Google+ Álem M. Martins: Julho 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Multidão de evangélicos vai a evento sem saber para onde estava indo

Julio Severo

Em época de eleição, vale tudo. Vale se fazer de diabo nos lugares infernais — o que é moleza para muitos. E vale se fazer de anjo nas igrejas — o que é muito difícil para os políticos infernais, mas nada que uma boa maquiagem e encenação teatral não ajudem. De olho nos 34 milhões de votos evangélicos, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, esteve numa grande igreja Assembleia de Deus e firmou compromisso de não propor temas como o aborto e a união homossexual, considerados polêmicos pelos evangélicos, se chegar à presidência. Lula fez a mesmíssima promessa em 2002. E agora?

Agora a missão do Bispo Manoel Ferreira, líder supremo da segunda maior denominação assembleiana do Brasil, é tentar aglutinar e unir o maior número possível de igrejas evangélicas.

Uma multidão de 2.000 homens, mulheres e crianças de denominações como a Assembleia de Deus, Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, Igreja Universal do Reino de Deus e de outras 13 igrejas evangélicas se reuniram, em Brasília, para encontro promovido pelo Bispo Manoel Ferreira, Bispo Robson Rodovalho e Senador Marcelo Crivella.

Pastores regionais da Assembleia de Deus da Madureira fizeram presença no encontro, movidos pela truculência denominacional de Ferreira, que cuspiria fogo e enxofre se eles faltassem.

Com exceção dos pastores e bispos, que conheciam de antemão a finalidade do evento, o público evangélico foi levado, de Bíblia na mão, de ônibus fretado grátis, de diversas regiões ao redor de Brasília, sem saber exatamente o que era o encontro. De acordo com testemunho pessoal fornecido ao Blog Julio Severo, eles achavam que ouviriam um grande pregador.

Entretanto, em vez de pregador, eles acabaram ouvindo a “pregação” da Dilma, que estava com o deputado Benedito Domingos (PP), citado do escândalo do mensalão do Distrito Federal. O evento ocorreu no principal templo da Assembleia de Deus de Brasília, na Asa Sul, no sábado passado.

Ali, Bispo Manoel Ferreira e Bispo Robson Rodovalho anunciaram oficialmente seu apoio a Dilma, porque ela se comprometeu a recuar em alguns pontos do PNDH-3.

O público estava desconfiado e apático, mas Ferreira assegurou que Dilma é digna do voto evangélico, alegando que ela havia sido uma das responsáveis pela mudança em 2003 no artigo do Código Civil que colocava em risco as igrejas.

Contudo, a memória de Ferreira parece andar fraca. Em 2003 Dilma era apenas a ministra de Minas e Energia e não tinha nada a ver com o Código Civil. Quem fez a mudança foi a Bancada Evangélica.

No evento realizado no templo da Assembleia de Deus, Dilma citou o capítulo da Bíblia que trata do milagre da multiplicação dos pães. Ela disse que quer fazer pelo Brasil a mesma coisa que Jesus Cristo fez. “Quero uma sociedade em que o princípio da distribuição e multiplicação seja base no sentido mais profundo. Eu sou a favor da vida”, pregou ela.

Mesmo sendo a favor do aborto e do homossexualismo, ela se considera a favor da vida e da família. Como se isso não fosse absurdo suficiente, Lula declarou recentemente que Dilma é igual a Jesus Cristo. Tomando literalmente essas palavras elogiosas de Lula, no evento assembleiano Dilma também citou João 10:10, que diz que Jesus Cristo veio que todos tenham vida e vida em abundância.

Como agora ela é igual a Jesus, se ganhar para presidente ela espera imitar o Mestre e “dar vida e vida em abundância”? Para alguém que fazia parte de um grupo terrorista comunista que matava, roubava e torturava, Dilma pensa que abundância de propaganda enganosa joga para debaixo do tapete seu passado sombrio e criminoso.

Ela terminou sua pregação citando Salomão. Depois disse “Paz seja convosco”, acenou, sorriu e saiu.


Apesar de tudo, Deus usou um homem. O técnico em eletrônica Silvio Moreira Santos, 35, levou uma faixa onde estava escrito “Apoiar a Dilma é negar a Bíblia”. Ele gritou na chegada de Dilma: “Essa senhora apoia o aborto e o casamento gay. Somos contra. Essa mulher não pode ganhar”.

Mas entre os grandes, em vez de voz profética, havia apenas bajulação. Benedito Domingos, que é candidato à reeleição para a Câmara Legislativa, elogiou a pregação de Dilma. “Ela foi bem instruída. Quando disse que defende a vida, está querendo dizer que é contra o aborto. Quando a candidata falou que valoriza a família, eu entendo que ela não deve ser a favor do casamento homossexual”, analisou ele.

Agora que Manoel Ferreira, Robson Rodovalho e Marcelo Crivella deram aprovação, vocês já podem convidar a “irmã” Dilma para pregar em suas igrejas. Não a recebam como pastora, bispa ou apóstola. De acordo com Lula, ela é igual a Jesus Cristo. Por isso, diante dela agora prostram-se tantos pastores, bispos e apóstolos evangélicos.

