Google+ Álem M. Martins: Junho 2010

quarta-feira, 23 de junho de 2010

"Copa Solidária" para ajudar vítimas das chuvas no Nordeste

"Copa Solidária" para ajudar vítimas das chuvas no Nordeste: "
A campanha Copa Solidária para arrecadação de donativos destinados às vítimas das enchentes tem postos de coleta nos espaços públicos de exibição dos jogos da Copa do Mundo 2010 no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife.



Veja o que pode ser doado: água potável, material de higiene pessoal (pasta de dentes, escova de dentes, escova de cabelo, sabonete, xampu, condicionador) e alimentos não perecíveis (arroz, feijão, fubá, macarrão, leite em pó, açúcar, pó de café e enlatados)



Saiba onde doar:



- Fifa Fan Fest, no Rio de Janeiro, durante todos os jogos, a partir de amanhã, às 11h.



- Praça da Estação (Centro) / Praça JK (Sion), em Belo Horizonte, durante todos os jogos, a partir de amanhã, às 11h.



- No Vale do Anhangabaú, em São Paulo, apenas nos jogos da seleção brasileira.



- Na Arena da Praia do Pina, no Recife, apenas nos jogos da seleção brasileira.
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Fonte: JN

Projeto Repartir: doações para as vítimas das chuvas em Pernambuco

Projeto Repartir: doações para as vítimas das chuvas em Pernambuco: "


Clique na imagem para ampliar


Embora muita coisa já tenha chegado como doação das igrejas de Recife, ainda necessitamos de muito mais. você pode doar: água mineral, roupas, sapatos, colchões, lençóis, entre outras coisas ou ainda, fazer sua doação em dinheiro para a conta corrente da Igreja Presbiteriana do Brasil:


Bradesco: Ag. 1230
C/C.: 25.641-2


As doações em gêneros alimentícios, roupas, produtos de limpeza, colchões ou outro tipo qualquer, pode ser endereçada a qualquer igreja presbiteriana, ou remetida ao Seminário Presbiteriano do Norte, situado à Rua Demócrito de Souza Filho, 208 - Madalena, Recife-PE.


Informamos ainda a todos os nossos leitores e seguidores, que o Seminário Presbiteriano do Norte vai abrir as suas portas nesse feriado, para receber todas as doações que porventura cheguem nesta quinta-feira. Os nossos voluntários estarão a posto para recebê-los e ao mesmo tempo estarão separando e organizando o material recebido.
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Fonte: Blog do Rev. Marcos André Marques

Conselho de Ação Social da IPB se une ao SPN na ajuda aos irmãos vítimas das chuvas em Pernambuco e em Alagoas


A IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil), através do CAS (Conselho de Ação Social), em parceria com o SPN (Seminário Presbiteriano do Norte) e os Sínodos Alagoas/Sergipe e os Sínodos do Estado de Pernambuco, conclamam a todas as Igrejas a se mobilizarem em prol da campanha de arrecadação de doações para as cidades atingidas pelas enchentes e desmoronamentos ocorridos nos estados de Alagoas (Rio Largo, União Palmares) e Pernambuco (Barreiros, Catende, Cortês, Palmares, Palmerina).

 Por Presb. Clineu Francisco

Pte. do CAS


Esclarecemos que nas cidades: Palmares-PE, Cortês, Palmerina e Escada-AL os templos foram totalmente destruídos bem como seus Pastores perderam seus bens. Conforme relato "Em Cortês o nosso templo presbiteriano, foi totalmente destruído e o Rev. Moacir Mauricio perdeu todos os seus bens.

Quanto a Palmares, a casa pastoral desmoronou e o Rev. Cephas Júnior perdeu todos os seus pertences,  já o templo está condenado pelo poder publico.

Na cidade de Escada a água levou todos os utensílios do templo e o Rev. Aldo Santana perdeu todos os seus bens e pertences".

Esclarecemos que as doações deverão ser encaminhadas aos endereços abaixo onde estarão centralizadas a coordenação e os responsáveis pelo envio das mesmas às igrejas das cidades atingidas pelas recentes chuvas.

Itens a serem arrecadados: alimentos não perecíveis, água, leite em pó, material de limpeza e higiene pessoal, colchão, roupas e calçados em bom estado, roupas íntimas novas para adultos e crianças, roupas de cama, mesa e banho, eletrodomésticos em perfeito funcionamento.

Contatos:

SPN - Seminário Presbiteriano do Norte
Rua Demócrito de Souza Filho, 208 – Madalena
CEP 64055-410
Recife – PE
Telefones:- (81) 3227-0145 e 3227-0986 ou (81) 96339893
E-mail: spn@ipb.org.br

IBN - Instituto Bíblico do Norte
Rua: Drs. Carmerina Vieira de Melo, 915, Heliópolis- Garanhuns (PE)
CEP: 55293-970
Telefone: (87) 3762-1678
E-mail: ibn@bluenet.com.br
Rev. Mariano

 

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Fonte: IPB



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Enchentes: Alagoas não recebeu nenhum centavo para prevenção

Leandro Kleber
Do Contas Abertas
  
Enquanto a Bahia continua sendo o estado mais privilegiado com verba para ações de prevenção a catástrofes climáticas, Alagoas – o estado mais atingido pelas cheias dos rios nos últimos dias – não recebeu um centavo do governo federal para prevenção em 2010. O Ministério da Integração Nacional, responsável pelo programa de “prevenção e preparação para desastres”, desembolsou R$ 70,6 milhões no programa neste ano. A Bahia, unidade federativa onde ex-ministro da pasta Geddel Vieira Lima concorre ao governo nas eleições deste ano, recebeu 57% do valor liberado, o equivalente a R$ 40,1 milhões.

Já Pernambuco, também castigado pelas fortes chuvas dos últimos dias, recebeu menos de 1% do total repassado pelo órgão por meio do programa de prevenção; somente R$ 172,2 mil. A rubrica engloba obras e serviços de caráter preventivo em áreas de risco, como contenção de encostas, drenagem superficial e subterrânea, desassoreamento, retificação e canalização de rios e córregos. Além disso, os recursos são usados em proteção superficial com materiais naturais e artificiais, muros de gravidade, aterros reforçados, barreiras vegetais e obras como pontes e viadutos de pequeno porte.
 
