro de "javanês?". Mas, "se preocupe não". Todo mundo faz.


Só um aviso, querido. Seu filho poderá ser um advogado, um Juiz, um comerciante ou  político. É, ele pode ser um prefeito, um deputado, ou até um presidente da República, já pensou? "Se preocupe não". Ele vai lembrar direitinho das suas lições: "roubadinha", superfaturamento, propina. Afinal, todo mundo faz.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A diferença entre erro e pecado


Por Sóli Limberger

Um dos segredos da vida é dar o nome certo às coisas.


Tenho notado uma tendência crescente entre as pessoas: Elas admitem erros em vez de pecados. Isso acontece em todos os níveis, se alguém furta algo, essa pessoa cometeu um erro. Mas o nome certo disso é roubo, pecado.


Quando as pessoas se referem a esse tipo de comportamento como um erro e não como um pecado, elas estão, consciente ou inconscientemente fugindo da responsabilidade.


Existe uma diferença fundamental entre os dois. Alguns acham que eles são sinônimos. Eles não são.


Um “ERRO” implica em fazer algo de maneira NÃO INTENCIONAL.


Os erros são legítimos. Eles acontecem porque ficamos distraídos ou negligentes.

Erramos uma rua, erramos a digitação de uma palavra, erramos o dia do mês...

Mas o pecado é mais do que um erro. É uma escolha deliberada de fazer algo que você sabe que está errado.


O “PECADO” implica deliberadamente em passar por uma fronteira que não deve ser ultrapassada mas escolhemos passar.


Ao contrário de um simples erro, o pecado nós escolhemos fazer, mesmo sabendo que não é correto fazê-lo.


Portanto, devemos aceitar a responsabilidade por ele e as consequências que se seguem. Esta é a medida de maturidade e marca a transição da adolescência para a vida adulta. É o alicerce de uma sociedade civilizada e madura.


Sim, todos nós cometemos erros. O mais importante no entanto, é que todos nós pecamos. Precisamos entender a diferença entre os dois e estar dispostos a chamá-lo do que ele realmente é. Até que tenhamos essa coragem, não poderemos reparar o que foi quebrado.


Ao ERRO cabe “desculpa”


Ao PECADO cabe “perdão”


Paz em todos

Fonte: Buscai o Reino

terça-feira, 31 de maio de 2011

Hipocrisia na ponta da língua... portuguesa

do A Casa da Mãe Joana de Jurema Cappelletti

NOVA LÍNGUA PORTUGUESA

Enviado por Aluizio Siqueira

Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos 'afro-americanos', com vista a acabar com as raças por via gramatical, isto tem sido um fartote pegado!

As criadas dos anos 70 passaram a 'empregadas domésticas' e preparam-se agora para receber a menção de 'auxiliares de apoio doméstico' .

De igual modo, extinguiram-se nas escolas os 'contínuos' que passaram todos a 'auxiliares da ação educativa'.

Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por 'delegados de informação médica'.

E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em 'técnicos de vendas '.

O aborto eufemizou-se em 'interrupção voluntária da gravidez';

Os gangs étnicos são 'grupos de jovens'

Os operários fizeram-se de repente 'colaboradores';

As fábricas, essas, vistas de dentro são 'unidades produtivas'e vistas da estranja são 'centros de decisão nacionais'.

O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à 'iliteracia' galopante.

Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes 'Conforto' e 'Turística'.

A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.

Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um 'comportamento disfuncional hiperactivo'.

Do mesmo modo, e para felicidade dos 'encarregados de educação' , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, 'crianças de desenvolvimento instável'.

Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado 'invisual'. (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o 'politicamente correto' marimba-se para as regras gramaticais...)

Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em 'implementações', 'posturas pró-ativas', 'políticas fraturantes' e outros barbarismos da linguagem.

E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a «correcção política» e o novo-riquismo linguístico.

Estamos lixados com este 'novo português'; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma 'politicamente correta'.

E falta ainda esclarecer que os tradicionais "anões" estão em vias de passar a "cidadãos verticalmente desfavorecidos"...

Os idiotas e imbecis passam a designar-se por "indivíduos com atitude não vinculativa"

Os negros passaram a ser pessoas afro-brasileiros.