Fonte:www.juliosevero.com

domingo, 25 de julho de 2010

Pastores da Assembléia de Deus e as eleições 2010

Por João Cruzué

No dia 03 de outubro de 2010, serão realizadas eleições para todos cargos políticos desta nação, exceto para prefeitos e vereadores. As principais matérias de cunho anti-cristão, tais como aborto, casamento gay, projeto de lei da homofobia, projeto de direitos autorais da internet e outras, estão estrategicamente escondidas nas gavetas do Congresso esperando que o término dessas eleições para voltarem com toda força. No momento, os crentes que sempre foram considerados o atraso da sociedade brasileira pela grande maioria dos políticos, estão sendo paparicados e adulados.

Creio que isto não é novidade para nenhum dos leitores.

Como também não é novidade a certeza que muitos políticos descrentes têm, que é muito fácil comprar o voto dos evangélicos a partir de propostas indecentes para seus pastores. Eles sabem que a fé e a moral desses pastores são bem relativas - com as raras e abençoadas exceções de sempre.

Pois bem, assim que os próximos deputados federais e senadores tomarem posse, em 2011, todos os assuntos anti-bíblicos engavetados e camuflados, voltarão à pauta. E os crentes voltarão a ter o cheiro ruim de fundamentalismo e atraso que eles sempre disseram, depois de eleitos.

Se estes projetos contrários à Bíblia se converterem em Lei - como já aconteceu na Argentina, no Chile e na Suécia - berço dos missionários que fundaram e organizaram a Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Brasil - eu tenho algo muito grave a dizer. Se estas leis vieram a prejudicar a sociedade brasileira, é por culpa principalmente dos Pastores da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Por que?

Porque seus templos recebem a visita de todos os candidatos com pretensão ao Congresso Nacional. Os homens que decidirão o destino das leis. Esses pastores sabem exatamente o que deve e o que não deve ser feito com os votos dos membros das suas Igrejas. E digo mais, que é muito difícil um aspirante ao Congresso Nacional, hoje, conquistar seu cargo - sem votos de evangélicos.

Se na próxima legislatura, as crianças e adolescentes de nossas Igrejas voltarem para casa com um cartilha de homoafetividade na mão, impressa com autorização do MEC. como está acontecendo no Chile. Se no dia de amanhã, pastores forem obrigados a mudar a liturgia ministerial em suas Igrejas para se adequar à lei de homofobia - como aconteceu na Suécia. Se no dia de amanhã quebraram as portas de templos evangélicos para celebrar casamentos e outros eventos para gays e lésbicas, eu vou culpar e responsabilizar principalmente os pastores da "minha" Igreja - a Igreja Evangélica Assembleia de Deus.

Vou culpar por não conscientizarem seus membros, porque eu não me atreveria a pensar que os culparia por negociar os votos potenciais de suas Igrejas em favor de ímpios por dinheiro ou vantagens inescrupulosas. Ou por empregos para parentes, terrenos para templos ou cinco milheiros de blocos.

Senhores pastores, o voto evangélico representa, no mínimo, 25% dos eleitores desta nação. Não costumamos votar com base em vida religiosa dos candidatos, mas por sua potencial competência. Mas de agora em diante, os candidatos comprometidos com causas inimigas da Igreja, ainda que vierem vestidos de branco e trazendo auréola de santos - não merecem o nosso voto. Não devem recerber um voto que seja de um cristão, que tenha temor de Deus.

E por falar em temor de Deus, antes de votar em outubro pergunte para seu travesseiro: o deputado federal e os dois senadores que estiver pensando em votar, vai respeitar os interesses cristãos diante de um projeto que venha a prejudicar a Igreja? Se tiver dúvidas - não vote neles.

E se seu pastor estiver fazendo campanha ostensiva ou disfarçada na Igreja em favor de candidatos, que só aparecem na Igreja no período eleitoral, reuna alguns irmãos e peçam explicações a ele. Não seja omisso, pois no dia que seu filho ou neto voltar para casa com uma cartilha gay ou sua Igreja for obrigada a realizar casamentos gay, ou ser proibido ler a Bíblia inteiro no púlpito, a culpa vai ser do seu pastor e também sua porque não fez nada - a não ser criticar.

Isto é muito duro, mas é melhor dizer agora - antes das eleições.



***
João B. Cruzue é editor do blog Olhar Cristão, e um dos pioneiros entre os blogueiros evangélicos


sábado, 24 de julho de 2010

FARC, PT E UMA VERDADE INCONVENIENTE.


Do Blog Visão Panorâmica

farc e PT uma verdade inconveniente

Quando somos mentirosos e praticamos atos diferentes de nossos discursos, nossa hipocrisia se converte automaticamente num segredo que pode nos assombrar para o resto de nossas vidas. É assim quando mentimos para nossos pais, traímos nossos cônjuges, cometemos algo ilícito ou pregamos uma coisa em que, nós mesmos, não acreditamos.

Toda essa polêmica provocada pelas declarações do deputado Índio da Costa, ligando o PT às FARC é algo assim. A indignação causada, no pessoal do PT pelas declarações de Índio, reflete apenas a vergonha de quem é apanhado em um ato de que se envergonha de algo, vê revelada uma atitude que julgava escondida ou julga ter sido desmascarado por tomar posições sabidamente diversas do que prega. Algo assim como um padre que prega a castidade e a santidade da família e, mais tarde, dá “uns pegas” na mulher do paroquiano ou no filho dele.