Por outro lado, com as ações do programa de “resposta aos desastres e reconstrução”, também administrado pelo Ministério da Integração Nacional, os dois estados foram mais bem contemplados neste ano. Alagoas recebeu R$ 3,8 milhões do governo federal para realizar ações de socorro e assistência às pessoas afetadas por calamidades, restabelecimento das atividades essenciais e recuperação dos danos causados pelas tragédias. Isso porque o estado sofreu com problemas no ano passado devido às chuvas. O montante, no entanto, não representa sequer 1% do total repassado pela rubrica a estados de todo o país, R$ 542,6 milhões. Pernambuco recebeu R$ 19,8 milhões desse valor, ou seja, 4% do total.
 
O estado do Rio de Janeiro, que praticamente parou durante alguns dias do começo de abril por causas das enchentes e deslizamentos na capital e em cidades da região metropolitana, agora lidera o ranking dos mais beneficiados com verba para resposta aos desastres. Dos R$ 542,6 milhões repassados pelo governo federal, R$ 118,3 milhões foram destinados à região fluminense, 22% do total.
 
Para o geólogo da Universidade de Brasília Oswaldo Filho, apesar das chuvas que caíram em Pernambuco e Alagoas terem sido anômalas, o Nordeste sempre tem problemas decorrentes das tempestades. Segundo ele, as dificuldades para implementar projetos de prevenção são mais políticas do que técnicas. “População em margens de rio são sempre um perigo em potencial, assim como moradias localizadas em encostas indevidas. Não há estudos geotécnicos para ocupação das áreas. Se houvesse, os impactos das chuvas seriam menores”, afirma.
 
Número de atingidos
 
Segundo levantamentos preliminares do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad), junto às coordenações estaduais de defesa civil, em Pernambuco, 53 municípios declararam situação de emergência. São 17.719 desabrigados, 24.301 desalojados e 13 óbitos. Em Alagoas são 22 municípios atingidos, com 32.335 desalojados, 25.843 desabrigados e 19 mortes.
 
A Secretaria Nacional de Defesa Civil liberou nas últimas horas 12 mil cestas de alimentos para Pernambuco e 8 mil cestas para Alagoas. Também foram enviados kits dormitório, composto por colchões, cobertores, lençóis, travesseiros, fronhas e toalhas, para a população que se encontra desabrigada. Cada estado receberá 6 mil kits
  
Cláudio Humberto:
AL e PE receberão de Lula três vezes menos que o Haití                             
Nossas tragédias não repercutem no exterior. Deve ser por isso que o presidente Lula vai liberar só R$ 100 milhões (56 milhões de dólares) para reconstruir cidades de Alagoas e Pernambuco devastadas pelas enchentes, mas doou o triplo, ou seja, R$ 297 milhões (167 milhões de dólares), para a reconstrução do Haiti, após o terremoto. São 41 mortos confirmados e só em Alagoas há mais de seiscentos desaparecidas.




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terça-feira, 22 de junho de 2010

Divulgada conta bancária para doações aos desabrigados pelas chuvas no interior de Pernambuco

Divulgada conta bancária para doações aos desabrigados pelas chuvas no interior de Pernambuco: "


Igreja Presbiteriana de Palmeirina/PE destruída pelas chuvas


Com informações do blog do Rev. Marcos André Marques.



Meus irmãos as informações estão chegando agora com maior precisão. Mesmo precariamente, o acesso as cidades atingidas foi liberado. Aqueles que ali foram, são unanimes em afirmar o cenário de guerra instalado. Há necessidade de ações mais urgentes, pois já se passaram mais de 48 horas do ocorrido, portanto, a ajuda não pode demorar a chegar.


Continua em Recife e também em muitas cidades do interior a campanha em prol dos que foram atingidos por essa grande catástrofe. Chegam-nos imagens fortíssimas, que demonstram a gravidade do ocorrido em toda região da mata-sul do nosso estado.


O Sínodo do Agreste Sul de Pernambuco (SAP), através do seu presidente o Rev. Flávio Marcus, visitou a área das enchentes (Palmares, Catende, Cortês, Barra de Guabiraba, entre outras cidades) e constatou a necessidade daquele povo de coisas básicas, como água mineral, roupas, colchões, lençóis e alimentos não perecíveis.


Mas uma vez fazemos um apelo para que todos os irmãos presbiterianos se unam e de forma efetiva e eficaz, promovam campanhas em suas igrejas e comunidades, a fim de arrecadarmos donativos.


Hoje pela manhã em conversa com o Rev. Cefas Jr. Ele disponibilizou o número da conta-corrente da Igreja Presbiteriana de Palmares, para doações em dinheiro e especificamente para Palmares. Eis os dados da conta: Agência 3214-0 Bradesco; C/C 35.708-1. Ao fazer o seu depósito, por favor, exija do caixa que este depósito seja identificado e coloque o seu nome. Evite fazer depósito em máquinas, prefira o caixa.


Amanhã pela manhã no SPN, haverá uma reunião do comitê centralizador de doações dos presbiterianos no Recife, que contará com a presença de pastores e voluntários. Se você deseja colaborar como voluntários, deve comparecer amanhã às 9 horas no Seminário Presbiteriano do Norte (SPN).


Para maiores informações, ligue (081)3227.0986 ou 9633.9893, ou dirija-se ao SPN na Rua Demócrito de Souza Filho, 208 – Madalena, Recife-PE.


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domingo, 20 de junho de 2010

A ALMA ABATIDA - Nani Azevedo coral e orquestra

A ALMA ABATIDA - Nani Azevedo coral e orquestra: "

Nani Azevedo canta A alma abatida, hino de número 193 da Harpa Cristã - Hináro oficial das Assembléias de Deus, gravado ao vivo com coral e orquestra sob a regência do maestro Misael Passos, no templo central da Assembléia de Deus em Curitiba, presidida pelo Pr. José Pimentel de Carvalho, para o CD/DVD Hinos Inesquecíveis, lançado pela Editora Central Gospel.



Do Point Rhema

Chuvas em Pernambuco: destruição de cidade e de uma Igreja Presbiteriana

Chuvas em Pernambuco: destruição de cidade e de uma Igreja Presbiteriana: "


Na Mata Sul do Estado, o rio Sirinhaém invadiu a cidade de Cortês, distante cerca de 103 km de Recife. As pessoas estão deixando as suas casas e procurando os lugares mais altos. Mais de 200 famílias estão desalojadas, segundo o prefeito do município, José Genivaldo dos Santos (Geninho), que decretou estado de calamidade pública.