Os gordos e os magros passaram a ser pessoas com disfunção alimentar.

Os mentirosos passam a ser "pessoas com muita imaginação"

Os que fazem desfalques nas empresas e são descobertos são "pessoas com grande visão empresarial mas que estão rodeados de invejosos"

Para autarcas e políticos, afirmar que "eu tenho impunidade judicial", foi substituído por "estar de consciência tranquila".

O conceito de corrupção organizada foi substituído pela palavra "sistema".

Difícil, dramático, desastroso, congestionado, problemático, etc., passou a ser sinónimo de complicado.

Um pequeno acréscimo:

Deficientes físicos, que foram desprezíveis paralíticos um dia,  passaram a ser chamados de cadeirantes, sob a compreenssível alegação de que deficiente físico pode ser até mesmo quem não tem um dedinho na mão.

Algumas 'empregadas domésticas',  atuais  'auxiliares de apoio doméstico,  sofrem os efeitos de uma hipocrisia ainda maior.  São chamadas  por suas digníssimas patroas  de  'minha secretária".  Sendo que uma conhecida, mesmo sendo  'secretária', veste uniforme com avental e é tratada com um distanciamento assustador.   É bem melhor ser empregada de outra patroa do que ser a secretária dela.

PIADINHA DE FIM DE PÁGINA:
A patroa flagra a empregada tomando seu licor importado, caríssimo, e diz:
- Eu não gosto nada disso, Maria!
- Ah, então a senhora não sabe o que está perdendo...
http://www.bacaninha.com.br/

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Governo não investiga Palocci, apesar de decreto

Walter Guimarães
Do Contas Abertas

Nas últimas semanas as notícias políticas se voltam para as suspeitas do aumento patrimonial do ministro Antônio Palocci. Os pedidos de investigação são feitos até mesmo por políticos da base governista, mesmo assim, apenas o Ministério Público apura oficialmente o eventual enriquecimento ilícito do ministro-chefe da Casa Civil.

Em junho de 2005, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou o decreto 5.483/2005, que trata justamente dos possíveis enriquecimentos ilícitos e evoluções patrimoniais incompatíveis do funcionalismo público. O artigo 8 afirma que deverá ser instaurada sindicância patrimonial pela autoridade competente ou pela Corregedoria Geral da União (CGU), no caso de se “tomar conhecimento de fundada notícia ou de indícios de enriquecimento ilícito, inclusive evolução patrimonial incompatível com os recursos e disponibilidades do agente público”.

(Decreto 5.483/2005)


Como até a última semana o governo não mostrou intenção de abrir tal sindicância, o Contas Abertas protocolou no dia 26 de maio, última quinta-feira, ofício na CGU, questionando a inobservância do artigo 8 do decreto.

(Veja ofício do CA)

A Corregedoria Geral da União (CGU) ainda não se posicionou formalmente, mas, segundo matéria do Estado de S.Paulo desta segunda-feira, o ministro interino da CGU, Luiz Navarro, informou que pelo fato do ministro Palocci não ser “agente público” na época que prestou serviços de consultoria, a CGU não abriu sindicância.

O posicionamento da CGU é questionável, pois a empresa do qual o chefe da Casa Civil é sócio, recebeu pagamentos no período em que ele já havia sido nomeado para a equipe de transição do governo Dilma Rousseff. Segundo o próprio advogado do ministro, José Roberto Batochio, a empresa Projeto recebeu pagamentos em novembro e dezembro do ano passado. O ministro Palocci foi nomeado para a equipe, da então eleita presidente Dilma, no dia 3 de dezembro de 2010.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, lamentou o argumento da recusa de instauração de sindicância pela CGU e a falta de autonomia das controladorias, que cedem às determinações do governo. “A justificativa é frágil, mas é a justificativa que o governo quer que a sociedade absorva”, analisou.

Decreto assinado no mensalão

O decreto 5.483 foi assinado no dia 30 de junho de 2005, época das primeiras denúncias do conhecido esquema de desvios de recursos chamado de “mensalão”. Foi a maior crise política dos oito anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Para o melhor controle, impõe que agentes públicos entreguem declarações de bens ao entrarem no c

argo, além de serem necessárias atualizações anuais do patrimônio declarado.