As ligações do PT com as FARC nem chegam a ser um grande segredo (nem mesmo um segredo, na verdade). Todo mundo que lê jornal e tem uma memória “em dia” é capaz de lembrar do Foro de São Paulo – organizado pelo PT, pelas FARC e outros “dinossauros” da América Latina. (veja aqui se não sabe o que foi)

A exemplo do “escândalo” de hoje, o Foro de São Paulo acabou se tornando um prego no pé do PT e as FARC acabaram saindo formalmente da organização. No entanto, sempre estiveram presentes informalmente para não “constranger” Lula e seus amigos.

Nenhuma prova de ligação do PT com as FARC pode ser maior do que os e-mails encontrados no computador de um dos principais líderes dos narcoguerrilheiros (morto por forças colombianas em território equatoriano). Praticamente eliminados da grande imprensa brasileira, o material presente no computador do traficante e terrorista Raul Reyes é uma verdadeira “Caixa de Pandora” para muitos dirigentes petistas e a exclusão desses dados da “grande mídia” deve ter custado muito caro aos cofres públicos e aos nossos bolsos.

No entanto, a imprensa colombiana não foi alcançada pela “benevolência” que a grande mídia brasileira tem no trato com o PT e divulgou as listas de contribuintes (isso mesmo, grana) para as FARC e uma relação de contatos do grupo terrorista com autoridades brasileiras. Veja um dos e-mails:

“A expansão das Farc na América Latina não incluiu apenas funcionários dos governos de Venezuela e Equador, mas também o compromisso de líderes, políticos e altos membros do Partido dos Trabalhadores, que é parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, o grupo guerrilheiro manteve contatos com os advogados e juízes do Brasil.

- José Dirceu, ministro da Presidência.

- Roberto Amaral, ex-ministro da ciência.

- Kokay Erika, MP.

- Gilberto Carvalho, Chefe de Gabinete.

- Celso Amorim, ministro das Relações Exteriores.

- Marco A. García, assessor de assuntos internacionais.

- Perly Cipriano, subsecretário de Promoção DH.RR.

- Paulo Vanucci, ministro da Secretaria DH.RR.

- Selvino Heck, assessor presidencial. “

A reportagem da revista colombiana com o título “O Dossiê Brasil” é a prova da verdade inconveniente da união e do compromisso existentes entre o PT e as FARC (leia a reportagem na íntegra). Se isso não fosse suficiente, a própria candidata Dilma, quando era Chefe da Casa Civil assinou um ofício dando um cargo e uma boquinha bem remunerada para a esposa de um dos maiores líderes das FARC. Sim, caro leitor, a esposa de Olivério Medina, representante das Farc no Brasil, ganhou um cargo de confiança no Ministério da Pesca e trabalha diretamente com a Presidência da República.

Segundo a imprensa colombiana essa infiltração faz parte de um plano para  disseminar a presença das FARC por toda a América Latina e tem o apoio da ala radical do PT (a mesma que quer controlar até o que você vê na TV). Dilma, desta vez, não pode alegar que apenas “rubricou” a contratação da esposa de Olivério e não sabia de quem se tratava. Como você mesmo pode atestar, ela assinou, carimbou e fez “tudo direitinho”.

dilma-solicita-mulher-de-medina

Logo, ficar escandalizado, magoado ou mesmo irritado com as declarações de Índio da Costa é meramente mais um jogo de cena de uma candidata sem propostas e de um partido sem vergonha na cara e sem coragem suficiente para assumir os seus fantasmas.

Algo bem parecido, porém em menor escala, acontece em Alagoas. Fernando Collor (aquele ex-presidente, lembra?) providenciou um jingle de campanha que está provocando arrepios no PT, em Lula e na Dilma. O constrangimento é tão forte que o partido (via coligação) vai entrar com um pedido na justiça para que o jingle seja retirado do ar. Na música, um forró (ou coisa do gênero), há versos que incomodaram o PT:

“(…) é Lula apoiando Collor, é Collor apoiando Dilma pelos mais carentes, e os três pelo bem da gente(…)”

E você leitor, o que pensa disso?


*********************************


Jingle da Campanha de Collor




quinta-feira, 22 de julho de 2010

"Velhos do Brasil! Uni-vos!"

"Itamar Franco, por ser um velho de 76 anos, não merece ser levado a sério."
Frase dita pelo Sr. Presidente da República do Brasil Luiz Inácio da Silva em desrespeito ao Ex presidente e a todos os velhinhos do Brasil.

 O texto não é novo mas representa bem o que está acontecendo nas alianças políticas do PT deste ano.

* Rubem Alves

Tenho muitos amigos que se apaixonaram por aquelas duas letrinhas, PT, criança promissora quando nasceu, quem sabe um Messias. 

Para não magoá-los impus-me um "silêncio obsequioso", por medo de que minhas idéias pudessem abalar nossa amizade. 

Mas, por vezes, o "silêncio dos intelectuais" é o mesmo que falta de integridade.

