Google+ Álem M. Martins: Crime eleitoral e abuso policial

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Crime eleitoral e abuso policial


O que vou relatar a seguir, é um dos fatos mais estarrecedores que já vivenciei. Presenciei um crime eleitoral, fui roubado e tive meu aparelho celular danificado. E, ao tentar denunciar e registrar os fatos, tive meus direitos civis desrespeitados, fui ofendido, coagido e agredido por autoridades policiais.

Na madrugada de hoje, 15/09, por volta da meia-noite, ao entrar na estação de Metrô Santa Cecília, após ultrapassar a catraca, deparei-me com vários funcionários do Metrô, trajados de camiseta vermelha, adesivos da candidata a Presidência da República Dilma Rousseff, crachá funcional no peito e panfletos de candidatos nas mãos. Diante desta cena, peguei meu aparelho celular e pedi para fotografar um dos funcionários. Ele então posou para a foto e eu registrei o fato. Ao tentar fotografar uma outra funcionária nas mesmas condições, o homem o qual fotografei, avançou sobre mim e roubou meu aparelho celular e correu, atirando o aparelho na parede, em seguida, correu em direção a plataforma do Metrô.

Neste momento, recolhi meu aparelho celular do chão, e com o outro aparelho liguei para o 190. O atendente do Copom orientou a me dirigir à delegacia mais próxima, para registrar Boletim de Ocorrência por ROUBO, DANO MATERIAL e CRIME ELEITORAL.

Ao chegar ao 77º Distrito Policial, no Bairro de Santa Cecília, dirigi-me ao balcão de atendimento, onde um funcionário me atendeu e informei que gostaria de registrar uma ocorrência de ROUBO, DANO MATERIAL e CRIME ELEITORAL. Ele então pediu que eu relatasse os fatos. Após eu terminar o relato, o funcionário, que não se identificou, gritou: “O funcionário do Metrô não faria isto”. Argumentei a ele que havia registrado o fato com meu aparelho celular. Ele, então, disse: Este caso não é aqui. Não é conosco”. Então disse a ele se não fosse registrado o caso, eu procuraria a Corregedoria. Neste momento,  este senhor pediu que não temia a Corregedoria e que eu aguardasse ali. Entrou em outra sala, de onde saiu com outro homem. Ambos vieram e minha direção, agarraram meu braço e meu pescoço, e, aos berros, disseram que eu estava PRESO por DESACATO. Colocaram-me em uma sala, pediram que eu retirasse todos os pertences do bolso, e que encostasse na parede. Este segundo homem, pegou minha carteira de identidade, perguntou minha profissão e saiu.

Após um tempo, retornou mandou que pegasse meus pertences e me dirigiu a outra sala para a elaboração do Boletim de Ocorrência.

Neste momento, de outra sala, a Delegada de Plantão, Dra. ELISABETH S.C. GALVÃO, gritou que só fosse relatado no Boletim de Ocorrência o DANO MATERIAL do aparelho celular. Sem que me permitisse dar um telefonema, ou explicar o que havia ocorrido, apenas perguntando meus dados pessoais, e mandando me calar em seguida, elaborou o AUTO DE EXIBIÇÃO E APREENSÃO do celular e o BOLETIM DE OCORRÊNCIA, conforme orientado pela Delegada.

Assinei o AUTO DE EXIBIÇÃO E APREENSÃO e me neguei a assinar o BOLETIM DE OCORRÊNCIA, por não relatar fielmente o fato ocorrido, e por não constar nele o ROUBO do aparelho e o CRIME ELEITORAL realizados pelo funcionário do Metrô.

O homem me deu ordem de prisão e elaborou o BOLETIM DE OCORRÊNCIA, é o Escrivão JAIR VENTURA JR, conforme consta no Boletim de Ocorrência.

O Escrivão pegou os papéis e levou-os para a Delegada assinar. A própria Dra. ELISABETH trouxe de volta os papéis assinados, e neste momento, perguntei se poderia conversar com ela. A resposta foi NÃO.

Após entregar-me as cópias do B.O., não assinado por mim, e do AUTO DE APREENSÃO, ordenaram que eu me retirasse da Delegacia.

Farei valer meus direitos e cobrarei apuração de tudo que relatei.

Welbi Maia Brito














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