Chama atenção o fato de a sindicância constituir um “procedimento sigiloso e meramente investigatório, não tendo caráter punitivo”, como afirma o artigo 9 do decreto. 

PMDB quer 50 cargos para seguir na defesa de Palocci

 

Bancada do Senado quer emplacar indicações pendendes no segundo escalão desde começo do governo

Adriano Ceolin, iG Brasília

O PMDB tem na ponta da língua a solução para pacificar sua relação com o governo da presidenta Dilma Rousseff: cargos. Ao todo são cerca de 50 posições que ainda estão pendentes desde janeiro, quando começou a ser formado o segundo escalão.

Os peemedebistas se aproveitam da crise em torno do ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, para conseguir as nomeações.“A caixa d´agua está enchendo. Palocci precisa ceder”, diz um senador do PMDB que costuma ser recebido no Palácio do Planalto.

Na semana passada, porém, Palocci entrou em rota de colisão com o PMDB ao ter uma discussão áspera com o vice-presidente da República, Michel Temer. O chefe da Casa Civil ameaçou demitir os cinco ministros do PMDB por causa da derrota na votação do Código Florestal.

Foto: Presidência da República
Antes de embarcar ao Uruguai, presidenta e vice tiveram uma rápida reunião na base áerea de Brasília

Como a conversa vazou, Temer foi obrigado a vir a público para amenizar a discussão e anunciar uma trégua. Isso porque Palocci teria agido a mando da presidenta da República. Na manhã desta segunda, Dilma e o vice fizeram questão de serem fotografados amistosamente.

Hoje à noite, Temer recebe a bancada do Senado em jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-Presidência da República. Os senadores vão, de novo, reivindicar as nomeações pendentes em empresas estatais e bancos públicos.

Ex-senador e ex-governador da Paraíba, José Maranhão é o nome da bancada do Senado para presidir a Embratur. O grupo de senadores também tenta emplacar o ex-senadores Valter Pereira (Mato Grosso do Sul) e Helio Costa (Minas Gerais ) em alguma função.

“A bancada da Câmara já teve o que queria. O Geddel (Vieira Lima, ex-deputado baiano), virou vice-presidente na Caixa e o Mendes Ribeiro (deputado federal gaúcho) ganhou a liderança do governo no Congresso. É a nossa vez agora”, afirmou um senador peemedebista.

No Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), as duas bancadas peemedebistas (Senado e Câmara) se unem para emplacar João Carlos Tupinambá numa diretoria do banco na área infra estrutura.

Desarticulação política

Os ministros do PMDB também se queixam da falta de audiência com Palocci. Desde a divulgação da notícia de que ele multiplicou o patrimônio por 20 em quatro anos, o chefe da Casa Civil tem recusado encontros com colegas peemedebistas na Esplanada.

Além de Palocci, há descontentamento generalizado com o ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio. Segundo integrantes da bancada do Senado, o trânsito dele com os senadores pemedebistas é praticamente nulo.

A presidenta Dilma tenta retomar a articulação política com o PMDB na quarta-feira, quando receberá a bancada em almoço. O momento também será a oportunidade de o grupo reivindicar os cargos que ainda deseja.

sábado, 30 de abril de 2011

Quando todos os recursos falham (última devocional de Davi Wilkerson '1931-2011'')

 



Última devocional de David Wilkerson postada no site de seu ministério, quarta feira, 27 de abril 2011, quando o Senhor levou esse servo para si, falecido num acidente de carro.


Mas como ele mesmo escreveu nessa devocional: "Verás que tudo era parte de meu plano. Não foi um acidente"


O Senhor seja louvado!
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Crer quando todos os recursos fracassam agrada muitíssimo a Deus e é altamente aceito por ele. Jesus disse a Tomé "Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram." João 20:29


Bem aventurados os que crêem quando não existe evidência de uma resposta a sua oração. Bem aventurados aqueles que confiam mais além da esperança quando todos os meios fracassaram.


Alguém chegou a um lugar de desespero, ao final da esperança e ao término de todo recurso. Um ser querido enfrenta a morte, e os médicos não dão esperança. A morte parece inevitável. A esperança se foi. Orou pelo milagre, porem, esse não aconteceu.