Fatos políticos trouxeram da minha memória uma fábula escrita por George Orwell, "A revolução dos bichos". Vou recordá-la. Os bichos, li derados pelos porcos, fizeram urna revolução na fazenda em que viviam para se livrar da opressão do fazendeiro que os explorava. Os porcos tinham razões de sobra para serem os líderes da revolução. Eram os animais mais sacrificados. 

Eram engordados para se transformarem em lingüiça, torresmo, toucinho, lombo, leitoa assada, pernil assado... 

Aconteceu, entretanto, que no decorrer do processo revolucionário uma importante mudança aconteceu: os porcos começaram a ver que o fazendeiro e seus empregados não eram tão ruins quanto pareciam. 

Na verdade; havia interesses comuns que permitiam que com eles se fizessem proveitosas alianças. A última cena do livrinho é assim: a bicharada, do lado de fora, olha através da janela da casa do fazendeiro. 

Lá dentro acontecia urna festa para celebrar um novo pacto político de cooperação entre fazendeiro e porcos. 

E os bichos, perplexos, olhavam para o fazendeiro, olhavam para os porcos, e não conseguiam saber quem era quem: o fazendeiro tinha focinho de porco e os porcos fumavam charutos como o fazendeiro...

Essa história, me veio à mente quando vi uma foto em que o presidente Lula, sorridente, abraçava o sr. Orestes Quércia. Chegou-me agora uma informação assombrosa: a de que o PT apóia o sr. Newton Cardoso, como candidato ao senado por Minas. Aí fiquei como os bichos, sem saber quem era quem...

Mas agora fui diretamente atingido pelo presidente. Comentando o apoio de Itamar Franco ao sr. Geraldo Alckmin ele zombou do acontecido sob o argumento de que Itamar Franco, por ser um velho de 76 anos, não merece ser levado a sério. Não merece ser levado a sério não por incompetência ou corrupção mas por ser um velho de 76 anos. 

Então, todos os velhos não merecem ser levados a sério. 

Os velhos pertencem ao grande grupo dos excluídos!

Quem diria! Há cerca de algumas semanas Lula foi recebido com honras pelos idosos que participavam de um "Encontro Nacional de Terceira Idade", em Brasília. E ele está sorridente... Velhos podem votar... 

Acontece que sou velho. Tenho 72 anos. Excluído do círculo dos inteligentes pela minha idade, o que penso e escrevo não merece ser levado em consideração. 

A opinião do Lula sobre os velhos, é ela produto de ignorância? Tudo indica que sim.

Para afirmar o que afirmou ele teria de ter ignorado, o Millôr, a Cora Coralina, D. Felix de Casaldáliga, Oscar Niemeyer, Jorge Amado, Dorival Caymmi, a Mãe Menininha de Gantois... Ou terá sido por preconceito?

Ignorância ou preconceito, não importa. Para mim, uma das qualidades fundamentais do presidente da República terá de ser o respeito pelos velhos. 

Os velhos têm a lucidez daqueles que nada têm a perder por que já estão vivendo no tempo de morrer. Por isso, lanço aqui o meu grito:

"Velhos do Brasil! Uni-vos!"

* Rubem Alves psicanalista, é educador, teólogo e escritor brasileiro, é autor de livros e artigos abordando temas religiosos, educacionais e existenciais, além de uma série de livros infantis.


Marcelo Tas fala sobre Lula, a Metamorfose Ambulante

Marcelo Tas fala sobre Lula, a Metamorfose Ambulante: "



quarta-feira, 21 de julho de 2010

Flagra: Kombi da prefeitura do Rio leva material de propaganda de Dilma

Flagra: Kombi da prefeitura do Rio leva material de propaganda de Dilma: "
Imagens exibidas pelo blog de Ricardo Gama mostram um raro flagrante: uma Kombi (placa LQB 2799), com inscrição 'A serviço da prefeitura do Rio' no para-brisas, transportando material de propaganda da candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff (PT), momentos antes do comício desta sexta-feira. O flagrante foi realizado na Cinelândia, em frente ao restaurante Amerelinho, por volta das 15h30. Claudio Humberto - Assista vídeo de crime eleitoral.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Vai que cola??? - Candidata rubricou documento sem ler sequer uma linha, diz PT

Displicência teria ocorrido por causa da pressa em assinar 'pacotes de papéis' sobre a inscrição da chapa na Justiça Eleitoral

João Domingos / Brasília - O Estado de S.Paulo

De acordo com informações do PT e da assessoria da candidata Dilma Rousseff, tanto ela quanto o presidente do partido e coordenador de sua campanha, José Eduardo Dutra, assinaram a versão radical de programa de governo entregue ao TSE na segunda-feira sem ler nem sequer uma linha do que estava escrito. Na versão da campanha, a displicência teria ocorrido por causa da pressa da candidata em assinar "pacotes de papéis" sobre a inscrição da chapa na Justiça Eleitoral antes de embarcar para São Paulo.

Na correria, em vez de fazer cópia do esboço do programa de governo mostrada ao Estado, no domingo, a equipe de Dilma entregou a ela e a Dutra a resolução sobre as diretrizes do 4.º Congresso do PT, realizado em fevereiro. A resolução continha teses radicais, entre elas uma que abria brecha para a interpretação de uma suposta defesa da legalização do aborto, e outra já superada a que propõe a criação de um vale-cultura aprovado pela Câmara e pelo Senado e dependente apenas de ajustes de texto para virar lei.