De acordo com o prefeito, o centro da cidade está todo inundado. 'Lojas e casas estão alagadas, algumas chegaram a desabar. A chuva levou mercadorias. Na ilha da Saudade, 12 a 15 pessoas estão ilhadas. O Governo do Estado mandou um helicóptero para salvá-las. Nunca vi um desastre parecido aqui', falou.


Um homem identificado como José Heleno, de aproximadamente 37 anos, morreu devido a um deslizamento de barreira, na rua Aparador, no centro do município. O templo da Igreja Presbiteriana (foto acima) construído em 1931 não suportou a força das águas e tombou, ficando só a fachada. Portanto, aqueles irmãos precisam de ajuda não somente para reconstruírem suas casas e vidas, mas também para reconstruírem o templo que foi completamente destruído.






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sábado, 19 de junho de 2010

DILMA RECUSA MAIS UM CONFRONTO COM SERRA E MARINA, AGORA NA CNA. EXPLICA-SE: ELA PRECISA NÃO EXISTIR PARA SER ELEITA

Por Reinaldo Azevedo

A candidata petista a Presidente, Dilma Rousseff, havia topado participar de uma sabatina promovida pelo portal UOL e pela Folha Online. Cancelou. Alegou problema de agenda — essa viagem que ela faz à Europa, sempre notando que a viagem é que se sobrepôs à sabatina, não o contrário. No dia 1º de julho, a CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil) realiza também o seu encontro com os presidenciáveis, a exemplo do que fez a CNI, da Indústria. José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) vão participar. A petista está, de novo, com problema de agenda.

Publiquei no blog o filme de duas curtas intervenções de Dilma na sua viagem à Europa. Fica evidenciada ali a sua dificuldade de se expressar com clareza — e não se sabe até onde isso é conseqüência da dificuldade de pensar com clareza. Os embates públicos, na primeiríssima fase da campanha, não lhe foram, com efeito, satisfatório. E o PT decidiu que Dilma falará sem opositores até quando for possível. E, no melhor dos mundos, assim seguirá até o fim.

Dilma quer evitar o efeito comparação. O maior temor, evidentemente, é Serra, com quem aparece empatada nas pesquisas. Mas o embate com Marina também não lhe é confortável. Num caso, teme a confrontação técnica; no outro, a, como posso dizer?, mitológica.

Serra não é exatamente um adversário a quem se possa responder com a tradicional chicana petista, que mistura supervalorização dos feitos de Lula — até setores do Ministério do Planejamento evidenciam a patacoada da fala oficial (ver abaixo) — com mistificação ideológica. Com o tucano, a velha saída à esquerda do petismo não funciona. De modo curioso até, os petistas insistem em afirmar, ainda que por vias tortas, que esquerdista mesmo é… Serra!!! Dilma fica sem discurso.

Com Marina, a coisa se opera em outro nível. Ainda que pouca gente entenda direito o que a candidata verde diz — ela goza de uma espécie de licença para ser genericamente boa, genericamente bem-intencionada e espantosamente contraditória —, o fato inegável é que a senadora tem a simpatia da audiência. Parece que Marina não mata nem barata antes de um diálogo produtivo sobre todas as implicações éticas de tal ato. Até acho que, no embate das duas, Dilma acaba sendo prejudicada mais por suas eventuais virtudes do que por seus defeitos. Mas e daí? Numa disputa eleitoral, esses discursos não-verbais, próprios das esferas de sentimentos, de sensações, contam muito.

Os analistas abduzidos pelo petismo tendem a afirmar que falta aos adversários de Dilma uma plataforma. Eu diria que, no confronto direto, quem, dos três, realmente não tem plataforma nenhuma que não seja a continuidade é Dilma Rousseff. Tirem-lhe Lula, e vamos ver o que sobra.

O confronto direto evidencia aquilo que o próprio Lula já revelou: há um buraco na cédula, onde “deveria” estar o nome dele. Como a legislação não permite, então vai o nome de Dilma mesmo…

Horário político, horário eleitoral, viagem ao exterior sem opositores para encher o saco… É o único caminho possível para a candidata do PT. Não exibi o filme em que José Eduardo Cardozo leva a mão à cabeça quando Dilma fala só para ser ranheta. Trata-se de um símbolo de uma candidatura.

A chance de Dilma ser eleita está em Dilma não existir. Lembremo-nos fala de Lula:
Vai ser a primeira eleição, desde que voltou (sic) as eleições diretas para presidente, que o meu nome não vai estar na cédula. Vai haver um vazio naquela cédula.

Dilma está no lugar do vazio. Lula quer eleger o vazio. E o vazio não quer o confronto porque não tem o que dizer. Nem mesmo pode ser socorrida pelas utopias de Marina.

A candidata petista a Presidente, Dilma Rousseff, havia topado participar de uma sabatina promovida pelo portal UOL e pela Folha Online. Cancelou. Alegou problema de agenda — essa viagem que ela faz à Europa, sempre notando que a viagem é que se sobrepôs à sabatina, não o contrário. No dia 1º de julho, a CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil) realiza também o seu encontro com os presidenciáveis, a exemplo do que fez a CNI, da Indústria. José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) vão participar. A petista está, de novo, com problema de agenda.

Publiquei no blog o filme de duas curtas intervenções de Dilma na sua viagem à Europa. Fica evidenciada ali a sua dificuldade de se expressar com clareza — e não se sabe até onde isso é conseqüência da dificuldade de pensar com clareza. Os embates públicos, na primeiríssima fase da campanha, não lhe foram, com efeito, satisfatório. E o PT decidiu que Dilma falará sem opositores até quando for possível. E, no melhor dos mundos, assim seguirá até o fim.

Dilma quer evitar o efeito comparação. O maior temor, evidentemente, é Serra, com quem aparece empatada nas pesquisas. Mas o embate com Marina também não lhe é confortável. Num caso, teme a confrontação técnica; no outro, a, como posso dizer?, mitológica.

Serra não é exatamente um adversário a quem se possa responder com a tradicional chicana petista, que mistura supervalorização dos feitos de Lula — até setores do Ministério do Planejamento evidenciam a patacoada da fala oficial (ver abaixo) — com mistificação ideológica. Com o tucano, a velha saída à esquerda do petismo não funciona. De modo curioso até, os petistas insistem em afirmar, ainda que por vias tortas, que esquerdista mesmo é… Serra!!! Dilma fica sem discurso.