É nesse momento quando as legiões de Satanás se dirigem a atacar sua mente com medo, ira e perguntas opressivas como "Onde está teu Deus? Você orou até não lhe restaram lágrimas, jejuou, permaneceu nas promessas e confiou" Pensamentos blasfemos penetraram em sua mente: "A oração falhou, a fé falhou. Não vou abandonar a Deus, porem não confiarei Nele nunca mais. Não vale a pena!" Até mesmo perguntas sobre a existência de Deus acometem sua mente!


Tudo isso foi dispositivos que Satanás empregou durante séculos. Alguns dos homens e mulheres mais piedosos de todas as eras viveram tais ataques demoníacos.


Para aqueles que passam pelo vale da sombra da morte, ouçam essas palavras:
O pranto durará algumas tenebrosas e terríveis noites, mas em meio a essa escuridão logo se ouvirá o sussurro do Pai: "Eu estou contigo. Nesse momento não posso lhe dizer por que, mas um dia tudo terá sentido. Verás que tudo era parte de meu plano. Não foi um acidente. Não foi um fracasso da tua parte. Agarre-se com força. Deixe Eu te abraçar nessa hora de dor".


Amado, Deus nunca deixou de atuar em bondade e amor. Quando todos os recursos falham, Seu amor prevalece: Aferre-se a sua fé. Permaneça firme em Sua Palavra. Não há outra esperança nesse mundo.

Fonte: worldchallenge.org

tradução: Armando Marcos
Via: [ Projeto Spurgeon ]

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O Rev. David Wilkerson, 79 anos, fundador da Times Square Church, faleceu nesta quarta-feira em um acidente de carro numa rodovia do Texas. Ficou bastante conhecido no Brasil através de seu livro "A Cruz e o Punhal", bem como pelo video publicado no youtube onde ele denuncia os desvios doutrinários chorando em um sermão (veja abaixo).

 

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Carta do Zé agricultor para Pedro da cidade

do Blog do Lúcio Neto de Lúcio Neto

Prezado Pedro, quanto tempo.


Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão por isso o sapato sujava.


Se não lembrou ainda eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite, e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meia-noite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra né Pedro?


Pois é. Estou pensando em mudar para viver ai na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos ai da cidade. To vendo todo mundo falar que nós da agricultura estamos destruindo o meio ambiente.

Veja só. O sítio de pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter porque não se pode fincar os postes por dentro uma tal de APP que criaram aqui na vizinhança.


Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Pedro?


Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né .) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do sindicato e da Delegacia do Trabalho, elas falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, mas as vacas daqui não sabem os dias da semana ai não param de fazer leite. Ô, bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?


Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra né Pedro? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.


Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom Pedro, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelo fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudi-lo.


Depois que o Juca saiu eu e Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, ai eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava, hoje eu jogo fora.


Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dia pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas. O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade. Ô Pedro, ai quando vocês sujam o rio também pagam multa grande né?


Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios ai da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.


Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Pedro? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubá-la para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa.
Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo ai eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.


Tô preocupado Pedro, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da ecologia. Vou para a cidade, ai tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.


Eu vou morar ai com vocês, Pedro. Mais fique tranqüilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Ai é bom que vocês e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, nem planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.


Até mais Pedro.


Ah, desculpe Pedro, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio. 


(Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual e discricionário entre o meio rural e o meio urbano.)

Bom exemplo de motorista que devolveu R$ 74 mil ao dono vira motivo de chacota

 

Selma Schmidt

RIO - O bom exemplo do motorista Joilson Chagas, de 31 anos, que devolveu ao dono os R$ 74.800,00 encontrados no ônibus que dirigia, na semana passada, virou motivo de chacota de alguns colegas.Ele lamentou que, enquanto descansava no dormitório da empresa, em Nova Friburgo, jogaram o seu crachá no vaso sanitário e escreveram na parede do banheiro "Chagas otário". Chagas - que perdeu a casa na enxurrada de janeiro - não se arrepende de seu gesto:

- O dinheiro não era meu. É bom ficar com o que é nosso.

Em casa, o motorista recebeu o apoio da mulher - grávida de cinco meses - e do filho de 14 anos.