Dilma e Dutra rubricaram todas as 19 páginas do programa radical. As propostas incluíam ideias como o controle social da mídia, a taxação de grandes fortunas e a revogação do dispositivo que torna áreas invadidas indisponíveis para a reforma agrária.

"Sabotagem". Dentro da campanha da petista chegou a haver a desconfiança de que algum petista ligado às alas radicais poderia ter sabotado as cópias e trocado a do esboço do programa que ainda receberá emendas do PMDB e dos demais oito partidos aliados pela das resoluções do 4.º Congresso.

Essa possibilidade, no entanto, foi descartada porque na coordenação, em Brasília, não há nenhum integrante dos radicais. Toda a direção de campanha é composta pelas alas mais moderadas.

Como depois de assinar a papelada, Dilma viajou para São Paulo e José Eduardo Dutra teve uma crise hipertensiva o que o levou a ficar internado no Hospital do Coração até ontem pela manhã, a coordenação da campanha só percebeu a troca quando passou a receber ligações de jornalistas que indagavam sobre o sentido daquelas propostas tão radicais.

"Falha nossa". Quem descobriu foi o secretário de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR). "Por volta de 15h30 recebi uma ligação que indagava sobre algo que eu não sabia responder. Fui à página do TSE verificar o que estava ocorrendo e percebi a troca dos programas. Foi uma terrível falha nossa, que certamente vai nos dar dor de cabeça por uns dias, talvez semanas."

Vargas ligou para o coordenador jurídico da campanha, deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), que orientou o advogado Sidney Sá das Neves a substituir os documentos no TSE. Como Dilma não estava mais em Brasília e Dutra se encontrava hospitalizado, eles não puderam rubricar a segunda versão do programa de governo.

O documento foi assinado e rubricado pelos advogados Sidney e Mariana Azevedo Reis de Toledo. "Eles são procuradores do PT e podem assinar pelo partido", afirmou Cardozo, que viajara com Dilma para São Paulo e ontem estava em Porto Alegre.

Mesmo tendo rubricado a documentação radical, Dilma quase teve um ataque ao saber o que estava acontecendo. De acordo com informação de petistas, enfurecida, a candidata chegou a afirmar que alguém do partido deveria estar sabotando a campanha, visto que o documento com as propostas polêmicas apresentado ao TSE era exclusivo do PT.



terça-feira, 6 de julho de 2010

DILMA SE NEGA A DIZER AO “GLOBO” POR QUE QUER SER PRESIDENTE.

DILMA SE NEGA A DIZER AO “GLOBO” POR QUE QUER SER PRESIDENTE.
RESPOSTA: A DILMA QUE EXISTE NÃO É CANDIDATA, E A QUE É CANDIDATA NÃO EXISTE.


O jornal convidou os três principais presidenciáveis a responder uma pergunta muito difícil, de caráter realmente transcendental: “Por que quero ser presidente Do Brasil?” A questão era lançada assim mesmo, na primeira pessoa, como se o presidenciável estivesse diante do espelho e se entregasse a uma reflexão a um só tempo política e existencial. Todos nós, creio, já nos deparamos com aquele “outro” refletido e nos indagamos sobre nossas escolhas, anseios, projetos futuros.

O tucano José Serra  e a verde Marina Silva aceitaram o desafio. Vê-se ali uma grande interrogação onde deveria estar a resposta da petista Dilma Rousseff. O Globo informa:
 
“Desde o dia 10 de junho, a campanha da candidata Dilma Rousseff foi procurada para que ela respondesse a apenas uma pergunta. O convite foi reiterado diversas vezes desde então, mas ela se recusou a responder à pergunta, que seria apenas: ‘Por que quero ser presidente do Brasil?’”

Qual a dificuldade, afinal de contas, de responder a uma indagação tão simples quando se tem um exército de assessores? Eis o busílis: a proposta do Globo era que o candidato gravasse uma resposta de cinco minutos, sem a interferência de aspones e profissionais de mídia. Como diria a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA, também o jornal queria “a resposta dos candidatos, não dos marqueteiros”. E aí Dilma pulou fora. Serra e Marina aceitaram gravar a resposta, e o jornal publicou uma síntese do que disseram.

É constrangedor saber que a candidata petista, empatada tecnicamente com o adversário tucano, apontada por boa parte da imprensa como favorita, tenha se recusado a responder.

Dilma tem evitado as sabatinas para as quais é convidada. Compreende-se o motivo: num formato com perguntas realmente livres, ela não controla o interlocutor e pode se deparar com indagações consideradas incômodas. Como ela está em construção, o PT não quer atrapalhar o trabalho dos engenheiros de gente. Mas o que há de arriscado numa pergunta fechada, de conteúdo previamente conhecido? Por que Dilma não aceitou gravar uma resposta de cinco minutos?

Dois fatores concorrem, parece-me, para que aquele ponto de interrogação tenha ido parar no centro da página. Um deles é a arrogância de sempre. Os petistas acham que não precisam “dar explicações à imprensa”, como se aquela indagação fosse parte de algum desafio, de alguma disputa. E é evidente que isso é bobagem. A imprensa só é um dos canais de comunicação que o candidato tem com a opinião pública. Mas o PT sabidamente não gosta desse negócio de “mídia livre”. Escrevi ontem sobre a nova investida do partido para controlar os meios de comunicação - vejam lá.