Com Marina, a coisa se opera em outro nível. Ainda que pouca gente entenda direito o que a candidata verde diz — ela goza de uma espécie de licença para ser genericamente boa, genericamente bem-intencionada e espantosamente contraditória —, o fato inegável é que a senadora tem a simpatia da audiência. Parece que Marina não mata nem barata antes de um diálogo produtivo sobre todas as implicações éticas de tal ato. Até acho que, no embate das duas, Dilma acaba sendo prejudicada mais por suas eventuais virtudes do que por seus defeitos. Mas e daí? Numa disputa eleitoral, esses discursos não-verbais, próprios das esferas de sentimentos, de sensações, contam muito.

Os analistas abduzidos pelo petismo tendem a afirmar que falta aos adversários de Dilma uma plataforma. Eu diria que, no confronto direto, quem, dos três, realmente não tem plataforma nenhuma que não seja a continuidade é Dilma Rousseff. Tirem-lhe Lula, e vamos ver o que sobra.

O confronto direto evidencia aquilo que o próprio Lula já revelou: há um buraco na cédula, onde “deveria” estar o nome dele. Como a legislação não permite, então vai o nome de Dilma mesmo…

Horário político, horário eleitoral, viagem ao exterior sem opositores para encher o saco… É o único caminho possível para a candidata do PT. Não exibi o filme em que José Eduardo Cardozo leva a mão à cabeça quando Dilma fala só para ser ranheta. Trata-se de um símbolo de uma candidatura.

A chance de Dilma ser eleita está em Dilma não existir. Lembremo-nos fala de Lula:
Vai ser a primeira eleição, desde que voltou (sic) as eleições diretas para presidente, que o meu nome não vai estar na cédula. Vai haver um vazio naquela cédula.

Dilma está no lugar do vazio. Lula quer eleger o vazio. E o vazio não quer o confronto porque não tem o que dizer. Nem mesmo pode ser socorrida pelas utopias de Marina.



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sexta-feira, 18 de junho de 2010

A candidata que é um vazio na cédula

Nunca antes na história deste País houve uma eleição como esta que se aproxima.

Sempre houve governo, sempre houve oposição, e salvo no período em que os militares no poder escolhiam os sucessores dentro da caserna, os que estavam no governo se empenhavam em eleger seus candidatos, e os que estavam fora do governo se empenhavam em eleger alguém que significasse algum tipo de alternância do poder.

É assim que, bem ou mal, funcionam as democracias. Quem está dentro quer ficar, quem está fora quer entrar.

Mas esta eleição é bastante atípica. Os dois candidatos de oposição de fato não se opõem muito - ou se opõem circunstancialmente a algumas coisas aqui e ali - e o candidato da situação é o atual presidente, que pela legislação em vigor não pode ser candidato, e que por isso mesmo colocou alguém para representá-lo. Votar nesse alguém, segundo ele mesmo, será como votar nele. Teremos a primeira eleição presidencial onde você pode votar por procuração: põe lá o nome de um, mas estará votando em outro.

Ou seja: a pessoa que o presidente quer eleger existe como pessoa física, tem RG, CIC, CEP, tem até um nome de batismo e uma controvertida história política pregressa, mas tem uma existência apenas virtual como ente político autônomo. Você vota x e elege y, pela simples razão de que x na verdade não existe: é apenas a transubstanciação de y.

O nome dela é Dilma, mas isso é um acidente de percurso ocasional, ela poderia se chamar Pedro ou Maria da Penha, tanto faz. Na verdade,o nome dela é Lula, ela fala Lula, ela pensa Lula, e se tem alguma autonomia de vôo ou alguma idéia própria, ela a guarda para si, e talvez guarde a grande revelação para o dia em que (e se for) eleita.

Não são os adversários que inventam isso para caluniá-la ou para menosprezá-la. Quem a embala é Lula, o próprio Mateus que a pariu. Seu alter ego diz, com todas as letras, com toda a franqueza de quem tem a glória e o privilégio de privar da intransferível intimidade de seu próprio ego:

“Vai ser a primeira eleição, desde que voltou as eleições diretas para presidente, que meu nome não vai estar na cédula. Vai haver um vazio naquela cédula. E, para que esse vazio seja preenchido, eu mudei de nome e vou colocar Dilma lá na cédula. E aí as pessoas vão votar. Por isso, companheira, eu quero que Deus te abençoe e te dê força, cabeça fria, e saiba que você tem um companheiro para a hora que precisar”.

Depois de tantas peripécias para reconquistar a democracia, tendo passado por um período de 20 anos em que a ditadura militar construiu avatares de si mesma, multiplicando o partido oficial em sublegendas para evitar que o poder fugisse de seu controle, chegamos a outro truque tipicamente brasileiro.

Como a lei não permite o vazio na cédula, colocaram lá o nome de alguém, que na verdade não é ninguém, mas votando em ninguém, você está elegendo alguém que não é candidato porque a lei não permite.

Parece difícil mas é muito simples. O presidente mesmo explicou: Dilma está lá para que o vazio seja preenchido. Ela não é uma candidata. É o preenchimento de um vazio.
 
Sandro Vaia é jornalista. Foi repórter, redator e editor do Jornal da Tarde, diretor de Redação da revista Afinal, diretor de Informação da Agência Estado e diretor de Redação de “O Estado de S.Paulo”. É autor do livro “A Ilha Roubada”, (editora Barcarolla) sobre a blogueira cubana Yoani Sanchez.. E.mail: svaia@uol.com.br




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terça-feira, 15 de junho de 2010

Mentiras Midiáticas

Brasil - Liberdade e Democracia de Laguardia




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domingo, 13 de junho de 2010

Gráfica de Bené atuou para agência do mensalão

DEU EM O ESTADO DE S. PAULO

Empresário que vinha ajudando comitê de Dilma recebeu dinheiro da DNA e SPM&B

Rodrigo Rangel

A Gráfica Brasil, da família de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, empresário brasiliense que até semana passada vinha atuando como uma espécie de gerente informal da campanha de Dilma Rousseff, aparece como destinatária de pagamentos das agências de publicidade DNA e SPM&B, dois dos principais dutos do mensalão do PT.

Levantamento feito pelo Estado na base de dados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, que apurou o esquema, indica que a gráfica recebeu R$ 1,9 milhão das agências do empresário Marcos Valério de janeiro de 2001 a junho de 2005.

Os valores constam das planilhas de entrada e saída de caixa das agências. Em tese, os pagamentos se referem a serviços supostamente prestados pela Gráfica Brasil às empresas de Marcos Valério.