- Espero que meu filho chegue na minha idade com a minha cabeça - disse ele.

Já a Viação 1001, onde Chagas trabalha há quatro anos e meio e ganha cerca de R$ 1.400,00 por mês, quer valorizar a sua atitude. A empresa informou que estão sendo estudadas uma homenagem e até uma promoção.


O dono do dinheiro é um agricultor de cerca de 80 anos, que não quer ser identificado. Ele embarcou num ônibus em Friburgo, que parou na Rodoviária Novo Rio e no Terminal Menezes Côrtes. No fim da viagem, ao fazer a inspeção de rotina após o desembarque dos passageiros, Chagas encontrou um celular na poltrona 13 e um pacote junto à janela:

- Botei o pacote na poltrona e abri. Nunca vi tanto dinheiro. Estava enrolado em papel de pão e amarrado com barbante.

Chagas entrou em contato com seu chefe e retornou a Friburgo para entregar o pacote na sua empresa. Ao chegar ao terminal, avistou um senhor chorando e, na conversa com ele, descobriu tratar-se do dono do dinheiro. O homem ofereceu R$ 2 mil como recompensa, que o motorista não aceitou. O filho dele, então, entregou um relógio, pedindo que Chagas guardasse como lembrança.

- Vi a simplicidade do senhor. Achava que tinha perdido o pacote num bar no Largo da Carioca. Ele contou quetinha vendido um veículo para pagar o tratamento de saúde de uma filha.

O GLOBO/GLOBO VÍDEOS

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Deputado do PDT que rejeitou benefícios cria inimigos na Câmara

 

Maurício Savarese
Do UOL Notícias
Em Brasília

 

José Antônio Reguffe (PDT-DF) foi o deputado proporcionalmente mais votado do país nas eleiçõesJosé Antônio Reguffe (PDT-DF) foi o deputado proporcionalmente
mais votado do país nas eleições

"Eu quero falar sobre as minhas propostas. As propostas." Deputado proporcionalmente mais votado do país aos 38 anos de idade, José Antônio Reguffe (PDT-DF) quer evitar rótulos depois de já ter se tornado um incômodo para vários colegas. Novato na Câmara, abriu mão de uma série de benefícios, de forma irrevogável e sem precedentes. Defensor da austeridade no Congresso, onde é chamado de demagogo e de Dom Quixote por (muitos) adversários, ele cobra mais ousadia nos cortes de gastos públicos do governo da presidente Dilma Rousseff.

Com mais de 266 mil votos, ou 19% dos eleitores no Distrito Federal, o economista carioca ganhou destaque na Câmara Distrital durante o escândalo que levou à queda do então governador, José Roberto Arruda. Lá, tomou medidas semelhantes às que adotou no Congresso Nacional no início de seu primeiro mandato. Abriu mão dos 14º e 15º salários, rejeitou a cota de passagens aéreas, fixou em nove o número de assessores de gabinete –poderiam ser 25–, e descartou receber qualquer verba indenizatória até o fim do mandato. 

"Se o político faz algo errado, jogam pedra. Se faz o que é certo, querem julgar a intenção. Eu pelo menos estou fazendo a minha parte. Tudo que eu proponho eu dou exemplo antes no meu gabinete", disse Reguffe ao UOL Notícias. "Quem dera tantos fossem demagogos como eles acham que eu sou. O contribuinte agradeceria. A população hoje não acredita na classe política. Isso é culpa dos personagens, por desvios éticos inaceitáveis. Mas também é culpa do sistema como um todo. Um sistema que os políticos profissionais não querem mudar."

De acordo com cálculos do pedetista, ao final do seu mandato ele terá economizado aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões com suas medidas. Se todos os 513 deputados tomassem as mesmas iniciativas, a economia seria de mais de R$ 1,2 bilhão –embora esteja nesse valor o auxílio-moradia, fundamental para parlamentares de fora de Brasília. "Podem me criticar por qualquer coisa, menos dizer que eu não fiz no meu mandato exatamente o que disse que ia fazer na minha campanha”, afirma Reguffe. "Isso que fiz é compromisso de campanha."