O outro fator está relacionado à complexa simplicidade da pergunta, a seu apelo, como digo lá no alto, existencial. Ela remete à questão da IDENTIDADE. A petista não tem como responder porque A DILMA QUE DISPUTA A ELEIÇÃO NÃO EXISTE, E A DILMA QUE EXISTE NÃO DISPUTA A ELEIÇÃO. Ou por outra: a candidata apresentada ao eleitor é uma construção da marquetagem. Foi preciso que ela deixasse de ser quem era para assumir, como já declarou Lula, o lugar de um “outro”. Ela já não sabe quem é. Por isso mesmo, não tem como enfrentar desafio tão simples. Sua resposta poderia se resumir a oito palavras: “Quero ser presidente da República porque Lula decidiu”. E isso encerraria toda a sua dramática verdade.

Goste-se ou não do que pensam e dizem, Serra e Marina são quem são. Não precisam se esconder. No dia 20 de abril, por exemplo, em entrevista a uma rádio de Pernambuco, estado que tem o MST mais violento do país, Dilma afirmou que jamais usaria um boné do MST porque governo não se confunde com “movimento social”. Em outra entrevista, aí a uma rádio de Uberlândia, no dia 23 do mês passado, criticou as ilegalidades do MST e afirmou que, num eventual governo seu, elas não seriam toleradas. No dia seguinte, foi ao Sergipe e discursou com o boné do MST na cabeça. No dia 25, encontrou-se com mulheres da alta sociedade paulistana na casa do empresário Abílio Diniz e reiterou seu amor pela lei e pela ordem. Quantas caras tem Dilma? Todas as que o mercado de votos pedir. E isso significa não ter nenhuma. Por isso mesmo, é incapaz de responder: “Por que eu quero ser presidente do Brasil?” Cinco minutos viram uma eternidade!

Uma página do Estadão de 1968, foi submetida à censura prévia. Onde deveria estar uma notícia, entrou receita de doces. Era um jeito que o jornal tinha de informar a seus leitores que fora censurado. O ponto de interrogação no espaço reservado a Dilma, no Globo, é a receita de doce dos tempos modernos. Felizmente, e contra a vontade dos petistas — leia, reitero, texto de ontem sobre nova investida contra a “mídia” —, a imprensa é livre no Brasil. Livre para informar, inclusive, o que pensa Dilma. Uma liberdade que, como se nota, ela considera dispensável à sua causa. Curiosamente, ela recusa uma resposta simples ao jornal O Globo, menina dos olhos de Roberto Marinho, mas aceita o convite para o jantar de Lily Marinho, viúva do lendário jornalista e  empresário. Dilma parece se sentir mais à vontade para dizer o que pensa em círculos fechados. Por alguma razão, o debate público não lhe interessa.
 
Por Reinaldo Azevedo


Por que quero ser presidente do Brasil?

Por que quero ser presidente do Brasil?
Jornal O Globo – Domingo – 04/07/2010

Serra
Eu quero ser presidente do Brasil para materializar um compromisso que tenho desde a minha juventude, e ao longo de toda a minha vida pública: a abertura de oportunidades para os brasileiros, de todas as idades, de todas as regiões do país. Abertura de oportunidades na vida, para que as pessoas possam crescer, prosperar, para que as famílias sejam mais felizes. Parece idealismo? Não. Acho que a gente pode caminhar muito nessa direção. Estou convencido de que o Brasil pode mais. O Brasil já andou bastante nas últimas décadas, mas ele pode mais. Pode mais na segurança, que é uma área de muita preocupação para todos os brasileiros e brasileiras. A segurança é um problema grave no Brasil, e que tem ficado só por conta dos estados. Acho que o governo federal tem que entrar nessa área como corresponsável. (...) Outra área em que o Brasil pode e tem que oferecer mais à sua população é a saúde. (...) Há alguns anos eu fui ministro da Saúde. Demos um grande impulso na Saúde. Esse impulso, ao longo do tempo, esmoreceu. Não é que andou para trás, mas é que as necessidades andaram mais para a frente. E é muito importante. É uma coisa que dá para avançar muito.
Vou dar um exemplo: no Brasil do futuro, das oportunidades, nenhuma mulher de 45 anos pode se privar de uma mamografia, na questão do câncer dos seios. Por exemplo, essa tem que ser uma meta: todas no Brasil examinadas.
Dá para fazer? Eu sei que dá. Precisa ter recursos, (mas também) capacidade de organização, entusiasmo, eficiência.
(...) Outra área essencial para o nosso país é a educação e, principalmente, a educação para o trabalho. Ter escolas técnicas, e ter também formação profissional. (...) É possível também fazer cursos mais curtos para as famílias mais necessitadas. Por exemplo, aquelas que estão no Bolsa Família, que têm os seus jovens aí sem muita oportunidade para o futuro. Esse é, aliás, um programa que vamos reforçar e vincular à saúde, à educação, principalmente à educação também para o trabalho. São três áreas essenciais.
E duas delas, como a saúde e a segurança, têm muito a ver com um problema que envolve as duas áreas, que é a droga, que é o crack, que é um fenômeno nacional. (...) Outro aspecto fundamental, para mostrar que o nosso país pode mais, é a questão de infraestrutura — estradas, portos, aeroportos. Portos e aeroportos estão numa situação muito insuficiente para o nosso país. Por que eu quero ser presidente? Porque tenho a convicção de que posso ser decisivo num processo de avanço do Brasil. Pelo meu compromisso de vida, que vem desde a época em que eu fui dirigente estudantil morando, aliás, no Rio de Janeiro, presidente da União Nacional dos Estudantes. Depois quando fui secretário, deputado constituinte, senador, ministro do Planejamento, ministro da Saúde, prefeito de São Paulo, governador de São Paulo. Pode-se olhar minha vida para trás e vai-se constatar que é uma vida empenhada nessa direção, inclusive, por todas as coisas que eu materializei, que fiz acontecer no meu passado, e muitas delas, novas, eu quero fazer acontecer no futuro.

