Google+ Álem M. Martins: Resposta a Virgílio Guimarães

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Resposta a Virgílio Guimarães

Onde estava Dilma nos anos em que militamos aqui?

 

Sandra StarlingRespondo aqui à carta aberta a mim dirigida pelo companheiro de PT, Virgílio Guimarães. Penso que ele não se importará com o fato de responder por meio deste jornal. É o espaço público que hoje tenho. Espero que Virgílio se encarregue de encaminhar esta resposta a todos que receberam sua carta. Desde já, ofereço a ele o meu espaço aqui.

Virgílio diz ter feito "parte de um grupo que, desde antes do posicionamento do companheiro Lula, já preconizava o nome da Dilma para assumir a tarefa da candidatura à Presidência". Louvo saber que, supostamente, houve um grupo com essa incumbência: estranha-me que tal grupo não tenha vindo a público, no PT ou fora dele, reivindicando a paternidade de tal lançamento.

Aliás, menciono duas oportunidades em que a existência desse grupo poderia ter sido ventilada: recebi convite do grupo interno "Mensagem ao Partido" para comparecer a um encontro no Rio de Janeiro, onde seria discutido a conjuntura e onde teríamos um encontro com a companheira Dilma, já indicada por Lula como sua sucessora. Escusado dizer que me recusei a comparecer porque o tempo para a discussão política era mínimo e o encontro, de fato, prestava-se, apenas, a que os integrantes do agrupamento pudessem conhecer a candidata. Aliás, toda a imprensa fartamente noticiou os inúmeros encontros destinados a que correntes internas e externas conhecessem a "candidata do PT (sic)".

Lembro-me de encontro com militantes da CUT e outros movimentos sociais, como também do almoço festivo oferecido pela companheira Martha Suplicy... Noutra oportunidade, estive em Contagem debatendo com militantes e filiados a indicação da Dilma. Virgílio com certeza soube disso porque esteve presente um representante dele. Naquela ocasião, tive oportunidade de expressar todas as minhas críticas de forma e de fundo a essa candidatura.

Reafirmo aqui, portanto, o que declarei ao jornal. Aliás, não sei por que Virgílio não me criticou antes, pois já publiquei inúmeros artigos contrários à violência cometida em relação à democracia interna no PT, como de resto comentando os inconvenientes (para dizer o mínimo) do atrelamento da candidatura de Dilma ao PMDB.

Por que não vale para o PT o que o próprio Lula preconizou para o PMDB, ao sugerir que este apresentasse três nomes? Aliás, até o dia de hoje, o PT, por suas instâncias, não indicou qualquer candidato a presidente...

Quem me convidou a debater, como aconteceu na reunião de Contagem, sabe que não me furto a expor minhas ideias. Portanto, não cabe razão a Virgílio para me chamar para "nossos encontros" - quais?!

Por fim, sugiro a Virgílio que não faça tentativas canhestras de mostrar que Dilma sempre esteve em Minas: onde estava ela nos anos e anos em que militamos aqui, ele e eu? Onde estava ela quando ele próprio se candidatou, como mineiro, à presidência da Câmara dos Deputados?

Publicado em: 20/01/2010

Nenhum comentário:

Postar um comentário