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Deputado rejeita benefícios e cria inimigos na Câmara

Foto 1 de 5 - Deputado proporcionalmente mais votado do país aos 38 anos de idade, José Antônio Reguffe (PDT-DF) abriu mão de uma série de benefícios na Câmara, de forma irrevogável e sem precedentes, o que gerou inimizades Divulgação

Foto 2 de 5 - Deputado proporcionalmente mais votado do país aos 38 anos de idade, José Antônio Reguffe (PDT-DF) abriu mão de uma série de benefícios na Câmara, de forma irrevogável e sem precedentes, o que gerou inimizades Divulgação

Foto 3 de 5 - Deputado proporcionalmente mais votado do país aos 38 anos de idade, José Antônio Reguffe (PDT-DF) abriu mão de uma série de benefícios na Câmara, de forma irrevogável e sem precedentes, o que gerou inimizades Divulgação

Foto 4 de 5 - Deputado proporcionalmente mais votado do país aos 38 anos de idade, José Antônio Reguffe (PDT-DF) abriu mão de uma série de benefícios na Câmara, de forma irrevogável e sem precedentes, o que gerou inimizades Divulgação

Foto 5 de 5 - Deputado proporcionalmente mais votado do país aos 38 anos de idade, José Antônio Reguffe (PDT-DF) abriu mão de uma série de benefícios na Câmara, de forma irrevogável e sem precedentes, o que gerou inimizades Divulgação

Governo e propostas

Eleitor de Marina Silva (PV) na disputa presidencial, o pedetista aprova as medidas "impopulares, mas necessárias" de Dilma na área econômica, como o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no uso de cartão de crédito no exterior e os cortes no orçamento, que superam os R$ 50 bilhões. Mas acredita que é pouco diante do "governo gordo" que gasta 90% do que arrecada com custeio da máquina. "O Estado tem de ser eficiente. Precisamos fazer um choque de gestão para que o Estado cumpra sua função", disse.

Um dos alvos do deputado em seus primeiros meses de Congresso é o projeto do trem-bala entre Rio de Janeiro e São Paulo, aprovado esta semana e que destinará R$ 20 bilhões em financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) a uma obra que ele considera "uma corrupção das prioridades". “Temos que investir em educação, saúde e segurança pública. Não é prioridade construir um trem”, disse ele, pausadamente, por conta de uma gripe pesada, mas que não o impediu de ir às votações na Câmara na quarta-feira (13).

O deputado defende, entre outras medidas de austeridade, a redução do número de ministérios e dos cargos de confiança. Ele também defende uma correção nos limites de isenção da tabela de Imposto de Renda, o que aliviaria a carga tributária sobre assalariados e membros da classe média. "O governo só propõe corrigir a tabela em 4,5%, abaixo da inflação no período. Se usarmos o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais 1%, podemos diminuir a defasagem na tabela. A proposta atual aumenta mais a carga tributária", disse.

Ao lado de colegas que o criticam e fazem piada do seu jeito espartano, ele atua na comissão pela reforma política com cinco propostas: acabar com a reeleição para cargos majoritários e limitação de uma recondução em cargos legislativos; voto distrital; fim do voto obrigatório; abertura para revogação de mandatos de eleitos que não cumpram seus compromissos e campanha e financiamento público de campanha, com possibilidades idênticas para todos os partidos. "Tem de ganhar pelo conteúdo, e hoje é uma competição para arrecadar", avalia.

Da mesma forma que fez na Câmara Distrital, onde não faltou em nenhuma sessão ordinária ao longo de seu mandato, Reguffe participa da Comissão de Defesa do Consumidor no Congresso. Defende o fim da assinatura básica de telefone, água e luz.  Os planos de saúde também atraem a antipatia do pedetista. "Precisam ser fiscalizados", afirmou. Simpatia ele só se permite ter em público pelo catolicismo –frequenta missas todos os domingos– e pelo Flamengo. "Nenhum dos dois é por demagogia", brinca. "Nem o resto."

BRASIL DE TOLOS : “Era uma casa, muito engraçada. Não tinha teto, não tinha nada”

 

“Era uma casa, muito engraçada. Não tinha teto, não tinha nada”.
A letra da canção soa divertida, mas em Governador Valadares, região Leste de Minas Gerais, tomou forma de descaso.