Dilma
Desde o dia 10 de junho, a campanha da candidata Dilma Rousseff foi procurada para que ela respondesse a apenas uma pergunta. O convite foi reiterado diversas vezes, desde então, mas ela se recusou a responder à pergunta, que seria apenas: “Por que quero ser presidente do Brasil?”

Marina
Ser presidente da República é a oportunidade de você juntar o que há de melhor no país a serviço do país. Quando eu penso em ser presidente da República, a primeira coisa que penso é isso: na produção que nós temos ao longo de todos esses anos, de séculos, do que foi acumulado positivamente, falando na economia, na cultura, na política, na ética, nas artes, na espiritualidade, e (penso) que tudo isso possa se encontrar num projeto que, com base naquilo que a tecnologia e a ciência podem nos suportar e nos dar de apoio, possa se colocar a serviço da melhoria da vida das pessoas, do lugar onde a gente vive, que é o Brasil, e como esse lugar pode contribuir com o mundo. E obviamente que, pensando assim de forma tão ampla, você tem que traduzir isso do ponto de vista prático.
E traduzir na prática para mim não é difícil, porque, ao longo desses 52 anos de vida, transitei de A a Z neste Brasil profundo. Sempre digo que conheço as sinas dos que foram entendidos como indigentes nos hospitais do Brasil. E conheço o banco mais precário da escola do Brasil, que foi o Mobral, que foi a fresta por onde eu entrei. E conheço as universidades mais importantes do Brasil, as instituições de pesquisa. E sei que o que falta para este país é construirmos as oportunidades certas para os diferentes segmentos da sociedade (...) para que possamos desenvolver nossas potencialidades como povo, como nação, como a oportunidade econômica, social e cultural. Então, ser presidente da República para mim é tudo isso. Obviamente que um desafio como este não é um desafio de uma pessoa.
É o desafio de um povo, onde uma pessoa se coloca a serviço (desse povo). Em primeiro lugar, com uma nova visão.
Uma visão nova de desenvolvimento, uma visão de economia que seja capaz de se pensar e integrar os fazeres dessa imensa diversidade brasileira. A economia é importante, mas ela se integra ao mundo das artes, da ciência, aos desafios sociais, aos desafios ambientais e culturais deste país. É como integrar tudo isso numa única equação que seja capaz de mudar o modelo de desenvolvimento, (...) de promover a inclusão e a justiça social, onde a educação possa se constituir como uma prioridade no decorrer do processo político. (...) E, ao mesmo tempo, onde o grande desafio é fazer com que os brasileiros e as brasileiras possam estar mobilizados em torno de um novo projeto. O Brasil vive o fechamento de um ciclo, que é esse ciclo de 16 anos, e está pronto para a abertura de novo ciclo. Da mesma forma que fomos capazes de abrir o ciclo da industrialização, com JK, hoje estamos aptos a abrir o ciclo da revolução na educação e tirarmos todo o atraso que um país como o nosso, que é uma potência ambiental, tem em relação ao conhecimento, à tecnologia, à inovação, e a integrar tudo isso ao melhor da tradição. Porque não vejo uma separação entre aquilo que o povo sabe como experiência e aquilo que o povo sabe como ciência. Então, pretendo fazer juntando essas duas coisas: tradição e modernidade numa mesma equação, para que a gente possa ter um Brasil mais justo, mais fraterno, mais democrático e feliz.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Do Blog de Reinaldo Azevedo

Do Blog de Reinaldo Azevedo:

Eu sabia desde ontem — um repórter já havia feito a consulta e me informado — que o Ministério Público havia investigado a suposta irregularidade na história da merenda, no Rio, com a qual se tenta atingir o deputado Índio da Costa (DEM-RJ), candidato a vice na chapa de José Serra, e não havia encontrado nada. Ao contrário até, conforme evidencia a íntegra do documento em que o órgão determina o arquivamento do caso. Esperei ter a papelada para tratar do assunto.

Pois é… Adiante ser inocente? Parece que não. Se bem que a palavra nem cabe. Não houve julgamento porque não se deu nem a acusação formal. Não há nada!!! E daí? Relembro o que escrevi sobre a fábula do lobo e do cordeiro: quando se está a fim de cravar os dentes no pescoço de alguém, pouco importa se há ou não motivos. O que conta é a natureza do lobo.