A Gráfica Brasil chegou a ser incluída no rol de empresas suspeitas de emitir notas fiscais frias para a DNA e SMP&B. O próprio relator da comissão, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), apresentou requerimento pedindo que as agências apresentassem cópias dos contratos.

"Havia muitos pagamentos por serviços não realizados, feitos por meio de notas frias, só para fazer de conta", explica Serraglio. Os trabalhos da comissão foram encerrados sem que a investigação sobre a gráfica avançasse.

Visanet. Nos balanços das empresas de Valério, muitos dos repasses listados como pagamentos a fornecedores serviam apenas para justificar saídas de dinheiro destinado ao mensalão. "Foi assim no caso da Visanet", lembra Serraglio.

À época, laudo da Polícia Federal mostrou que a DNA Propaganda recebeu indevidamente R$ 39,5 milhões de recursos do Banco do Brasil no Fundo Visanet. Supostos serviços prestados pela agência ao fundo eram justificados com notas frias.

A Visanet fez os pagamentos à DNA entre 2001 e 2005, mas a maior fatia se refere a 2003 e 2004, auge do mensalão. É nesse período que se concentram os repasses à Gráfica Brasil. Do total de R$ 1,9 milhão repassados pela DNA e pela SMP&B à gráfica, 70% (R$ 1,3 milhão) se referem ao período 2003-2005.

Procurado pelo Estado, Marcos Valério afirmou por meio de um auxiliar que não conhece nem a Gráfica Brasil nem Benedito Neto, o Bené. Disse ainda que a área de serviços gráficos não era de sua responsabilidade.

Semelhanças. Valério e Bené têm trajetórias semelhantes em sua relação com o PT. Foram apresentados ao partido pelo deputado Virgílio Guimarães (PT-MG). "Bené é meu amigo, conheço a família dele, mas não tem nada a ver com Marcos Valério", afirma Virgílio. "A gráfica dele é conhecida em Brasília."

A aproximação de Bené com o partido rendeu bons resultados. As duas principais empresas de sua família, a Gráfica Brasil e a Dialog Comunicação e Eventos, experimentaram um boom em seus negócios com o governo. De 2004 até este ano, faturaram R$ 214,4 milhões em contratos na Esplanada. Alguns dos contratos estão sob investigação do Tribunal de Contas da União, do Ministério Público Federal e da Controladoria- Geral da União.

Pelas mãos de Virgílio, Bené, de 34 anos, tornou-se amigo do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel, coordenador da campanha de Dilma. Até estourar a crise do suposto dossiê contra o pré-candidato tucano José Serra, o empresário vinha transitando livremente na campanha de Dilma.

Como uma espécie de gerente informal do comitê, encarregou-se, por exemplo, de providenciar casas utilizadas pela campanha. Também participou de negociação com arapongas contatados para integrar o núcleo de inteligência da campanha do PT.




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sábado, 12 de junho de 2010

Lula, que já pagou até a dívida externa do Brasil, não consegue quitar nunca a sua dívida com o Sarney

COLUNA PAINEL DA FOLHA DE S.PAULO

O almoço do patriarca
Reunido com a cúpula do PMDB em um almoço na casa do deputado cearense Eunício Oiveira, o senador José Sarney comemorava o cabresto imposto ao PT, obrigado a apoiar a reeleição de sua filha Roseana no Maranhão, quando recebeu um telefonema do próprio Lula, que queria cumprimentá-lo pelo resultado da reunião do Diretório Nacional petista.

Vinho e Bacalhau
Sarney fora informado da decisão de uma telefone anterior, recebido do presidente do PT, José Eduardo Dutra. Ao desligar, saiu alardeando a notícias aos seus correligionários e disse que, a partir dali, podia tudo: encheu um copo de vinho e o prato de bacalhau.

Ligadão
Sarney não saiu do telefone na véspera e durante o conclave petista. A um dirigente a quem pediu apoio disse que o governo deve muito à sua atuação no Senado. Citou a votação do pré-sal como exemplo.

Tiroteio
“Lula, que já pagou até a dívida externa do Brasil, não consegue quitar nunca a sua dívida com o Sarney”, Do Deputado federal Domingos Dutra (PT-MA), protestando contra o presidente por ter obrigado seu partido a apoiar a reeleição de Roseana (PMDB) no Maranhão.




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PETISTAS DO MARANHÃO REVOLTADOS COM APOIO A ROSEANA





Em que PT me filiei? O (PT) Partido dos Trabalhadores ético e democrático onde quem decide é os “filiados” ou o PT (de Lula e do Diretório Nacional) que impõe?


Nossa! Só temos valor no PED, num partido que é sustentado por nós militantes, que pagamos taxas, obedecendo “regras éticas norteadas por princípios, valores morais e honestos” onde sofremos em campanhas sem dinheiro, para que tudo isso? Para o DN e nosso Presidente (Lula) passar por cima de uma decisão dos militantes que
construíram a história dele (sem receber os devidos para isso) e continuamos defendendo mesmo nos momentos mais difíceis, para sermos trocado por uma oligarquia maléfica ao nosso Estado?

Como fica a História do Partido dos Trabalhadores que sempre combateu as injustiças sociais, que não se vende, (esta máxima só serve para os militantes da Base a maioria pobres que sustentam este partido) para o poder? Será engolida pelo PT obcecado pelo poder a qualquer custo, usando, para isso desculpas esfarrapadas para justificar as atitudes tomadas contra o Maranhão que deseja infinitamente ser livre? 

Eu sou obrigado a concordar com este povo no voto de total protesto sem nenhum sentimento de dever descumprido para com meu maior “Líder e Exemplo”, porque assumi a responsabilidade de ficar em favor da decisão dos mais necessitados, outro motivo que julgo vital para não aceitar de maneira alguma a imposição de vocês é porque quero ser livre das amarras e do coronelismo que tanto pune o povo deste estado desfacelado por uma Oligarquia que o Senhor(presidente) e o Diretório Nacional agora fazem parte integrante infelizmente e por último por não aceitar as suas justificativas no plano nacional afirmando que para isso precisam sacrificar e subjugar o povo da minha terra querida. Isto é inadmissível, ouviram? Inadmissível. Senhor Presidente sem ofensas e rancor é que aprendi muito com sua história que parece-me agora esquecida por você. 
Companheiro Lula esqueceu-se de tudo pelo o que você passou?Está cometendo o mesmo equivoco de muitos outros líderes o de nos subestimar. Parece que esqueceu suas raízes e o povo do Nordeste, em especial o Maranhão que sempre foi seu parceiro. Veja os comentários colhidos por mim com muita tristeza e preocupação do povo do nosso estado. 