Um conjunto habitacional construído pelo programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, para retirar famílias de uma área de risco, foi erguido em terreno condenado.


De 96 moradias, 14 estão sem condições de uso, ameaçadas por erosão, conforme relatórios do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da prefeitura.


Oito famílias foram removidas.


Entre as residências interditadas, que já foram parcialmente demolidas para evitar invasões, está a visitada e usada como modelo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na inauguração do conjunto, em fevereiro de 2010, quando esteve na cidade ao lado da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.


O conjunto, construído próximo à encosta de um morro às margens da BR-116, custou, dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 18,8 milhões, segundo dados do Ministério das Cidades. Serviria para abrigar moradores do bairro vizinho de Altinópolis, do outro lado da rodovia, onde morava a cozinheira Luciene Pereira, 48 anos, dona da casa visitada pela comitiva presidencial.


“O Lula reconheceu que ainda faltavam coisas. Afirmou que mandaria colocar cerâmica no piso e muro. Cumpriu a promessa, mas acabei ficando sem ter onde morar”, relata a ex-moradora, transferida pela prefeitura para um bairro próximo. Entrou em um programa de auxílio aluguel.


“Mas não pagam tudo. O aluguel é de R$ 450. Dão R$ 300 e atrasam o repasse. Lá, era nosso”, reclama a cozinheira”, que mora com a filha, o genro e duas netas.
Menos de um ano depois de entrar na casa própria, foi obrigada a sair em 30 de dezembro, às vésperas do réveillon. “Falaram que a casa ia cair por causa das chuvas”, conta Luciene. “Hoje temos de deixar de comer um pedaço de carne para pagar parte do aluguel”.


O secretário municipal de Assistência Social, Jaime Luiz Rodrigues Júnior, admitiu atraso nos pagamentos, mas afirmou que os repasses serão regularizados.
O secretário de Obras de Governador Valadares, Cézar Coelho de Oliveira, afirma que a prefeitura vem tentando convencer as seis famílias moradoras das casas condenadas que relutam em deixar o conjunto habitacional.


Todas correm risco, assume o secretário, sobretudo nos períodos de chuva.


Cézar afirma que a atual administração da cidade, que tem a ex-deputada estadual Elisa Costa (PT) como prefeita, não foi a responsável pelo início das obras. “A indicação foi feita no governo anterior”, argumenta. O antecessor de Elisa é o atual deputado estadual Bonifácio Mourão (PSDB).


Questionado se a obra não poderia ser paralisada, já que se tratava de um terreno condenado, o secretário afirmou que apenas parte da área está sob risco e que a suspensão não seria possível porque o projeto já estava “80% concluído”.


Erosão


Segundo Cézar Coelho, o morro onde o conjunto Palmeiras foi construído tem três pontos de erosão. O mais grave está voltado para a BR-116 e, conforme a prefeitura, depende de obras do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) para ser contido.


A reportagem tentou contato com o responsável pelo Dnit em Governador Valadares, Ricardo Luiz de Freitas, mas não obteve retorno. Segundo o ex-prefeito Bonifácio Mourão, o terreno foi indicado com base em laudos elaborados por engenheiros da prefeitura. O deputado ressaltou que a área foi fiscalizada e aprovada também pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


“Não havia risco à época da escolha, no fim de 2007”, diz. Além disso, o deputado atribuiu a obras do Dnit para duplicação da rodovia Rio-Bahia o surgimento dos problemas. “A obra causou um assoreamento que não existia anteriormente”, afirma.


Mesmo com ruas asfaltadas, linha de ônibus e saneamento, o conjunto habitacional perdeu em qualidade de vida. As oito casas que começaram a ser demolidas — as residências têm tamanho padrão de dois quartos, sala, banheiro e cozinha — passaram a ser utilizadas como depósito de lixo.


Dentro das casas, o acúmulo de entulho da demolição favorece o surgimento de insetos.


Responsável pelo repasse de recursos do PAC, o Ministério das Cidades informou, pela assessoria, que não havia ninguém para falar sobre as obras do programa em Governador Valadares.


Leonardo Augusto e Maria Clara Prates Correio Braziliense