É o fim da picada! Se uma suspeita é investigada e se o órgão competente chega à conclusão de que irregularidade não houve, insistir na questão não só manda às favas a presunção de inocência como caracteriza, a partir daí, perseguição política. Em vez de irregularidade no episódio da merenda, Tribunal de Contas do Município e Ministério Público atestaram outra coisa: lisura do processo.

Lá no alto, vocês encontram o link para a íntegra do documento. Seguem alguns trechos:

Reproduzindo parecer do Tribunal de Contas do Município, transcreve o Ministério Público:
“Outrossim, este mesmo órgão auxiliar não vislumbrou qualquer irregularidade em razão da empresa Milano ter vencido 75% do total do objeto licitado. De acordo com o relatório, tal percentual se deve ao fato de seu patrimônio social ser superior ao patrimônio das outras concorrentes, o que permitiu que cotasse para todas as CREs que tivessem interesse. Outros concorrentes ficam limitados em virtude de seu patrimônio social não permitir o cumprimento total do contrato ou, então,devido à inabilitação parcial de uma área ou produto a ser cotado”.

Emenda, então, o Ministério Público:
“Estas ponderações consignadas no referido relatório do TCM contam com a aquiescência deste órgão de execução, eis que foram analisados os argumentos contrapostos pela representante e demais órgãos e membros da sociedade civil que questionam o processo licitatório”

Em seguida, o relatório descaracteriza as acusações da CPI, observando:
“Diante do contexto transcrito, a conclusão obtida por este órgão ministério não se divorcia aquelas apresentadas pelo TCM e Câmara dos Vereadores.
Desta forma, PROMOVO O ARQUIVAMENTO do Inquérito Civil nº 3574/2005 e determino a sua remessa ao Conselho Superior do Ministério Público, na forma do art. 9º, parágrafo 1º da Lei 7.347/85 e nos arts. 17 e 18 da Resolução GPGJ 1066/02
Rio de Janeiro, 5 de março de 2008
Patrícia do Couto Villela
Promotora de Justiça”

Se nada disso bastar, então o jornalismo deve agora adotar um novo procedimento: quando quiser botar alguém da boca do sapo, basta procurar um adversário da pessoa em questão e lhe dar a chance de falar o que bem entender. Aí, é só buscar o “outro lado” para a vítima se defender. Ao leitor, telespectador ou ouvinte, resta a máxima: “Ah, se estão acusando, alguma coisa tem…”

Que os blogs a soldo estejam nessa, ok. Que o chamado jornalismo sério reproduza o procedimento, bem, isso evidencia a sua… seriedade!

A BUSCA DA RENOVAÇÃO. E A CAMPANHA BARRA-PESADA JÁ COMEÇOU



Por: Reinaldo Azevedo

É consenso que não é o candidato a vice que decide uma eleição. Mas pode atrapalhar bastante. Nesse particular, parece que o deputado Índio da Costa (DEM-RJ) vai muito bem. Não atrapalha e até pode ajudar bastante. Há dados evidentes que podem ser explorados na campanha. Aos 39 anos, confere juventude à chapa, agregando à reconhecida experiência do titular um ar de renovação. Articulado, bonitão, bem-falante, não é um pára-quedista, que aparece do nada, só para resolver uma crise — embora, efetivamente, seu nome surja como resposta a uma crise feia, depois de uma trapalhada fabulosa.

Em seu primeiro mandato como deputado federal — já tinha sido vereador no Rio — , destacou-se na Câmara em pelo menos dois momentos: como relator do projeto Ficha Limpa e como membro da CPMI dos Cartões Corporativos. Considerados os seus protagonistas da disputa — os três principais candidatos e seus respectivos vices —, quem está mais ligado a um projeto recente que teve inequívoco apoio popular é justamente o jovem Índio da Costa, de um partido considerado “conservador”: o DEM.

Há mais a se considerar: a imagem do DEM sofreu um intenso desgaste por causa das lambanças do bando do Distrito Federal — que foi suprapartidário, é bom destacar. Os envolvidos nessa em outras tramóias ou pediram para sair do partido, diante da expulsão certa, ou foram expulsos. Para certa imprensa, isso não fez muita diferença. Nesse particular, convenham, o DEM é mais duro do que outras legendas. Imaginem se o PT tivesse expulsado todos os seus mensaleiros… No PT, José Dirceu, por exemplo, ainda é general. Os petistas negam até mesmo que o mensalão tenha existido.

Relator do projeto Ficha Limpa, Índio da Costa certamente enfrentará o lado barra-pesada da campanha. Os blogs que servem ao lulo-petismo já estão tentando transformar em escândalo o fato de ELE SER EX-GENRO DO BANQUEIRO SALVARORE CACCIOLA. Já faz tempo! E, ainda que fosse, não há o menor sinal de que tenha qualquer relação com o ex-banqueiro. Mas a cachorrada já está salivando e vai tentar transformar num “ficha suja” simbólico o relator do projeto Ficha Limpa. Certo como dois e dois são quatro.

Por Reinaldo Azevedo
30/06/2010