"Francisco Claudio" 
Postado por Gerson junior


"Heil Hitler!", gritam militantes do PT após apoio a Roseana


CLAUDIO LEAL
Direto de Brasília

Com ataques a Lula, José Sarney, José Eduardo Dutra, José Genoino e Cândido Vaccarezza, cerca de 10 militantes do PT do Maranhão iniciaram um protesto na sede do diretório nacional do partido. Gritos e denúncias de suborno de delegados no Estado. Por 43 a 30 votos, e apenas dois em cima do muro, a cúpula petista revogou o apoio a Flávio Dino (PCdoB) e fechou a aliança com a governadora Roseana Sarney (PMDB). Quatro seguranças protegiam os cardeais petistas, na hora da confusão. Eleições-terra

Gritos ouvidos na portaria do PT:
Digite aqui o resto do post- Heil Hitler! Heil Dutra!
- Fascistas!
- Patrus (Ananias), jogaram sete anos de sua luta no lixo!
- Vocês vão matar milhares de crianças maranhenses!
- O que a (revista) Veja revelou é fichinha!
- Temos gravações!
- 
Tentaram me comprar por R$ 20 mil!
- 
Botaram R$ 100 mil na minha frente pra comprar meu voto!
- Genoino, ponha logo Roseana no PT!
- Vou jogar fora minha estrela!
- José Eduardo Cardozo disse que, pelo que ouviu lá, era pra estarem uns dez na cadeia!
"Me ofereceram R$ 20 mil. Devia ter recebido! É o partido da molecagem", berrava a militante Maria de Lourdes. O líder do governo, Cândido Vacarezza, tentou dialogar, mas foi recebido por insultos. "Vocês não vivem lá, é fácil, estão condenando os maranhenses à morte!", atacou Genilson Alves, secretário de formação do PT maranhense.

Sob ataques, Genoino procurou não olhar os manifestantes. "Recebi uma proposta de R$ 100 mil. Estou na reportagem da Veja", relata Arnaldo Colaço. "É o Estado mais pobre do Brasil e vai ficar pior. Que vergonha...
"
De passagem, o ex-ministro Patrus Ananias, derrotado nas prévias mineiras, comentou: "Já me chegam mais problemas lá em Minas..."
No texto final, o diretório nacional petista decidiu "aprovar a coligação estadual majoritária com o PMDB no Estado do Maranhão e à candidata ao Governo do Estado, Roseana Sarney."




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Procura-se

Prezados,

Para contribuir com o debate e mostrar que Dilma já deu as suas contribuições para o avanço do Brasil, peço encarecidamente:

- Fotos dela lutando pela democracia e não pelo comunismo. (Tem que existir !.. Por exemplo: Uma foto da Dilma nas Diretas Já! )..

- Uma foto dela em uma passeata pela Anistia Ampla, Geral e Irrestrita!

- - Uma foto dela em algum evento pela Constituinte Livre e Soberana!

- Uma foto dela durante o processo de Impeachment do Collor.

- Uma foto ou vídeo, que mostre ela indignada com o Mensalão ou com a história do dinheiro nas cuecas, nas malas, nas meias, etc.

- Uma foto dela ou um vídeo de algum trabalho social de que ela já tenha participado.

- Uma foto dela ou vídeo, em que ela se mostre autenticamente simpática.

Deve haver!....

Preciso provocar a maioria com quem correspondo na internet e, para isso, preciso de sua ajuda. Não podemos correr o risco de ter uma presidenta (?) sobre a qual não sabemos absolutamente nada, a não ser da boca para fora.

Chega de boatos, de "disse-me-disse". Queremos fotos! Queremos fatos! Notícias de jornal! Documentos históricos!

Divulgue esta campanha e ajude a acabar com o Apagão Biográfico da Sra. Dilma.

Nosso Brasil quer saber mais!

Álvaro (ex-petista)

Blog do Laguardia.

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sexta-feira, 11 de junho de 2010

OITO ESTUPENDOS BURACOS

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Assédio na igreja

Em uma pequena cidade do interior de Santa Catarina, um frei organizava um coral de crianças e adolescentes em sua paróquia. As meninas mais bonitas, segundo as participantes, tinham mais chance de se tornar a cantora principal. Por meio desses encontros, o padre se aproximou de jovens que o denunciaram por abuso sexual. Por que esse caso — e a dificuldade das vítimas em falar sobre ele — desmente a ideia propagada pelo Vaticano de que o assédio na igreja é homossexual.

 
Imagem ilustrativa
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De um lado da linha telefônica, um homem pergunta se ela veste calcinha branca. Do outro lado, uma menina de 13 anos sussurra que não — ela está no quarto e seus pais, que não sabem do envolvimento com o homem mais velho, assistem à televisão na sala. A calcinha que ela usa é verde. Durante a conversa, o homem questiona se ela o ama. Na afirmativa, é possível perceber a entonação infantil da voz da menina. Ele retruca dizendo que não acredita na resposta. “Quem ama faz algo a mais”, diz o homem. Depois, diz que “não vai aguentar” e vai agarrá-la. A conversa, que termina com uma declaração de amor recíproca, foi gravada por um grampo policial. Aconteceu entre o padre catarinense Ângelo Chiarelli, 64 anos, e uma adolescente que frequentava sua paróquia poucos dias antes de ele ser preso por atentado violento ao pudor. Foi flagrado com a jovem em seu quarto e, em um vídeo feito pela polícia e veiculado pela imprensa local, ela diz que foi beijada e que ele “passou a mão” no seu seio.
  
