Google+ Álem M. Martins: Em que e com quem estamos unindo? Pode haver união de trevas com luz?

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Em que e com quem estamos unindo? Pode haver união de trevas com luz?

Por Ilton Gonçalves

Há por aí uma nova onda, um ajuntamento que me parece estranho, dizendo que “juntos somos melhores”. O romanismo chama isso de ecumenismo, e eu pergunto: Juntos em torno de quê? Juntos em torno de quem? Juntos para fazer o quê?

Quero deixar claro que não me misturo.

O Evangelho não se mistura, cristianismo e mundanismo são como água e óleo.
Juntos somos melhores? Juntos com esse “evangelho” bíblicamente mesquinho?

Foram juntos que o povo rejeitou a Noé, foram juntos que começaram a construir Babel, foram juntos que venderam José, construíram o bezerro de ouro e que gritaram soltem Barrabás...

Me lembro de um a mistura registrada em Números 11:4 “E o populacho que estava no meio deles veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e também disseram: Quem nos dará carne a comer?”

Esse populacho está aí, pedindo para se juntarem a nós ou que nos juntemos a eles, com um evangelho anunciado por anjos, arcanjos, querubins, apóstolos(as), bispos(as), pastores(as), profetas/cantores. Eu? Não me misturo.

Quem não se lembra do amigo do Chaves? Sim, o Kiko? “Gentalha, gentalha, gentalha!”. O Evangelho é exclusivo, Cristo é ímpar, a Bíblia é a Palavra de Deus.

Juntos somos melhores? Está bem. Pode até ser... mas em torno de quê?

Juntos para um “louvorzão” onde o barulho é ensurdecedor e quando se identifica alguma coisa é: “Tira o pé do chãããoooo”, luzes de todas as cores e apóstolos para todo o lado gritando: “Eu profetizo, profetiza também....”, “hoje é o dia da restituição”... Juntos? Eu?

Juntos para um reteté, aliás a moda agora é o “pregador/profeta” sai no meio do povo colocando a mão em todas as pessoas e fazendo um som pra lá de estranho com a boca ( shiiiiiii, rrrrroooo, hiiiiiiii), juntos? Eu?

Junto com quem não acredita no Arrebatamento da Igreja, não crê que a Bíblia é a suficiente Palavra de Deus, e não tolera uma pregação genuinamente bíblica? Junto com aqueles que vivem a poder de descarrego, pisando o sal grosso e a Palavra também? Junto com essa gentalha que está sempre atrás de uma nova unção?

Não! Mil vezes NÃO.

Jesus amou, mas não se misturou nem abriu mão de sua missão; seus ensinos são inegociáveis. "Somos uma comunidade de poucos que não rezam pela cartilha do fanatismo moderno. Os iguais se atraem" (Pr Serafim Isidoro)

Termino aqui deixando algumas pérolas que tenho guardado em um caderninho antigo, já que alguns versículos bíblicos afastariam alguns leitores adeptos desse ecumenismo gospel:

“Nunca confie cegamente pois os vigaristas sobrevivem graças aos tolos”.
“O grito é a manifestação cabal de quem não tem argumento”.
“O barco foi feito para estar sobre a água, mas a água não deve entrar no barco”
“Muitos que freqüentam nosso templos não são seguidores de Cristo, mas fregueses; quando abrem uma nova porta vendendo a preços mais baixos, correm para lá”.
“Quanto mais a verdade se misturar com o erro, mais atraente e perigosa é para suas vítimas”.
“Quem não raciocina é um fanático; quem não pode raciocinar é um escravo; quem não se atreve a raciocinar é um tolo”.


Populacho, não contem comigo! O joio é semeado entre o trigo, mas é joio. Reconheço que existem muitos que se juntam para destruição da Palavra, mas também sei que ainda há "7 mil" dos que não se dobraram, nem se dobram a essa onda de "juntos somos melhores".

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