Reprodução
Frei Ângelo, como o padre é conhecido, é um senhor de cabelos brancos, baixinho, com a pele do rosto enrugada e manchada pela idade. A fala mansa ajuda a reforçar o estereótipo do bom velhinho. Morava e trabalhava na paróquia do Espírito Santo, no bairro de Canoas, em Rio do Sul, uma cidade de 50 mil habitantes, em Santa Catarina. Chegou à cidade em 2007 e até ser preso, em junho do ano passado, dirigiu um coral de crianças e adolescentes na igreja, num projeto chamado “Infância e Juventude Missionária”. Depois da prisão, meninas que participavam do coral disseram ter sido assediadas por ele, segundo a polícia de Rio do Sul. “Ele passava a mão de um jeito esquisito em mim. A primeira vez, apalpou meu bumbum, quando pediu licença para passar em uma porta onde eu me apoiava no parapeito. Achei estranho, mas não dei importância, afinal, era um padre. Depois, esbarrou algumas vezes com a palma da mão no meu peito, só que de um jeito demorado. Custei a acreditar que tinha outras intenções. Tive certeza de que tinha alguma coisa errada e me distanciei no dia em que me deu carona. Ele estava dirigindo e eu sentada no banco do passageiro. Enquanto conversava, começou a passar a mão na parte de dentro da minha coxa. Eu tinha 13 anos”, diz Fernanda*, 14, ex-corista.
“Custei a acreditar que o padre tinha outra intenção”
— Fernanda*, ex-corista
Na busca que a polícia fez no computador do padre, encontrou centenas de fotos de meninas de biquíni em posições sensuais, tiradas em viagens que ele organizava para parques aquáticos e praias, com as frequentadoras do coral. As fotos enfatizam seios, bumbuns e coxas. Uma das mais chocantes é o retrato de uma menina de mais ou menos 11 anos com o biquíni levantado, mostrando os pequenos seios em fase de crescimento. “As meninas não têm discernimento, eram incapazes de compreender o que estava acontecendo. Ele tirava proveito dessa ingenuidade. Em tese, o padre está acima de qualquer suspeita”, diz o promotor de Justiça André Otávio Mello, que trabalhou no caso. “Ele as manipulava dizendo que as meninas iam se tornar ‘a cantora principal’ do coral, que em breve lançariam um disco.” Segundo Fernanda, só as mais bonitas ganhavam o posto de preferida do frei.
  Reprodução
No início do ano, o padre foi condenado a oito anos e nove meses de prisão por atentado violento ao pudor. O advogado dele, Jeremias Felsky, recorreu da decisão, alegando que o cliente é inocente. “Nenhum dos atos que ele cometeu é criminoso.” Procurado por Marie Claire na cadeia de Rio do Sul, o padre disse que foi aconselhado pelo advogado a não dar entrevistas. Até o momento do fechamento desta edição, o recurso da defesa ainda não havia sido julgado e o frei se encontrava em uma cela solitária do presídio.

Celibato e homossexualidade

A sentença da Justiça catarinense foi dada durante uma feroz crise de imagem da igreja católica em nível mundial. Nos últimos meses, surgiram inúmeras denúncias de abuso sexual cometidos por padres no mundo todo. Um relatório irlandês, por exemplo, notificou 15 mil casos de abuso nos últimos 70 anos. Surgiram denúncias de pedofilia na Alemanha e em outros países da Europa. A mais grave delas esbarrou no próprio papa. Segundo uma reportagem do jornal americano The New York Times, quando era prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão responsável por determinar a punição dos sacerdotes, Joseph Ratzinger teria acobertado um padre dos Estados Unidos que pode ter abusado de 200 crianças entre as décadas de 50 e 70.

Em meio aos ataques, o Vaticano tentou atribuir a motivação desses crimes à orientação sexual dos religiosos. Durante uma entrevista coletiva em Santiago, no Chile, em abril, o cardeal italiano Tarcisio Bertone, segundo na hierarquia do Vaticano, afirmou que é a homossexualidade a causa dos abusos. “Muitos psicólogos e psiquiatras demonstraram que não há relação entre celibato e pedofilia, mas outros mostram que há entre homossexualidade e pedofilia.”

Como prova o caso de Rio do Sul, o argumento de Bertone é falho. “Muita coisa melhoraria se começássemos a discutir o celibato”, disse à Marie Claire o teólogo alemão Hans Küng, contemporâneo de Ratzinger e o mais contundente crítico do voto de castidade. O argumento por trás desse raciocínio é o de que a proibição do sexo ajudaria a atrair pedófilos para a igreja, interessados na possibilidade de suprimir a sexualidade malresolvida. “Sabemos que a sexualidade, como mostraram Freud [Sigmund Freud, criador da psicanálise], Foucault e Ricoeur [Michel Foucault e Paul Ricoeur, filósofos franceses], possui uma natureza vulcânica. Não basta a razão intelectual para integrá-la no todo da vida humana”, disse o teólogo Leonardo Boff em entrevista a O Estado de S. Paulo. “Ora, a pedofilia é um desvio de comportamento, portanto, ligado à sexualidade mal-integrada. Isso é o que o Vaticano não quer, mas será obrigado a ver.”

Editora Globo
O histórico de abusos

As primeiras denúncias contra o frei Ângelo Chiarelli surgiram ainda na década de 70, em Cruzeiro do Oeste, no interior do Paraná. “Eu tinha 8 anos quando ele abusou de mim pela primeira vez”, diz Marcela*, hoje com 39. “Ele era íntimo da família. Meu pai fazia parte do grupo da igreja e até saía para pescar com o padre, que frequentava minha casa. Um dia, ele veio fazer cócegas na minha barriga no sofá da sala. Eu ainda não tinha seios, mas ele ‘alisou’ meu peito de um jeito horroroso, que eu nunca mais esqueci.” Ela diz que, naquela época, o padre também comandava um coral de crianças na igreja, do qual ela e as irmãs participavam. “Como sabia da rotina da família, ele nos visitava quando nossos pais não estavam. Fazia cócegas em lugares inapropriados e chegou a passar a mão na minha vagina.”
“Paralisada, olhei para baixo. ate hoje lembro das sandalias franciscanas dele”
— Marcela*, ex-corista
Marcela conta que o frei escrevia cartas para as meninas do grupo. “Dizia a mesma coisa para todas: que nós éramos a amiga número-um dele, a pessoa que ele mais gostava e confiava. ‘O que temos é muito especial, importante e ninguém precisa saber.’ Sempre nos chamava para conversar sobre algum assunto do coral no quarto dele, que era recheado de doces e balas. Uma vez, pela porta entreaberta, vi ele passando as mãos nos seios de uma amiga de 10 anos. Ela chorava. Eu entrei no quarto e ela me fez prometer que não contaria o que vi”, diz Marcela. “Eu morria de medo, mas nem sempre conseguia evitá-lo. Como não tinha coragem de contar o que acontecia, ele continuava frequentando nossa casa e nós, o coral. Não gostava de ficar sozinha com ele. Estávamos em um ensaio na última vez que tocou em mim. Ele pediu para eu ver alguma coisa no quarto e foi junto. Depois que entrei, trancou a porta. Me abraçou e foi a primeira vez que senti um pipi encostando em mim. Paralisada, olhei para baixo — até hoje lembro das sandálias franciscanas que ele calçava. Durou segundos. Quando me largou e abriu a porta, saí correndo para o coral. Eu sentia muita culpa. Perguntava por que comigo.”

Depois desse episódio, Marcela diz que contou para algumas amigas o que aconteceu. “Várias disseram que ele tinha feito o mesmo com elas. Outras ficaram decepcionadas porque tinham se apaixonado. Uma chegou a dizer que queria fugir com ele. Reunidas, as meninas decidiram contar para as mães e se reunir com os dirigentes do projeto. “As beatas disseram que estávamos nos insinuando para o padre. Falavam que eu era a ovelha negra. Minha mãe, após essa conversa, veio me dizer que eu devia estar confundindo o carinho do padre com alguma coisa a mais. Morávamos em uma cidade muito pequena, eram outros tempos. Carreguei essa história comigo a vida toda. Durante um tempo, fiquei com medo dos homens e, quando minha filha nasceu, passei a desconfiar de qualquer um que se aproximasse dela. Não conseguia deixá-la sozinha nem com o meu marido. Adulta, resolvi contar a história para meu pai, um homem simples, do campo. Ele não deu importância. Queria saber se o frei tinha tido um caso com a minha mãe. Na cabeça machista dele, ser traído era mais vergonhoso do que ter uma filha molestada.”

O coral de Rio do Sul

No século XXI, o padre trocou as cartas por mensagens de texto no celular como forma de manter contato com as meninas. O irmão de Fernanda, uma das meninas de Rio do Sul, nove anos mais velho, estranhou o conteúdo das mensagens enviadas pelo padre para a irmã. “Ele era muito agarrado nela. Quando soube que ele tinha um perfil no Orkut e ficava conversando com ela pelo Messenger, desconfiei. Sabia que eram características comuns em casos de pedofilia. Resolvi ler as mensagens no celular dela e fiquei chocado com o que encontrei”, diz. Em algumas mensagens, dizia que amava a menina, que sentia saudade. Em outras, que precisava de um “remedinho” — a própria Fernanda. Havia também uma série de palavras em código: “imet” (segundo a polícia, amor) e “cetície”, coração. Para outras meninas, escreveu que gostaria de vê-las “s.c.” ou “c.c.” — sem calcinha ou com calcinha.

Fernanda diz que, no início da convivência com o frei, não estranhava o conteúdo das mensagens. “Eu achava que ele era mesmo meu melhor amigo. Se tinha algum problema em casa ou brigava com meus pais, ia desabafar com ele. O padre dava conselhos, dizia que tínhamos de estar do lado dos nossos pais. Era amigo da família e nunca imaginei que pudesse fazer algo ruim para a gente. Quando as carícias começaram, eu demorei para acreditar que ele estava fazendo aquilo. Sentia um pouco de medo, de nojo. É claro que nunca me senti atraída, mas no início, gostava de conversar com ele”, afirma. “Ele usava a linguagem das adolescentes para se aproximar”, afirma o promotor André Otávio Mello.

Quando o irmão de Fernanda encontrou as mensagens no celular, conversou com seu pai, que proibiu o contato da filha com o frei. “Ele foi a minha casa perguntar por que eu não frequentava mais o coral. Disse que eu tinha de voltar”, diz Fernanda. “Respondi que estava muito ocupada com a escola, que, quando estivesse mais livre, voltaria.” O pai e o irmão reuniram as mensagens e levaram uma denúncia à polícia da cidade. Outras meninas que participavam do coral não quiseram dar entrevistas. Visivelmente constrangidas, limitaram-se a dizer que não desejavam lembrar de coisas ruins. “Depois que o escândalo estourou, me chamavam de amante do frei na escola”, diz uma delas. “Boa parte da cidade acha que nós é que somos culpadas. Até mães de meninas que conviviam com ele defenderam o frei.”
“O padre sabia usar a linguagem das adolescentes para se aproximar delas”
— André Otávio Mello, promotor
Silêncio e preconceito

Antes de Rio do Sul, o frei Ângelo morou na cidade de São Lourenço do Oeste, também no interior de Santa Catarina. “O padre convidava as meninas a se despir no quarto dele. Tentava abraçá-las e beijá-las”, diz o promotor de Justiça Eraldo Antunes, que entrevistou duas meninas que se diziam vítimas do frei. “Ele era muito admirado. Depois que as denúncias foram parar no Conselho Tutelar, foi transferido.” Procurada por Marie Claire, a Confederação Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) não comentou o caso e pediu que entrássemos em contato com a diocese a que ele pertence. O bispo dom Augustinho Petry, de Rio do Sul, não quis dar entrevistas. “Foi difícil trabalhar com a igreja católica, que fez o possível para omitir informações necessárias à ação da polícia”, diz a delegada Karla Fernanda Miguel, que investigou o caso. Durante uma assembleia no início de maio, a CNBB anunciou que vai redigir uma cartilha para orientar bispos a afastar rapidamente padres suspeitos de abuso. Também frisou que os dirigentes devem fornecer todas as informações necessárias ao trabalho da polícia e ainda ressaltou a importância de criar novas diretrizes para formar e selecionar novos candidatos a padres.
A pesquisadora Regina Soares Jurkevicz, coordenadora da ONG Católicas pelo Direito de Decidir e autora de um livro sobre o abuso de mulheres por padres no Brasil, aponta a dificuldade em reconhecer esse tipo de assédio. “Há uma subnotificação dos casos de mulheres abusadas por padres porque se presume que elas possam tê-los seduzido”, diz Regina. “Quando a denúncia é feita, é comum que a igreja tente desqualificar a acusação e a acusadora, além de não investigar e não punir o responsável — apenas o transfere de cidade. Denunciar o abuso pode ser tão sofrido quanto ser vítima dele.” Talvez por isso, o discurso de que a pedofilia está mais ligada à homossexualidade do que ao celibato ainda encontre adeptos. Para Fernanda, Marcela e outras dezenas de meninas que cruzaram a vida do frei, não há dúvidas de que os padres podem cometer abusos heterossexuais.

Marie Claire/Notícias Cristãs

FONTE: NOTICIAS CRISTÃS